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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 87

— Ele... revive no final do filme. — tentei justificar.

— Você não assistirá mais nenhum filme com o meu filho sem que eu seja comunicado do título, entendeu?

Assenti, me sentindo a pior pessoa do mundo. Eu amava Davi. Jamais faria algo proposital para fazê-lo sofrer.

— Eu não quero ir com a Shirley. Quero ficar com a Maria! — Davi disse, ainda não colo do pai.

— Shirley, pode ir. Hoje ele fica comigo. Sem babás. — me olhou.

Assim que os dois saíram, levantei, com dificuldade.

— Acha mesmo que vai me tirar de cena? — Shirley me encarou — Eu não sou amadora, como você.

— Estou me fodendo para o que você pensa. — fui sincera e saí.

Fui impedida por Shirley, que pegou meu braço. Eu odiava quando ela me tocava daquele jeito, como se eu fosse obrigada a ouvi-la:

— Você subiu rápido para o andar de Enzo. Mas não vou deixar que chegue na cama dele, pode ter certeza.

Respirei fundo. Eu já nem conseguia mais pensar direito. E pouco me importava com o que ela dizia.

— Ele me odeia. Era isso que você queria? — puxei meu braço com força da posse dela.

— Não. Eu quero mais. Quero você fora daqui. Esse lugar é meu. E não adianta inventar uma falsa gravidez. Ninguém mais cai nesse joguinho.

Saí pela porta e deparei-me com Pietra. Ela deu um sorriso sarcástico antes de alfinetar:

— Pelo visto, hoje não vai ter batatas fritas.

— Não, não vai ter. Mas você pode tentar um prato novo. Que tal piranha ao molho branco? Pode pescá-la aqui mesmo, na sala de TV.

Passei por ela e fui em direção ao segundo andar, onde ficava o meu quarto. Eu não desceria para o jantar.

Enquanto eu subia a escada, meu telefone tocou. Eu já não estava em horário de trabalho. E não lembro a última vez que alguém me ligou. As conversas atualmente ao celular eram muito mais pelo W******p do que de qualquer outra forma.

— Alô.

— Boa noite, Maria Fernanda. Aqui é o Marcondes.

— Marcondes? — franzi a testa.

Quem era Marcondes na fila do pão?

— Seu agiota.

Marcondes? Ele não era o Papai Noel? Ok, ele era o primeiro na fila do pão. Ou melhor, na fila das pessoas para quem eu devia.

— Oi... senhor... Marcondes. Que bom... que o senhor ainda lembra de mim.

— A senhorita... está chorando? — ele foi gentil.

— Senhorita soa tão frio. E eu estou me sentindo sozinha... e desamparada hoje. Então... pode me chamar de Maria Fernanda, por favor? Ou até de... Maçãzinha. Só não se refira a mim como “senhorita”.

— O que aconteceu, Maria Fernanda? Eu posso ajudá-la de alguma forma?

— Sim, você pode.

Eu não lembro de ter me sentido tão sozinha na vida. Will e Michael sempre foram meu porto seguro. Apesar do que Michael fez, antes do nosso desentendimento ele sempre esteve presente na minha vida, me aconselhando e inclusive me tirando de algumas enrascadas idiotas.

Ali, naquela casa, eu percebi que não tinha ninguém. Enzo só queria me comer. Ele pouco se importava comigo. No primeiro momento que viu Davi chorando ao meu lado, sequer quis entender de fato o meu lado.

Eu sinceramente não esperava nada diferente. Mas ele me enganou naquele quarto quando disse que poderíamos dar certo. E me tratou com carinho e gentileza. Tudo teatro para me levar para a cama. Depois daquela noite, ele simplesmente sumiu.

— Você pode me ajudar com um abraço. — olhei em seus olhos — eu só preciso de um abraço... como o do meu irmão.

Sair daquela casa já não era uma opção. Eu tinha que aguentar firme até receber o primeiro salário.

Aayush hesitou. Mas me abraçou. E eu me senti acolhida e com ainda mais saudade de casa. Molhei sua camisa com minhas lágrimas e agradeci:

— Obrigada por me oferecer ajuda. — falei, sem me afastar, sentindo toda a carência do mundo me tomar naquele momento.

— Que porra é essa? — Enzo gritou.

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