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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 92

Assim que Shirley se foi, demonstrando o quanto estava insatisfeita, Maçãzinha disse:

— Eu queria poder dizer que gosto dela. Mas não gosto. E, por algum motivo que eu não entendo, ela também não gosta de mim. Melhor explicando: eu não gosto dela porque ela nunca gostou de mim.

— Qual você acha que é o problema dela?

— O principal?

— Ela tem mais de um?

— Sim, muitos. Shirley não é uma boa babá. Mal se importa com Davi. Acha que está na própria casa, quando aqui é o seu trabalho. A impressão que eu tenho é de que se acontecesse alguma coisa com Davi fora do seu horário, ela sequer se prestaria a ajudar.

— Dentre eles, qual é o principal? — cruzei os braços, curioso.

— O principal motivo pelo qual eu não gosto dela é porque Shirley está nesta casa com um único objetivo: cuidar de você e não de Davi.

— Hum... interessante. — eu ri. — você acha que ela não tem capacidade para cuidar de mim?

— Não sei. Me diga você, que já chamou ela algumas vezes no seu escritório para conversar em particular.

— Eu nunca fiz isso.

— Fez. E uma das vezes foi quando entrei nessa casa para me apresentar ao Davi. Inclusive você fez questão de arrastá-la para lá e depois dizer na minha frente que ela deveria te chamar de “Enzo”. — fez uma careta, furiosa.

— Ah, sim... naquele dia que você tinha um chupão no pescoço.

— Eu nunca deixei Michael chupar o meu pescoço. Ele fez de propósito porque sabia que você iria ver.

— E o que passou pela cabeça dele que eu faria se visse? — escorei-me na parede, percebendo o ciúme dela.

— Até então... ele achava que éramos namorados.

— E até então... éramos?

— Não, claro que não.

— E agora?

Ela deu um passo para trás e escorou-se na parede oposta à minha e ficamos distantes alguns metros.

— E agora? — ela cruzou os braços, como eu e sorriu, em tom provocador — me diga você o que eu sou.

— Não tenho certeza. Preciso me certificar de que você tem capacidade para cuidar de mim, assim como Shirley.

Ela mordeu o lábio com força e soltou os braços ao longo do corpo, andando pelo corredor, furiosa.

Corri atrás dela e a pus contra a parede, erguendo seus braços e esfregando-me em seu corpo, meu pau ficando ereto só de sentir a sua respiração contra a minha pele.

— Não estou aqui para cuidar de você e sim do Davi. — disse, entredentes, furiosa.

— Mas eu quero que você cuide de mim.

— Contrate uma babá de adulto. Aliás, Shirley adoraria ocupar esse cargo.

— Não existe babá de adulto. — sorri, me aproximando de seu pescoço e dando um beijo na sua clavícula.

— Verdade, não existe. Mas existe babá de idosos. Essa realmente é mais adequada para você.

— Odeio quando você me chama de velho. — suspirei, irritado, mas sem me separar dela, agora inalando seu aroma doce.

— Odeio quando você tenta me fazer ciúme.

A encarei, com nossos rostos a centímetros de distância:

— Você tem ciúme de mim?

— Não. — afastou os olhos dos meus.

— Admita que tem ciúme de mim. — eu ri, enquanto voltava ao seu pescoço, agora trilhando beijos leves em cada centímetro de sua pele macia.

— Mas eu não tenho. — mentiu.

— Odeio mentiras. — ofeguei.

— Eu tenho ciúme de você. — admitiu, arfando.

Peguei seu queixo e apertei de leve, a obrigando a olhar nos meus olhos:

— Eu morro de ciúme de você. E tenho vontade de arrancar os olhos de cada homem que se atreve a olhá-la.

— Talvez o brinquedo fique tão velho quanto o dono. E ele o mantenha para sempre ao seu lado, só para ter lembrança de tudo que viveram juntos.

Ela mordeu o lábio e seus olhos lacrimejaram:

— Você é tão bipolar que consegue me fazer rir e chorar em menos de dois minutos. O monstro e o anjo. O arrogante e o fofo. E sabe o que é pior? Eu amo cada uma das suas versões.

Ama? Maçãzinha usou a palavra amor? Mas era com contexto ou sem contexto?

— Também amo o meu brinquedo. E jamais irei me desfazer dele.

— Enzo... essa brincadeira é bem... — ela mordeu o lábio — perigosa.

— Acho que já sabemos bem como funciona, Maçãzinha. O dono já elegeu o seu brinquedo favorito e o brinquedo escolheu o seu dono. A minha dúvida agora é... de que forma iremos brincar no meu quarto?

— Pensei em trocarmos um pouco de função e você ser o meu brinquedinho por algumas horas.

— Estou curioso...

— Imaginei algo do tipo playground. Você pode ser o meu escorrega.

— Gosto da ideia. Mas lembrei que você balança bem. Acho que eu seria perfeito como balanço.

— Você já ouviu falar em gangorra? — ela abriu os lábios demasiadamente, me deixando ainda mais louco e excitado.

Peguei-a no colo e praticamente corri em direção ao meu quarto:

— Quero ser seu playground. E depois que experimentar cada brinquedo, jamais vai querer trocar de parquinho.

— Eu nunca pensei em trocar.

Fui beijando-a até a porta do meu quarto. Talvez eu jamais entenda como consegui fazer isso sem tropeçar, sendo que beijá-la de olhos abertos era impossível, porque eu fazia questão de sentir cada sensação que ela me transmitia.

Quando abri a porta e a joguei na minha cama, Maçãzinha perguntou, ofegante:

— Enzo, estamos no seu quarto. Você... tem certeza de que devemos... ficar aqui?

— Sim, eu tenho. A mesma certeza que tenho de que quero ficar dentro de você até o dia amanhecer.

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