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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 245

POV Maria Fernanda

Quando a campainha tocou, tive que deixar o restante das batatas fritando. Peguei um punhado das que já estavam prontas e fui atender a porta, me certificando de que tinham passado no controle de qualidade.

Quando abri a porta, fiquei imóvel. Até minha boca ficou nervosa e esqueceu de mastigar.

Eu odiava a forma como aquele filho da puta me deixava.

— Oi.

“Oi”. Ele aparecia quase um mês depois da última vez que me viu presencialmente e a única coisa que tinha para dizer era “oi”?

Engoli as batatas que estavam na minha boca e saí da frente da porta, não o convidando a entrar, mas fazendo um gesto que bem dizer era um convite.

Enzo passou por mim, pegou uma batata mordida que estava entre meus dedos e jogou na própria boca, sentando-se no sofá sem ser convidado.

— Achei que você estava morto. — não me contive.

— Levando em conta que liguei para você todos os dias... meio que isso era a prova de que eu estava vivo.

— Poderia ser IA.

— IA não sabe nossos códigos.

— Códigos? — arqueei uma sobrancelha.

— 520, 5201314.

Suspirei, me sentando no braço do sofá, com os pés em cima do assento, comendo o restante das minhas batatas:

— Ainda fala com as vozes da sua cabeça? — perguntei, num tom de deboche.

— Não. Nós brigamos.

Arqueei uma sobrancelha:

— Você precisa de terapia.

— Eu tenho um terapeuta. Mas ele é igual sua samambaia e seu cachorro imaginário.

— Você é doido.

— Eu nunca te disse que não era. Ainda assim você me quis.

— Foi um momento de fraqueza e carência emocional e física.

— Ok, isso feriu meu coração diretamente. — pôs a mão no peito, fazendo um drama.

— O que você quer, Enzo?

— Viu as notícias do dia?

— Atualmente a única coisa que olho na internet é como estão as promoções de fraldas descartáveis.

— Eis a questão. Você precisa realmente procurar isso que chama de promoção. A fonte secou.

Arqueei uma sobrancelha. É claro que eu tinha visto as notícias. Eu assinava jornal e vez ou outra pegava algumas folhas para botar no chão para que o meu cachorro imaginário fizesse xixi e então lia brevemente uma coisa ou outra.

— Se está falando sobre deserdar Mary, eu pouco me importo. E aposto que Davi se importa muito mais com o pai do que com o patrimônio que herdará.

Enzo estreitou os olhos:

— Realmente não se importa de eu deserdar Mary?

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