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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 33

— Você deu tempo para ele para pagar.

— Sim. E Elói assinou um contrato comigo. Ele tem dois meses. Nenhum dia a mais, nem a menos.

— E se ele não pagar?

— Você sabe que ele não vai querer me dever, não é mesmo? Até porque, sou da família. Seu pai sabe que eu contaria para os meus pais, para os pais de Michael... e ficaria arrasado. Afinal, ele sempre finge que a família de vocês é perfeita, mesmo todo mundo sabendo que não, já que ele é aleijado, você uma fracassada e seu irmão gay.

Ok, aquilo doeu. Muito. E não foi por eu ser fracassada. Mas por meu pai e Will. Embora eles lidassem bem com aquelas questões de discriminação e termos grosseiros, eu não. Ao menos não quando soava ofensivo.

— Elói é depressivo e todo mundo saber da dívida dele comigo o destruiria emocionalmente.

Respirei fundo e levantei o queixo, encarando-a:

— Não vai ser preciso você fazer tudo isso. Eu não vou contar ao Michael. Sabe por quê? Porque quero estar lá, assistindo de camarote, quando ele descobrir, por si próprio, o quão vil você é. E se arrepender da péssima escolha que fez. E perceberá que eu sempre fui melhor que você. Porém será tarde demais, porque eu não nasci para ser estepe.

Dizendo aquilo virei as costas e saí. Se eu tive vontade de chorar? Não. Eu iria é rir muito quando Michael percebesse que Letícia não valia nem o dinheiro que ele gastou com o anel.

Chegando em casa fui imediatamente para o banheiro fazer o teste. Um minuto depois, vi o resultado: positivo.

Respirei fundo e me virei de lado, mirando-me no espelho. Acho que era impressão minha aquela barriguinha. Até porque, pelos meus cálculos, devia estar com algo em torno de 4 ou 5 semanas.

Era real: tinha uma coisinha dentro de mim. Uma coisinha que tinha um coração, que pulsava vida. E que não tinha ido parar ali sozinho. Enzo tinha participado. Era nosso.

Mas eu não tinha como contar para ele. Enzo jamais acreditaria que aquela gravidez foi um acidente. Ele nem me conhecia para confiar em mim. Sem contar que... aquele homem era milionário. E eu, uma pobre coitada que não tinha dinheiro nem para pagar as despesas da casa. Mesmo que ele fizesse um exame de DNA e confirmasse a paternidade, acharia que foi de propósito, que engravidei propositalmente por causa do dinheiro. E me tiraria a criança. E eu não teria a mínima chance contra ele na luta judicial para conseguir a guarda do meu próprio filho.

Não era hora de contar a verdade para papai e Will. Eu esperaria um tempo e depois, ao revelar a gravidez, diria que não sabia quem era o pai. E para enganar meu irmão era simples: sair novamente para uma boate, dizer que transei com outro num banheiro e que este novo desconhecido era o pai. Ou soaria muito bizarro e mentiroso?

Talvez eu passasse uma noite fora e resumisse a isso: fui num motel com um desconhecido e engravidei.

Jantei com papai. Willian não havia chegado ainda. Estava numa entrevista de emprego.

— Acho... que devemos comer menos coisas fritas. — comentei, fingindo naturalidade, enquanto tirava a mesa.

— Comer saudável? Você? — papai riu — desde criança você só come besteiras.

— Só acho que... nunca é tarde para mudar.

— Claro! Particularmente eu acho bom. Quem sabe pode comprar da próxima vez brócolis em vez de macarrão e nabo no lugar da batata pré-pronta?

— Nabo não, pai. Daí é demais para qualquer ser humano. Vamos mudar os hábitos. Mas não tiraremos do cardápio batatas fritas e pizza de calabresa. Aliás, a pizza que você faz é a melhor do mundo.

— Eu prometo que, quando voltar a andar, as coisas serão diferentes, minha filha.

O plano é simples 1

O plano é simples 2

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