A luz suave da manhã entra pelas frestas da cortina, quente e insistente. Meu corpo inteiro reclama quando tento me mexer.
Cada músculo parece ter memória própria da noite anterior: coxas doloridas, um cansaço bom e profundo, a pele ainda sensível em vários lugares onde Lucas deixou marcas.
Suspiro, tentando virar de lado, mas um braço pesado me mantém presa contra o peito largo dele. Lucas está dormindo profundamente, e a respiração calma e regular b**e contra o meu cabelo.
Por um segundo, penso em fechar os olhos de novo e fingir que não existe Disney, não existem filas, não existe nada além dessa cama.
Mas sei que não dá.
Oliver e Liam já devem estar acordados há um tempo. E hoje é o dia que prometemos que seria mágico.
— Lucas… — murmuro, com a voz rouca, tentando me soltar devagar. — Amor, temos que levantar.
Ele solta um gemido baixo e me puxa mais para perto, enterrando o nariz no meu pescoço.
— Mais cinco minutos — resmunga, num tom grave e preguiçoso.
— Não podemos. As crianças estão esperando.
Como se tivessem sido invocadas, ouço um barulhinho no corredor. Passos leves, sussurros, depois uma risadinha abafada.
Lucas suspira, finalmente abrindo os olhos. O olhar dele encontra o meu, e um sorrisinho preguiçoso aparece nos lábios.
— Você está acabada — ele murmura, passando o polegar pela minha bochecha. — Culpa minha?
— Totalmente sua culpa — respondo, sorrindo para disfarçar a vergonha. — E agora eu tenho que fingir que consigo andar direito o dia inteiro na Disney.
Ele ri baixinho e me dá um beijo lento na boca, do tipo que quase me faz querer esquecer o plano de levantar.
— Eu te carrego se precisar — promete, com um sorriso cheio de segundas intenções.
Antes que eu consiga responder, ouvimos batidas leves na porta. Coloco o roupão por cima da camisola fina e, assim que destranco a porta, dois rostinhos aparecem, curiosos.
— Vocês estão acordados? — Oliver pergunta, quase sussurrando, como se estivesse invadindo território proibido.
Liam empurra um pouco mais a porta, com os olhos brilhando.
— A gente pode entrar?
Volto para a cama enquanto Lucas se senta, puxando o lençol até a cintura para esconder a cueca.
— Podem. Mas sem pular na cama, combinado?
Os dois fazem que sim com a cabeça e correm, mas sobem no colchão com muito mais cuidado do que o normal. Oliver se aninha do meu lado esquerdo, e Liam, do lado direito de Lucas.
— Dormiram bem? — pergunto, passando os dedos pelos cabelos bagunçados de Oliver.
— Sim! — Oliver responde, animado. — Eu sonhei que tinha dois dinossauros na piscina.
— E eu sonhei que a gente ia na montanha-russa com o Mickey — Liam completa, já empolgado.
— Então hoje vai ser um dia bom — Lucas murmura, rindo. — Mas, primeiro… que tal um café da manhã na cama?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO