“Ivy Collins”
O dia está sendo perfeito demais para ser real.
Depois do café da manhã na cama e da invasão dos meninos, Lucas cumpriu a promessa: tirou o dia inteiro de folga.
Passamos a manhã os quatro juntos, com os meninos insistindo para entrar na piscina aquecida, brincadeiras no jardim de inverno e muita risada.
Oliver e Liam não paravam de me dar “presentes”: um desenho de dinossauro com um jaleco branco, do Oliver, e um colar feito de macarrão pintado, feito por Liam.
Usei o colar o dia todo, mesmo que ele fosse quebrar a qualquer momento.
Agora, no fim da tarde, estou no closet escolhendo uma roupa especial para um jantar especial com um homem especial.
Lucas insistiu em me levar para jantar fora, só nós dois.
Escolho um vestido preto simples, mas elegante, que cai bem no corpo e deixa os ombros à mostra. Prendo o cabelo num coque solto, passo um batom nude e coloco os brincos que ele me deu há alguns meses.
Quando me olho no espelho, me sinto linda, leve e… feliz. Realmente feliz.
Lucas aparece atrás de mim, já pronto, num terno escuro que o deixa absurdamente atraente. Ele passa os braços pela minha cintura e beija meu ombro exposto.
— Você está linda — murmura contra minha pele. — Pronta?
— Pronta. Tem certeza de que os meninos não…
— Não — ele me interrompe, desviando o olhar. — Vamos? Não quero perder a reserva.
Pego minhas coisas, e ele segura minha mão, me puxando em direção à saída.
Alguns minutos depois, estamos no carro, a caminho de um restaurante italiano elegante no Upper East Side, daqueles com luz baixa, mesas bem arrumadas e um ar romântico.
Lucas segura minha mão o caminho inteiro, traçando círculos preguiçosos na minha pele. Sorrio, me sentindo leve, como se o dia tivesse sido feito só para mim.
Quando entramos no restaurante, o maître nos leva para uma sala reservada nos fundos. Assim que a porta se abre, meu coração quase para.
— SURPRESA! FELIZ ANIVERSÁRIO!
A sala explode em vozes e aplausos.
Todos estão aqui.
Diana e John, sorrindo. Sophia, acenando animada com uma taça de champanhe na mão. Owen, com aquele sorriso debochado de sempre. E, no meio de todos, pulando de excitação… Tiffany.
Minha melhor amiga está radiante, cabelo solto, vestido colorido, exatamente como ela é: alto astral e impossível de conter.
— Tiff! — grito, correndo para abraçá-la. — Você disse que não ia conseguir vir!
— Mentira minha! — Ela responde, me apertando forte e rindo alto. — Acha que eu ia perder o aniversário da minha pessoa favorita? O CEO sem alma até que liberou o marketing mais cedo hoje. Milagre!
Lucas ri atrás de mim, passando a mão na minha cintura.
— Eu posso ser sem alma, mas sei priorizar.
Tiffany aponta o dedo para ele, tentando ficar séria.
— Você ainda me deve férias, Sinclair. Mas hoje eu perdoo tudo, porque a Ivy merece.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO