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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 72

Talvez ele tivesse razão. Tinha a possibilidade de ser bom. Mas eu só saberia se provasse.

Mastiguei devagar. Depois engoli.

— O que achou? — Enzo pareceu realmente interessado na minha opinião.

— Não é ruim — conclui — Mas...

— Tem gosto de sapatos velhos. — Davi disse, rindo baixinho.

Tentei conter o riso, mas não consegui. Nós dois começamos a gargalhar.

— Hum... estou tentando entender o motivo do riso dos dois. — Enzo disse. Mas não parecia bravo. E sim curioso.

— Pepa, papai.

— Pepa? — ele franziu a testa.

— Pepa Pig, o desenho. Tem uma cena em que ela diz isso... que a comida tem gosto de sapatos velhos. — expliquei.

— Não acho um desenho adequado para crianças. — Shirley intrometeu-se.

Eu também não achava muito. Mas Davi gostava. E ele era um menino educado. Não iria fazer malcriações somente porque a Pepa fazia.

— A classificação é livre. Por isso, não vejo problemas.

Houve um breve silêncio, quebrado por Enzo, que deu uma risadinha inesperada:

— Se a classificação é livre, aposto que é melhor que Os Goonies.

— A classificação etária de Os Goonies também é livre. — elucidei.

Enzo arqueou uma sobrancelha:

— Eis que agora me impressionei.

— Pepa é uma mal-educada. E ensina coisas que não são muito corretas. — Shirley tentou argumentar.

— Eu conheço a Pepa, Shirley — Enzo levantou a mão — E meu filho é inteligente o bastante para saber discernir o que é ou não malcriação.

— E gosto de sapatos velhos não é malcriação. — Davi disse, esperto. — Isso quer dizer... que vamos assistir os Goonies, papai? — perguntou, esperançoso.

Enzo o olhou e não respondeu. Pietra entrou com o segundo prato.

— Bife Wagyu A5 com crosta de ervas e sais exóticos e molho de vinho Bordeaux.

Mordi o lábio. Porra, a noite seria um fracasso.

— Provará o melhor bife que já comeu na vida, Maçã... — ele respirou fundo — Maria Fernanda. — corrigiu-se, embora não a tempo de o “maçã” ter saído.

Eu já esperava pelo dia que ele perguntaria sobre a tatuagem.

— Eu... não... bebo.

— Não bebe água?

— Vinho.

— Não tem vinho à mesa.

— Tem no bife.

— É só no molho.

— Mas tem álcool.

— E qual o problema?

— Eu não posso... ou melhor... não devo ingerir álcool... em horário de trabalho.

Tentei inutilmente me justificar porque eu não comeria aquele bife suculento. Claro que eu não ingeriria qualquer coisa alcoólica sendo que estava grávida.

Enzo fez sinal para que Pietra retirasse os pratos. Eu estava sendo um fiasco ambulante. E jamais seria convidada para jantar de novo.

Enzo me olhou, curioso.

— É agora... que você manda trazer as batatas fritas? — perguntei, sem jeito — e admite que batata frita é melhor? — sorri.

— Mas você nem provou o que foi servido!

— E você também não provou batatas fritas. Então estamos quites.

Depois de Enzo ter me ouvido, a sua mão pousou na minha perna e deslizou vagarosamente pelo interior da coxa, sob a toalha de mesa branca que me encobria.

Estremeci e fechei as pernas, atordoada. Sério que ele me tocaria secreta e perigosamente?

Shirley observou-me por alguns segundos e certamente não percebeu o rubor que subiu ao meu rosto. Girou o garfo entre os dedos e mencionou:

Quando o sorvete chegou, peguei a minha taça e não pensei duas vezes antes de jogar uma colherada generosa para dentro da minha boca. Eu precisava de algo gelado. Porque eu estava em chamas.

Gemi quando Enzo apertou levemente meu ponto de prazer.

— Este sorvete... está ótimo. — tentei disfarçar.

Pensei no tempo que ele levaria para me fazer gozar. E antes que Pietra fosse embora, pedi:

— Pode trazer mais... duas taças para mim, por favor? De chocolate.

Duas taças dariam o suficiente para três orgasmos.

Ela olhou para Enzo, como se precisasse de consentimento.

— Traga várias taças... com todos os sabores disponíveis, Pietra.

Pietra o encarou, atordoada.

— Posso repetir, papai?

— Claro! Por que não poderia, meu filho?

— Porque você nunca deixa.

— Hoje... você pode.

— E amanhã também. — tentei uma negociação justa em favor de Davi.

— Claro! — ele concordou, enquanto eu fechei as pernas com força, tentando não gritar de prazer.

— Papai, você não vai provar o seu sorvete?

Caralho, aquilo era muito errado. Aquilo era totalmente errado, insano, desprezível. Se algum dia Enzo me tocasse daquele jeito com nosso filho à mesa, eu o mataria.

Pedi desculpas mentalmente ao Davi quando gozei em silêncio, de uma forma que eu quase não conseguia.

Meu peito começou a se movimentar rápido demais e tive medo de que todos percebessem.

— Papai, você não vai comer o seu sorvete? — Davi perguntou de novo, curioso.

Enzo retirou a mão do meio das minhas pernas, passou o dedo pelo sorvete metade derretido na sua taça e levou à boca.

— Foi o melhor sorvete que já comi na vida.

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