Assim que tiraram Davi da sala, oficialmente o encontro se daria por encerrado.
Mas eu não pude deixar de concluir:
— Infelizmente Davi não pode deixar de ser o seu filho. Mas eu tenho como protegê-lo. E a forma que encontrei para isso foi o deserdando.
Foda-se que os advogados estavam presentes!
— Eu não acredito em você, Enzo. E mesmo que acreditasse, pouco me importo com o seu dinheiro. Eu só quero o meu filho.
Eu ri, com escárnio:
— Acha mesmo que eu deixarei que você ponha de novo a vida de Davi em risco?
— Você deserdou também a sua filha? — o tom de Amanza foi de deboche.
Aquela era ela! Dissimulada, ardilosa e ambiciosa. Fingiu que não se importava com a herança. Até ter a oportunidade de falar sobre ela.
— Sim. Minha esposa não se importa com dinheiro. Nunca se importou. Ela sempre teve uma vida simples. E nunca almejou ter qualquer coisa que não lhe pertencesse de fato.
Amanza riu:
— Você jamais faria isso com Davi.
— Mas fiz. Infelizmente para livrar os meus filhos da sua ganância tive que deixá-los sem nada. E isso não é tudo, Amanza. Eu tenho algumas surpresinhas ainda para você.
Ela suspirou:
— Era isso? Porque, não me entenda mal, Enzo. Mas estou aqui somente por Davi.
— Claro que sim. — eu ri, virando as costas a saindo daquela sala que parecia sem ar.
Passei praticamente um dia inteiro com meus advogados criando uma forma de fazer tudo certo juridicamente.
— Impossível, senhor Enzo. Isso é legalmente impossível. — disse um dos advogados.
— Não tem como Amanza saber que não é verdade.
— Basta ela perguntar para os advogados dela. O senhor não pode legalmente deserdar seus filhos.
— Posso fazer um testamento, como o meu avô fez.
— Ainda assim, 50% pertence aos seus filhos, o senhor querendo ou não.
— A não ser... — fui inteligente dessa vez — que eu me desfaça de todo o meu dinheiro em vida.

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