POV ENZO
Não pensei duas vezes e peguei Shirley em meus braços, levando-a para a outra sala. Gritei por Aayush, que apareceu imediatamente. Meu assistente era o tipo de pessoa que estava em todos os lugares que precisava.
— Chame um médico, Aayush. Imediatamente.
Eu não tinha a mínima ideia do que fazer com aquela mulher ali, que respirava, mas não abria os olhos. Sentei-me no sofá, atordoado, próximo ao corpo dela.
Olhei para trás e deparei-me com Davi, agarrado à Maria Fernanda, curioso.
— Leve ele, Maçãzinha. E o acalme, por favor.
— Ela... vai morrer, papai?
— Não, ela não vai morrer.
— Que pena!
— Davi! — Maria Fernanda o repreendeu.
Ok, meu filho definitivamente odiava Shirley. Ou gostava muito de Maçãzinha.
— Vamos — ela o pegou no colo — Shirley vai ficar bem.
Ele se agarrou ao pescoço dela. Maçãzinha mordeu o lábio e pareceu hesitante.
— Tudo certo? — perguntei, curioso pela forma como ela estava reagindo.
— Lembre-se que... ela não é a Bela Adormecida. — me encarou, séria.
Estreitei os olhos, confuso. Eu não entendia porra nenhuma de contos de fada e princesas. Éramos dois homens naquela casa. Três com Aayush. Ela era a primeira mulher que fazia parte das nossas vidas.
— Resuma a história, por favor. — pedi.
— Ela acorda com um beijo de amor verdadeiro.
Não tinha como eu não rir. O ciúme agora não era só evidente. Ela verbalizou, não aguentando guardar para si.
— Shirley definitivamente não receberá um beijo de amor verdadeiro. — deixei claro. — Prefiro aquela história da Rapunzel, da maçã envenenada.
Ela sorriu:
— Branca de neve. Rapunzel é a dos cabelos longos.
— Se Shirley não ganhar um beijo de amor verdadeiro, ela nunca mais irá acordar? — Davi ficou curioso — Podemos... não deixar ninguém beijá-la, papai?
Caralho, não dava para ficarmos discutindo o destino de Shirley como se ela não estivesse só desmaiada e sim prestes a morrer.
— Nunca mais faça isso de novo — fui enfático, pegando-a pelos pulsos.
— O médico... está vindo — Aayush disse — Se preferir eu... posso me retirar.
— Não... você fica para servir como testemunha de que eu sou inocente e não a toquei.
— Eu não ousaria processá-lo por assédio, senhor Enzo. — ela tentou me tranquilizar.
— Mas Maçãzinha seria capaz de me processar por traição. — gritei e levantei do sofá, atordoado, andando de um lado para o outro — Se você não tiver uma doença grave, juro que a mato, com minhas próprias mãos. — ameacei.
— Neste caso, ela irá processá-lo, senhor. Por tentativa de homicídio.
Shirley levantou, parecendo muito bem.
— Isso... foi uma mentira? — perguntei, furioso.
— Não, senhor Enzo... eu juro que passei mal. Deve ser por causa... da minha mãe. Estou muito nervosa por causa da doença dela e...
— Foda-se a sua mãe. — gritei e depois olhei para Aayush — Mande o médico pedir todos os exames necessários. — encarei Shirley — Se os exames não acusarem nada, você está demitida. Então, comece a rezar para que esteja “indo desta para melhor”, senhorita Yanes.
— Eu juro que...
— Saia da minha frente. Agora!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO
Porque não desbloqueiam mais capítulos?...
Excelente leitura...