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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 152

Montar um quebra-cabeça com duas crianças deveria ser simples.

Na prática, significa Oliver tentando terminar primeiro e Liam verificando cada peça como se fosse um cientista analisando evidências.

— Assim não vale, Liam — Oliver reclama, fazendo bico. — Você tá pegando todas as peças boas.

— Não existe peça boa — Liam responde, sem olhar para ele.

— Existe sim. As dos cantinhos são fáceis.

Oliver abre a boca, pronto para reclamar mais um pouco, mas é interrompido pelo toque da campainha.

Ignoramos num primeiro momento, mas só quando ela toca novamente é que me lembro de que a Sra. Mallory foi ao mercado.

Me levanto, vou até a porta… e congelo.

Leva um segundo para meu cérebro processar que Blair está em pé, esperando. Ao lado dela, de terno escuro e uma expressão de quem não finge simpatia, está Alfred.

— Bom dia — ela diz, com um sorriso que não chega aos olhos. — Vim buscar o Oliver.

— O Lucas não me avisou sobre isso — respondo, mantendo a voz firme. — Acho melhor você…

— Tenho direito de visita, querida — ela me interrompe. — E Lucas sabe que hoje é meu dia. Então, podemos fazer isso do jeito fácil ou posso ligar para meu advogado agora mesmo.

Não respondo imediatamente. Dou um passo para trás sem convidá-los a entrar e volto para a sala.

— Oliver — chamo, com calma.

Ele levanta os olhos do quebra-cabeça.

— Sua mãe está aqui.

O rosto dele muda visivelmente, e não é de alegria. Liam me olha, franzindo as sobrancelhas, mas não pergunta nada.

Oliver se levanta devagar e vai até a porta.

— Oi, Blair.

— Oi, meu amor — ela responde, agachando na frente dele com aquele sorriso ensaiado. — A mamãe veio te buscar.

— Tô montando um quebra-cabeça — ele murmura, apontando para trás. — Não quero ir.

— Tem certeza? Sua avó comprou um presente enorme para você. E ela está com muita saudade.

Oliver olha para ela, depois para mim, claramente dividido. Então, olha para Blair de novo.

— O presente é grande?

— Enorme — Alfred finalmente fala alguma coisa. — E você vai adorar.

O pequeno assente com aquela seriedade de quem tomou uma decisão muito difícil e precisa que todos saibam disso.

— Tá bom. Mas preciso pegar meu dinossauro. E meu foguete.

— Pode ir buscar — digo, sem sequer pensar em me afastar daqui. Não vou deixar Liam sozinho com eles.

Ele sobe as escadas correndo, enquanto meu irmão continua no sofá, observando tudo em silêncio.

Alfred permanece em pé na porta, olhando cada canto visível da mansão com uma expressão que não consigo decifrar bem, mas que está longe de ser de admiração.

Já Blair toma a liberdade de entrar e se aproximar de mim.

152. Uma Posição Muito Arriscada 1

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