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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 154

“Lucas Sinclair”

Três segundos.

É o tempo que levo para sentir o chão mudar sob os meus pés.

— Lucas, eu… me desculpa! Ela disse que você sabia. Eu deveria ter te ligado e…

— Não é culpa sua — interrompo, antes que ela continue se justificando. — Vou resolver isso agora, não se preocupe.

— Tá. Me avise, por favor.

— Pode deixar — murmuro, encerrando a ligação.

Fico parado por um segundo, olhando para a mesa à minha frente sem realmente enxergar nada.

Blair pegou o Oliver fora do dia de visitação. Por qual motivo?

Pego o celular e ligo para ela antes que minha cabeça comece a criar coisas demais.

Ela atende no terceiro toque, com aquela voz de quem esperava a ligação e decidiu não se incomodar com ela.

— Fala, Lucas.

— Onde está o Oliver?

— Comigo, claro.

— Hoje não é seu dia, Blair.

— Sei disso, mas precisei adiantar — ela responde, sem nenhum arrependimento. — Meu pai tinha um compromisso no fim de semana e queria ver o Oliver. Avisei ao meu advogado.

— Avisar ao seu advogado não é o mesmo que avisar a mim.

— O acordo diz que posso reagendar com antecedência razoável, mediante comunicação formal. Cumpri os requisitos, Lucas.

Esfrego a mão no rosto, respirando fundo. Ela está certa nos detalhes, e sabe disso. É exatamente o tipo de coisa que ela faz quando quer provocar sem dar munição.

Desligo a ligação antes que eu fale alguma besteira. Certas coisas precisam ser resolvidas pessoalmente.

Owen, que estava fingindo muito mal que não estava ouvindo tudo, me olha por cima dos óculos.

— Ela tem direito — digo, antes que ele ressalte isso. — Eu sei.

— Não ia dizer nada.

— Ia.

— Infelizmente, ela tem — murmura, fechando a pasta e me encarando. — Quer desmarcar a reunião das duas? Posso tentar falar com o juiz e…

— Não — corto, passando a mão pelos cabelos. — Harrington veio de Boston para essa reunião. Não posso desmarcar pela segunda vez. Mas depois vou pessoalmente buscar meu filho.

Owen assente, claramente decidindo não comentar mais nada. É sábio da parte dele.

⋆ ˚。⋆୨୧˚

A reunião dura mais do que deveria, como sempre. Quando finalmente saio do prédio, são quase cinco da tarde, e o trânsito de Manhattan está no seu pior humor.

Chego à casa que já foi minha trinta minutos depois. O mordomo que abre a porta é novo, assim como a maioria do pessoal que trabalha aqui agora, mas me reconhece imediatamente.

Blair aparece assim que ele me anuncia.

— Que surpresa — ela diz, irônica, parando na entrada da sala. — Uma pena você ter vindo sem avisar. Meu pai acabou de ir embora, ia adorar te ver.

— Tenho certeza que sim — respondo, seco. — Onde está o Oliver?

— Lá em cima, no quarto dele, brincando com…

— Chame o meu filho, por favor.

— Brincou bastante?

— Brinquei.

Silêncio de novo.

Fico em silêncio também, porque forçar conversa com Oliver nunca funcionou. Algumas coisas precisam de espaço.

Dirijo pelas ruas de Manhattan enquanto ele continua olhando pela janela, com o dinossauro apertado contra o peito. Não faz perguntas, não comenta nada sobre o dia com Blair, não pergunta sobre Ivy ou Liam.

Nada.

Quando chegamos em casa, Ivy se aproxima imediatamente, como se estivesse esperando desde que desligamos o telefone.

— Oliver! — exclama, claramente aliviada, se abaixando como sempre faz. — Que bom que você chegou!

Oliver para de andar e olha para ela. Por um segundo, acho que ele vai correr até ela como sempre faz. Mas ele só fica parado.

— Oi — ele diz, baixo.

— Como foi seu dia, astronauta?

— Bom — responde, voltando a andar. — Vou pro meu quarto.

E sobe as escadas sem olhar para trás.

Ivy se levanta devagar, com os olhos fixos nas escadas. Ela tenta disfarçar, mas sei que essa reação doeu nela.

Passo a mão no rosto, soltando o ar devagar.

Oliver nunca ignora a Ivy. Nunca. E Blair passou o dia inteiro com ele.

Que porra aconteceu naquela casa?

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