“Lucas Sinclair”
Três segundos.
É o tempo que levo para sentir o chão mudar sob os meus pés.
— Lucas, eu… me desculpa! Ela disse que você sabia. Eu deveria ter te ligado e…
— Não é culpa sua — interrompo, antes que ela continue se justificando. — Vou resolver isso agora, não se preocupe.
— Tá. Me avise, por favor.
— Pode deixar — murmuro, encerrando a ligação.
Fico parado por um segundo, olhando para a mesa à minha frente sem realmente enxergar nada.
Blair pegou o Oliver fora do dia de visitação. Por qual motivo?
Pego o celular e ligo para ela antes que minha cabeça comece a criar coisas demais.
Ela atende no terceiro toque, com aquela voz de quem esperava a ligação e decidiu não se incomodar com ela.
— Fala, Lucas.
— Onde está o Oliver?
— Comigo, claro.
— Hoje não é seu dia, Blair.
— Sei disso, mas precisei adiantar — ela responde, sem nenhum arrependimento. — Meu pai tinha um compromisso no fim de semana e queria ver o Oliver. Avisei ao meu advogado.
— Avisar ao seu advogado não é o mesmo que avisar a mim.
— O acordo diz que posso reagendar com antecedência razoável, mediante comunicação formal. Cumpri os requisitos, Lucas.
Esfrego a mão no rosto, respirando fundo. Ela está certa nos detalhes, e sabe disso. É exatamente o tipo de coisa que ela faz quando quer provocar sem dar munição.
Desligo a ligação antes que eu fale alguma besteira. Certas coisas precisam ser resolvidas pessoalmente.
Owen, que estava fingindo muito mal que não estava ouvindo tudo, me olha por cima dos óculos.
— Ela tem direito — digo, antes que ele ressalte isso. — Eu sei.
— Não ia dizer nada.
— Ia.
— Infelizmente, ela tem — murmura, fechando a pasta e me encarando. — Quer desmarcar a reunião das duas? Posso tentar falar com o juiz e…
— Não — corto, passando a mão pelos cabelos. — Harrington veio de Boston para essa reunião. Não posso desmarcar pela segunda vez. Mas depois vou pessoalmente buscar meu filho.
Owen assente, claramente decidindo não comentar mais nada. É sábio da parte dele.
⋆ ˚。⋆୨୧˚
A reunião dura mais do que deveria, como sempre. Quando finalmente saio do prédio, são quase cinco da tarde, e o trânsito de Manhattan está no seu pior humor.
Chego à casa que já foi minha trinta minutos depois. O mordomo que abre a porta é novo, assim como a maioria do pessoal que trabalha aqui agora, mas me reconhece imediatamente.
Blair aparece assim que ele me anuncia.
— Que surpresa — ela diz, irônica, parando na entrada da sala. — Uma pena você ter vindo sem avisar. Meu pai acabou de ir embora, ia adorar te ver.
— Tenho certeza que sim — respondo, seco. — Onde está o Oliver?
— Lá em cima, no quarto dele, brincando com…
— Chame o meu filho, por favor.


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