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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 164

“Lucas Sinclair”

A notícia da prisão do Alfred chegou às duas da tarde.

Fiquei olhando para a tela do celular por um tempo que não sei dizer ao certo, relendo a mesma linha várias vezes, como se as palavras fossem mudar alguma coisa.

Mas não mudam.

Alfred Knight está preso, e isso deveria ser suficiente para eu soltar o ar que estou segurando há dias.

Deveria.

Mas Oliver ainda está na casa da Blair, e essa informação ocupa um espaço na minha cabeça que nenhuma boa notícia consegue preencher completamente.

Tentei trabalhar. Abri relatórios, respondi dois e-mails, participei de metade de uma reunião antes de perceber que não absorvi uma única palavra do que foi dito.

Por fim, desmarquei o restante da agenda.

Agora estou de pé na janela, com os olhos fixos na televisão e a cabeça em algum lugar entre o alívio e a tensão que se recusa a ir embora.

A TV está no mudo desde que começaram a repetir a notícia inúmeras vezes, mas a imagem que passa continuamente já diz o suficiente.

Alfred Knight, de terno escuro, sendo conduzido por dois policiais na entrada do prédio da empresa dele, com a postura de quem ainda acredita que isso vai se resolver.

Boa sorte com isso.

A porta se abre e Owen entra, ainda com aquele ar de quem está tentando conter a satisfação, mas desistiu no meio do caminho. Ele está sorrindo desde que trouxe a notícia.

Como amigo, ele pode ser irritante às vezes. Mas, como advogado… ele e a equipe são os melhores, sem dúvidas.

— Merecemos comemorar isso — ele diz, se sentando na poltrona e me encarando. — Conseguimos. Ainda não acredito que o mandado saiu tão rápido.

— Vamos comemorar quando resolvermos tudo — respondo, voltando a me sentar. — Porque, até agora, só conseguimos metade do que queremos.

— Metade é mais do que tínhamos há uma semana.

— Sem dúvidas. Mas Blair continua por aí. Solta.

— Por enquanto — ele diz, levantando um dedo. — Com Alfred preso e os advogados dele tentando salvar o que resta, a probabilidade de ele decidir colaborar aumenta consideravelmente. Sabemos que Blair tem envolvimento nisso. E tenho quase certeza de que ele não vai cair sozinho.

— Você acredita mesmo que ele vai entregar a filha?

— Acredito que Alfred Knight é um homem que passou a vida inteira priorizando a própria sobrevivência — responde, cruzando as pernas. — E a Blair apostou nisso do jeito errado.

Assinto, desviando o olhar para a janela.

Ele está certo. Homens como Alfred Knight não ficam presos sem tentar negociar alguma coisa. E a moeda mais valiosa que ele tem agora tem nome.

— Quanto tempo até ele tentar um acordo? — pergunto.

— Se for esperto? — Owen inclina a cabeça. — Menos de quarenta e oito horas. Ele sabe que segurar informação sobre a Blair não vale uma condenação. Na hora em que perceber que os advogados não conseguem tirá-lo disso, vai entregar o que tem.

— E, quando entregar… o nome dela finalmente aparece.

O celular vibra na mesa, interrompendo a nossa conversa.

Ivy.

— Oi — digo.

164. Um Mau Pressentimento 1

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