O jantar segue animado, com pratos sendo servidos e taças tilintando.
Lucas fica ao meu lado a todo momento, com a mão na minha coxa por baixo da mesa, roubando beijos no meu ombro ou na minha têmpora sempre que pode.
Para ser sincera, adoro quando ele fica assim, carinhoso, um pouco mais relaxado que o normal… completamente meu.
Mas, em determinado momento, Owen chama Lucas para conversar sobre algo da empresa.
Meu namorado resmunga baixo, mas acaba se inclinando para me dar um beijo rápido na boca antes de virar para o lado.
— Só um minuto, aniversariante. Não fuja.
Assim que ele se afasta um pouco, Tiffany surge como um furacão colorido, puxando a cadeira para sentar bem ao meu lado.
Ela segura minha mão por cima da mesa, com os olhos brilhando com aquela energia dela que nunca acaba.
— Finalmente! — ela diz, rindo. — O CEO monopolizador te soltou por dois segundos. Achei que ia ter que sequestrar você.
Solto uma risada baixa, balançando a cabeça.
— Ele está ainda mais fofo hoje. Deixa ele.
Tiffany olha para Lucas por um segundo e faz uma careta exagerada. Depois, volta a olhar para mim com uma expressão diferente, quase hesitante. Isso é raro nela.
— Olha… sei que não é o momento certo — ela começa, brincando com a toalha de mesa. — É seu aniversário, todo mundo está aqui, você está radiante… mas eu tenho algo para te contar.
Meu estômago dá uma leve embrulhada. O que será que está acontecendo? Ela nunca fica assim.
— O que foi? Está tudo bem?
Ela respira fundo, como se estivesse juntando coragem.
— A Sinclair Industries abriu uma seleção interna para a nova filial em Chicago há algumas semanas — ela explica, sorrindo um pouco. — O salário é bem melhor, tem moradia subsidiada por um ano, um pacote de relocação completo… tudo incluído. Eu tentei a vaga meio sem acreditar que ia passar. E… fui selecionada.
— Chicago? — repito, sentindo um aperto no peito. — Tiff… você vai se mudar?
Ela assente, mordendo o lábio inferior.
— Vou. Começo em duas semanas. Eu sei que é longe, Ivy. Chicago sem você vai ser estranho para mim também, mas… é uma oportunidade enorme. Eu não podia recusar.
Engulo em seco, sentindo meus olhos arderem.
Tiffany é minha melhor amiga desde que me entendo por gente. Tudo o que tenho hoje devo a ela, que foi a pessoa responsável por me mandar a vaga de babá.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO