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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 71

Eu era uma pessoa tranquila. Mas não idiota. Claro que não me aproveitaria da situação para usar algo sensual. Mas ficar de uniforme era provar a Shirley que ela mandava. E não, ela não mandava nada ali. Enzo era o dono daquela casa. E só ele podia tomar decisões. E naquela noite, a decisão dele foi de que eu participaria do jantar.

Quando cheguei na sala de jantar principal, Enzo estava sentado numa poltrona, bebendo alguma coisa. Davi lhe mostrava o celular e os dois riam. E Shirley estava sentada na poltrona da frente, observando-os.

Quando os olhos de Enzo encontraram os meus, senti um frio na barriga e tudo rodar levemente. E não, eu não iria desmaiar. Não dessa vez.

Ele levantou-se e veio na minha direção:

— Dois minutos adiantada. — falou, a alguns centímetros de mim.

— Às vezes... eu consigo. — mordi o lábio. — sobre o uniforme. Como eu não sabia que...

— Seu vestido está ótimo. — ele passeou os olhos pelo meu corpo, não escondendo um breve sorriso, que só eu percebi.

Senti minhas bochechas ruborizarem. Eu transava com ele sem problemas. E as palavras sujas que ele me dizia não me davam vergonha. Mas elogios sim. Era estranho vê-lo me tratando daquele jeito. E parecendo estar tentando... flertar.

Eu era péssima em flertes. Experiência zero. Sem contar o medo que eu tinha de que tudo fosse coisa da minha cabeça e Enzo só estivesse sendo... gentil. Gentil porque, naquele dia, ele era o Enzo do bem. A Rutinha. Mas amanhã poderia ser a Raquel. E eu que lutasse.

Eu tinha usado um vestido rosa, leve, simples. E nos pés optei um tênis branco. Óbvio que eu não tinha trazido roupas para um encontro quando decidi trabalhar naquela casa.

Caralho, aquilo não era um encontro!

— Maria, Maria... você veio. E sentará do meu lado. — Davi me pegou pela mão.

— Não, Davi. Shirley sentará ao seu lado. — Enzo foi enfático.

— Mas, papai...

— Maria Fernanda sentará na sua frente.

Davi bufou e foi em direção à mesa. Deparei-me com o lugar impecavelmente arrumado. As louças eram brancas, sem detalhes. Os talheres estavam alinhados com precisão e os guardanapos de linhos dobrados de forma meticulosa. Tudo sofisticado demais para uma pessoa como eu.

— Eu... optei por um cardápio diferente hoje — Enzo explicou, enquanto eu o acompanhava à mesa — quero que tenha uma experiência diferente... e entenda que batatas fritas estão longe de ser algo gostoso. — puxou a cadeira para eu sentar, de forma gentil.

Sentei-me e meu coração parecia querer saltar para fora do peito. Fiquei de frente para Davi.

— Papai, por que a mesa está desse jeito? Por que eu estou colado na Shirley? Por que os pratos estão tão juntos? Por que tem essa coisa cobrindo a mesa?

— Essa coisa se chama toalha, Davi. — Enzo explicou, achando engraçado.

— Ele... não sabe o que é toalha? — eu ri, surpresa.

— Geralmente não usamos toalhas à mesa. Só quando é uma ocasião especial. — ele disse no exato momento que se sentou ao meu lado.

Olhei para os lugares à mesa e eram só quatro. Ou seja... eu não tinha a mínima noção de qual ocasião especial estávamos comemorando.

Pietra entrou com o primeiro prato. Me olhou de soslaio e disse para Enzo, de forma respeitosa:

— Senhor, está satisfeito com a forma como a mesa foi arrumada?

— Sim. — ele confirmou.

— Mesmo... com os lugares... tão próximos? Fiquei na dúvida se tinha entendido errado as suas ordens.

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