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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 95

— Eu disse esposa? — Enzo sorriu, meneando a cabeça — futura esposa. Esqueci do “futura”.

Senti um frio percorrer toda a minha espinha. Enzo... estava cogitando... casar comigo?

Eu não devia ter esperanças. Mas ao olhar para aquele homem, calçando um sapato que devia valer mais do que a minha casa, ali, ao meu lado, naquela sala que era menor que o box do seu banheiro, não tinha como não acreditar que aquilo era real.

— É agora que você pergunta quais as intenções com a sua filha, Elói? — meu tio comentou, num tom de brincadeira.

— Eu já o confrontei na festa de formatura de Michael. — meu pai sorriu e olhou para Enzo.

— E eu disse a verdade: minha intenção são as piores possíveis.

— Enzo! — senti o sangue deixar o meu rosto.

Enzo passou a mão em torno da minha cintura e me puxou para si, dando-me um beijo na bochecha:

— Eu quis dizer “as melhores intenções”. Mas, para quebrar o gelo e o nervosismo de estar na frente de toda a família da minha namorada, achei que uma brincadeirinha pudesse me fazer ficar menos nervoso. Mas errei. Estou uma pilha de nervos.

Aquilo soou tão... sincero! Percebi uma gotícula de suor na sua têmpora e fiquei me perguntando se realmente era nervosismo ou o efeito do calor da casa.

— Não se preocupe, Enzo — meu pai riu — Nossa família é normal. E sabemos brincar.

— O que é uma família normal? — Enzo perguntou, arqueando uma sobrancelha, parecendo realmente querer saber.

Virei-me para ele e enlacei-o com meus braços:

— Amor... acho que depois você conversa com o meu pai em particular. Agora é hora do almoço. E... espero que goste da comida que temos por aqui. Não é nada nem perto do que você costuma comer. Mas aqui a comida é um gesto de carinho... do meu pai por nós.

Eu realmente estava bem ansiosa pela opinião dele quando sentasse à mesa e comesse da comida do meu pai. Mas Enzo estava ali, o que por si só já era um milagre, algo impossível. Então... talvez curtisse um dia no subúrbio. E acho que era hora de eu relaxar um pouco. Afinal, era meu aniversário.

Davi não se desgrudou de mim um minuto sequer. Quando fomos para a mesa, nos sentamos e Enzo e Davi ficaram parados, observando-nos.

— Venha, Enzo. — meu pai convidou — Não fique encabulado. Davi, isso serve para você também. Tem batata fritas. Aposto que você vai gostar. Crianças amam batatas fritas.

Ah, se meu pai soubesse o quanto de B.Os já tivemos por conta de simples batatas fritas!

— Eu amo batatas fritas — Os olhinhos de Davi brilharam quando viu a comida à mesa.

— O meu lugar seria... onde? — Enzo perguntou, confuso.

— Onde você quiser! — Will respondeu, puxando Davi para sentar-se ao seu lado.

— Vocês não têm os mesmos lugares à mesa todos os dias? — Enzo questionou.

Sentei-me e Michael ocupou a cadeira ao meu lado, rapidamente. Olhei para o outro lado e minha tia sentou-se.

Realmente não tínhamos lugares marcados à mesa. Mas parece que fizeram questão de me separar de Enzo. E isso me deixou receosa, porque eu sabia que ele precisaria de ajuda para lidar com tudo aquilo: os guardanapos de papel, a comida que não lhe era servida no prato, os copos que não eram de cristal e não havia um para cada bebida. E o principal: as batatas fritas e o refrigerante.

Sim, ele deixou de sentar-se sob os cristais, o luxo, o vinho de milhares de dólares, o conforto do seu lar... simplesmente para estar ali comigo.

Amor! Suspirei. Eu o amava com todo o meu coração. Mil vezes. E agora tinha uma mínima esperança de que talvez pudesse ser correspondida. A prova de que Enzo tinha algum tipo de sentimento por mim estava ali: no fato de ele estar sentado à minha frente.

— Macarrão caseiro e batatas fritas. — meu pai disse, orgulhoso — os pratos preferidos de Fernanda.

— Não precisamos de mais — meu pai disse de forma tranquila — Uma para mim, outra para Enzo e se alguém mais quiser, bebe num copo normal. Você não se importa, não é mesmo, Maciel?

— Claro que não — Maciel levantou uma mão — e pode botar nesse mesmo copo onde está o refrigerante.

— Ah, sim, ele ama vinho com Coca-cola. — Marcelisa sorriu.

— Calimocho. — Enzo disse, de forma séria.

— O quê? — Marcelisa franziu uma sobrancelha.

— Vinho com Coca-cola se chama Calimocho. A mistura é originária da Espanha. E é bem popular por lá. Só não se vê... misturada a um vinho arrematado em leilão — deu um breve sorriso — Mas deve ficar bom. Depois de beber, me diga se gostou. — Enzo dirigiu-se a Maciel.

Ok, Enzo devia estar se contorcendo por dentro quando Will disse que não achou o abridor de vinho e meu pai decidiu abrir o vinho arrematado em leilão com uma faquinha de coleção de talheres que vinham em uma embalagem plástica, em conjunto para seis pessoas.

Várias tentativas depois, com os olhos de Enzo e os demais homens na garrafa do importado, meu pai vibrou ao ver parte da rolha finalmente saindo com a faca cravada.

Enzo certamente não dormiria aquela noite depois de tudo que viu. E jamais olharia na minha cara de novo.

Enquanto eu observei enquanto ele ainda estava vidrado no movimento do meu pai de encher sua taça de vinho. Foi quando Enzo olhou na minha direção, pegou o copo e sorriu, erguendo-o:

— Um brinde à minha Maçãzinha... a garota mais incrível e fogosa que já conheci.

ATENÇÃO:

O capítulo playground, publicado ontem, está na ordem errado. Já solicitei que seja apagado. Desculpem o spoiler

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