— Claro! — falei, sem jeito — fiquem à vontade. A casa é pequena, mas sempre cabe mais um. — eu não quis dizer aquele ditado horrendo, mas disse, porque eu estava nervosa.
— Maria, eu tenho um presente para você. — Davi mostrou a sacola.
Will parou ao meu lado e disse:
— Os presentes serão dados todos depois do almoço. — estendeu a mão para Davi — Oi, eu sou o William, irmão da Maria. Mas pode me chamar de Will.
Davi apertou a mão de Will, que o puxou para um abraço:
— Espero que Maria já tenha falado de mim para você. Se não falou, eu vou ficar furioso. — brincou.
— Ela falou. E nem me deixou chamá-la de bebê. — Davi riu.
Will olhou para Davi e depois para Enzo:
— Meu Deus... seu filho é uma miniatura de você.
— Sim, somos muito parecidos.
— Acha que todos os seus futuros filhos também serão parecidos com você?
Enzo abriu a boca para falar, mas me antecipei:
— Will, não seja inconveniente. E cumprimente Enzo.
Will, em vez de oferecer a mão a Enzo, o abraçou e sussurrou:
— Seja bem-vindo, namorado da minha irmã. — piscou.
Fiquei vermelha. Will puxou Davi:
— Vem, eu vou te mostrar onde estão os presentes. Você gosta de sorvete? A sobremesa é sorvete. Eu tenho todos os bonecos da coleção Star Wars. Você conhece Star Wars?
— Sim... — Davi saiu de mãos dadas com Will, que parou e apresentou-lhe os presentes embrulhados, e depois subiram.
Afastei meu corpo e dei espaço para Enzo entrar. O que eu não esperava é que ele desse um beijo nos meus lábios e depois me abraçasse.
— Se você está linda com essa roupa... imagina sem. — sussurrou no meu ouvido, o hálito quente contra a minha pele fazendo-me estremecer. — o vestido cai bem em você. Mas cai ainda melhor no chão do meu quarto.
Fiquei ruborizada, mesmo sabendo que ninguém estava ouvindo, porque ele foi discreto o bastante. Me abanei com as mãos, sentindo um calor repentino.
Peguei a mão dele e o conduzi alguns passos, onde ficava a sala.
— Este é Enzo, o meu...
Patrão? Amigo? Parceiro de foda? Pai do meu filho?
— Namorado — ele sorriu, dirigindo-se a todos — por hora, prefiro nomear-me o namorado de Maria Fernanda.
Engoli em seco. E suspirei aliviada por ele não me chamar de Maçãzinha na frente de todos.
— Enzo... Asheton? — minha tia, mãe de Letícia, falou, incrédula.
— Maria vai gostar. Ela adora coisas antigas e velhas. — sorriu, de forma sarcástica.
— Como eu disse, quanto mais velho, melhor. — Enzo sorriu. — A diferença entre um vinho novo e um vinho de longa guarda não é apenas cronológica. É uma disparidade entre o imediato e o eterno. Enquanto o vinho novo busca apenas o impacto imediato da fruta, o vinho velho entrega uma complexidade que o atual raramente consegue alcançar.
Mordi o lábio, pensando em como fazer aquilo parar, mesmo sabendo o quanto Enzo era ciumento e adorava uma discussão. Michael o chamou de velho. E ele iria destruir Michael de forma inteligente e sarcástica, sua especialidade.
— Você... trabalha com vinhos? — meu pai perguntou ingenuamente.
— Não. Mas sou um apreciador. Minha adega guardas os melhores vinhos, das safras mais raras. Na verdade, confesso que mais os admiro do que os bebo.
— Eu não sabia que vinhos não estragavam. — Maciel se manifestou — Imagina... um vinho de 1992! Olha quantos anos ficou guardado. Achei que os novos eram melhores. Pelo visto, errei.
— Vinhos novos são fáceis de produzir e beber, muitas vezes voltados ao consumo rápido e sem pretensão. — Enzo olhou diretamente para Michael e sorriu, sarcástico — Eles trazem apenas uma fruta. Vinhos velhos, de guarda, são raros e complexos, feitos para momentos inesquecíveis, onde a estrutura e a persistência no paladar se mantêm por longos minutos, algo que o vinho de mercado atual, com sua vida curta, não consegue sustentar.
— Quanto custa um vinho desses? — Maciel perguntou, curioso — Uns 30 norians?
— Eu paguei em dólares e já faz um tempo. Então, não faço ideia do quanto paguei. Devo ter arrematado outras coisas junto no leilão.
— Deve ser bem caro. — Meu pai disse, admirando a garrafa.
— Não é sobre preço e sim qualidade. — Enzo explicou — escolhi o que eu tinha de melhor, porque a ocasião merece. O aniversário da minha esposa merece o que há de melhor.
— Esposa? — eu e meu pai falamos ao mesmo tempo.
E AGORA, O QUE VOCÊS ACHAM QUE VAI ACONTECER??? DEIXEM SUAS RESPOSTAS. NA MINHA HUMILDE OPINIÃO, ESSE CASAL ESTÁ FOFO DEMAIS.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO
Porque não desbloqueiam mais capítulos?...
Excelente leitura...