Entrar Via

A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 108

“Lucas Sinclair”

Fico parado, tentando acreditar que entendi errado. Tentando encontrar uma resposta, um argumento, qualquer coisa que a faça mudar de ideia.

Mas não consigo.

Porque, no fundo, eu sei que ela está certa. Sei que a melhor coisa que posso fazer agora é deixá-la ir.

Mas, porra… não consigo.

— Você vai voltar para Ohio? — pergunto, finalmente.

— O quê? Não! — responde rápido, balançando a cabeça. — Não, Lucas. Eu só… preciso de um tempo. Preciso deixar as coisas se acalmarem.

— As coisas não vão se acalmar, Ivy — digo, passando a mão pelo cabelo. — Você sabe disso.

— Mas podem piorar — ela rebate, finalmente me encarando. — E vão piorar se eu continuar aqui. Se continuarem nos vendo juntos. Se…

— Se você continuar ao meu lado — completo, amargo.

Ela abre a boca, mas fecha de novo, porque sabe que é exatamente isso.

Fecho os olhos, apertando a ponte do nariz, buscando um fio de calma.

Porque minha vontade é gritar, socar alguma coisa, pegar o celular e ligar para cada um desses filhos da puta que a chamaram de vadia e…

Mas sei que não posso fazer nada disso. Porque, se eu fizer, tudo vira uma merda ainda maior.

— Você acha que ir embora vai fazer todo mundo parar de falar de nós? — pergunto, levantando a sobrancelha. — Sinto muito, Ivy, mas isso não vai acontecer.

— Talvez não. Mas pelo menos a Blair não vai poder usar isso contra você no tribunal — ela murmura, com a voz embargada. — Não vai poder alegar que você acabou com a família por um caso extraconjugal.

— Não é um caso extraconjugal, porra! — exclamo, completamente frustrado. — Você sabe disso!

— Mas eles não sabem! — ela rebate, finalmente levantando a voz. — Não sabem que o casamento de vocês já era uma farsa antes de eu aparecer. Porque, para todo mundo, sou só a babá interesseira que destruiu a família perfeita!

A voz dela quebra no final, e as lágrimas voltam a escorrer.

Imediatamente, a puxo para os meus braços. Ivy resiste por um segundo, mas então desmorona contra mim, escondendo o rosto no meu peito.

— Eu só… preciso de um tempo — ela murmura, agarrando minhas costas com força. — Só isso. Por favor, me deixa ter isso.

Fecho os olhos, apoiando o queixo no topo da cabeça dela.

Tudo em mim grita para dizer não. Para dizer que ela não precisa ir a lugar nenhum, que vamos enfrentar isso juntos, que vou protegê-la de tudo e de todos.

Mas não posso.

Porque sei que, se eu tentar segurá-la agora, vou perdê-la de verdade.

— Tá bom — sussurro, mesmo doendo. — Você pode ir.

Ivy levanta o rosto, me encarando com os olhos arregalados, como se não acreditasse no que acabou de ouvir.

— Sério?

— Não — respondo, com uma sinceridade brutal. — Mas vou deixar você ir mesmo assim. Porque prefiro ter você longe por pouco tempo do que te perder para sempre.

108. Não Posso Fazer Nada Para Impedir 1

108. Não Posso Fazer Nada Para Impedir 2

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO