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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 77

Ela saiu, apavorada. Olhei para Aayush.

— Ela foi... bem ousada. — ele disse.

— Eu a demitira agora mesmo... não fosse a tatuagem que ela tem na bunda.

— Mas... o senhor já não achou a verdadeira Maçãzinha?

— Sim, achei. A questão é... por que teria uma Maçãzinha falsa?

— Nessa parte o senhor tem razão. Não tem chance de ser uma mera coincidência. A tatuagem é bem específica.

— E, conforme você observou, Shirley fez a dela recentemente. Ou seja... estaria tentando me confundir? Ela e Maçãzinha não parecem ser amigas ou se darem bem.

— Definitivamente, elas não são amigas, senhor Enzo. E... me parece que o senhor deu uma chance para Maçãzinha.

— Ainda estou analisando se vou dar uma chance a ela.

— Entendo, senhor. Ainda bem que a sua análise é bem... rápida.

— Estou levando em conta suas teorias sobre o Zolpidem.

— Claro!

— Aliás, alguma informação sobre quem tentou me dopar?

— Não. Descobrir o seu doping está quase mais difícil do que identificar quem tentou explodir o carro que fazia parte da comitiva do senhor Zadock.

— Sempre fui mais visado que Zadock.

— Claro, senhor! Sem dúvida. — abaixou a cabeça.

— Aayush, o que temos sobre Shirley? Você chegou a fazer uma pesquisa minuciosa sobre essa mulher antes de botá-la para dentro da minha casa?

Ele pegou o celular do bolso e procurou algo:

— O que tenho de informações da senhorita Yanes é de que morou fora do país até bem pouco tempo atrás. Atuava como modelo, fazendo trabalhos não muito relevantes.

— Tem familiares aqui no país? Uma mãe doente, por exemplo?

— Não sei nada sobre isso. Mas posso descobrir, senhor.

— Se sabemos tão pouco sobre ela... como essa mulher veio parar na minha casa?

— Ela tem uma tatuagem de coração no dedo anelar, senhor. E isso a levou até a seleção final.

— Não irei demiti-la. Mas iremos a fundo na vida dela. Quero saber tudo, Aayush.

— Sim, senhor.

— A propósito... quero que investigue tudo sobre o garoto zumbi, amigo de Maçãzinha.

— Garoto... zumbi?

Desliguei o chuveiro me enxuguei. Eu estava tão ansiosa que achei que um banho me deixaria mais tranquila. Mas não. Cada vez que minhas pálpebras se moviam para piscar, eu imaginava Enzo tocando em Shirley. Ou ela tocando nele.

Respirei fundo e pus o celular em cima da pia e tirei uma foto automática da região da barriga, de perfil. Eu fazia isso praticamente todos os dias para ver se estava crescendo. Mas parecia estagnada. Apenas que uma leve ondulação no baixo ventre.

Quanto tempo levaria para crescer? O meu tempo naquela casa estava acabando. E eu já me preparava para sofrer até me definhar quando isso acontecesse. Ficar longe de Davi e Enzo seria a minha ruína.

Enrolei-me na toalha e quando abri a porta do banheiro quase tive um infarto.

— Enzo?

Sim, ele estava ali, naquele quarto minúsculo, sentado na minha cama.

Não consegui me mover. Minhas pernas não responderam aos movimentos. Aquela porra estava ficando fora de controle. E eu precisava dar um fim, pois sabia que quanto mais me envolvesse, mas difícil seria de juntar os cacos do meu coração quando o conto de fadas chegasse ao fim.

— Eu... vim ver se... você está bem.

— Por que... eu... não estaria?

Enzo analisou meu corpo demoradamente:

— Porque... comeu... batatas fritas demais?

— Eu comi bem pouco, acredite. Para mim aquela quantidade foi só um aperitivo.

Ele sorriu. Mas ficou ali, quieto, sentado... na minha cama. Sim, naquela cama pequena pra caralho, sendo que a do quarto dele imagino que tivesse o triplo do tamanho ou mais.

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