“Lucas Sinclair”
Fico parado, tentando acreditar que entendi errado. Tentando encontrar uma resposta, um argumento, qualquer coisa que a faça mudar de ideia.
Mas não consigo.
Porque, no fundo, eu sei que ela está certa. Sei que a melhor coisa que posso fazer agora é deixá-la ir.
Mas, porra… não consigo.
— Você vai voltar para Ohio? — pergunto, finalmente.
— O quê? Não! — responde rápido, balançando a cabeça. — Não, Lucas. Eu só… preciso de um tempo. Preciso deixar as coisas se acalmarem.
— As coisas não vão se acalmar, Ivy — digo, passando a mão pelo cabelo. — Você sabe disso.
— Mas podem piorar — ela rebate, finalmente me encarando. — E vão piorar se eu continuar aqui. Se continuarem nos vendo juntos. Se…
— Se você continuar ao meu lado — completo, amargo.
Ela abre a boca, mas fecha de novo, porque sabe que é exatamente isso.
Fecho os olhos, apertando a ponte do nariz, buscando um fio de calma.
Porque minha vontade é gritar, socar alguma coisa, pegar o celular e ligar para cada um desses filhos da puta que a chamaram de vadia e…
Mas sei que não posso fazer nada disso. Porque, se eu fizer, tudo vira uma merda ainda maior.
— Você acha que ir embora vai fazer todo mundo parar de falar de nós? — pergunto, levantando a sobrancelha. — Sinto muito, Ivy, mas isso não vai acontecer.
— Talvez não. Mas pelo menos a Blair não vai poder usar isso contra você no tribunal — ela murmura, com a voz embargada. — Não vai poder alegar que você acabou com a família por um caso extraconjugal.
— Não é um caso extraconjugal, porra! — exclamo, completamente frustrado. — Você sabe disso!
— Mas eles não sabem! — ela rebate, finalmente levantando a voz. — Não sabem que o casamento de vocês já era uma farsa antes de eu aparecer. Porque, para todo mundo, sou só a babá interesseira que destruiu a família perfeita!
A voz dela quebra no final, e as lágrimas voltam a escorrer.
Imediatamente, a puxo para os meus braços. Ivy resiste por um segundo, mas então desmorona contra mim, escondendo o rosto no meu peito.
— Eu só… preciso de um tempo — ela murmura, agarrando minhas costas com força. — Só isso. Por favor, me deixa ter isso.
Fecho os olhos, apoiando o queixo no topo da cabeça dela.
Tudo em mim grita para dizer não. Para dizer que ela não precisa ir a lugar nenhum, que vamos enfrentar isso juntos, que vou protegê-la de tudo e de todos.
Mas não posso.
Porque sei que, se eu tentar segurá-la agora, vou perdê-la de verdade.
— Tá bom — sussurro, mesmo doendo. — Você pode ir.
Ivy levanta o rosto, me encarando com os olhos arregalados, como se não acreditasse no que acabou de ouvir.
— Sério?
— Não — respondo, com uma sinceridade brutal. — Mas vou deixar você ir mesmo assim. Porque prefiro ter você longe por pouco tempo do que te perder para sempre.
— Você é minha — murmuro, tirando a cueca e indo por cima dela novamente. — E isso nunca vai mudar, entendeu?
— Sou sua — ela responde, roçando os lábios nos meus. — E você é meu.
Assinto, unindo nossas bocas novamente, mas, dessa vez, é diferente. Mais lento, mais doloroso. Como se cada toque fosse uma despedida.
Quando finalmente me posiciono entre as pernas dela, nossos olhos se encontram.
— Eu te amo — digo, porque preciso que ela saiba. — Não importa o que aconteça, nem quanto tempo você fique longe. Eu te amo.
As lágrimas finalmente escorrem pelo rosto dela.
— Eu também te amo.
E então me movo, entrando nela devagar, sentindo-a me receber por completo enquanto beijo suas lágrimas lentamente.
Movimento os quadris em um ritmo lento, como se tivéssemos todo o tempo do mundo, e Ivy geme baixinho, apertando as pernas ao redor da minha cintura.
Acelero aos poucos, indo mais fundo, mais intenso. Alguns minutos depois, sinto o corpo dela começar a tremer e a respiração ficar ainda mais ofegante.
Ela crava as unhas mais fundo, me marcando, e goza gemendo mais alto. Aumento o ritmo, sentindo meu próprio controle escapar, e a sigo, gozando dentro dela enquanto a beijo novamente.
Deito ao lado dela, puxando-a para o meu peito, e ficamos assim.
Em silêncio, ofegantes, só sentindo o calor, a presença. Porque, em algumas horas, Ivy vai embora.
E eu não sei quando, ou se, ela vai voltar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO