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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 196

Meu coração dispara tão forte que tenho certeza de que Lucas consegue ouvir.

Me sento rápido e puxo o lençol, olhando o objeto aveludado que parece brilhar na luz fraca do abajur, como se fosse uma bomba prestes a explodir.

Respiro fundo, enquanto mil pensamentos passam pela minha cabeça ao mesmo tempo.

Metade de mim quer dizer sim antes mesmo de ele perguntar.

A outra metade sabe que, em alguns meses, minha vida vai ser uma loucura com as aulas, as provas, os estágios, depois a residência…

Organizar um casamento agora seria quase impossível.

Lucas me observa em silêncio, sem desviar os olhos de mim por um segundo sequer. Então, um sorrisinho lento aparece no canto da boca dele.

Ele parece… calmo. Quase divertido com o meu pânico silencioso.

— Respira, atrevida — murmura, com a voz ainda rouca.

Finalmente paro de encarar a caixinha e levanto os olhos para ele, sem conseguir esconder o nervosismo.

— Eu… — começo, limpando a garganta. — É claro que estou respirando. O que é isso aí?

Ele ri, balança a cabeça, como se não acreditasse na minha falsa tranquilidade, e abre a caixinha devagar.

Franzo as sobrancelhas quando vejo que não é um anel.

É um colar delicado de ouro branco, com um pingente pequeno e perfeito: um estetoscópio estilizado, tão fino e bonito que parece uma obra de arte.

Fico olhando para o colar, completamente sem reação.

Ele… não vai me pedir em casamento.

Lucas volta a se sentar na cama, tira o colar da caixinha e o segura entre os dedos.

— Não é o que você estava pensando — diz baixinho, quase divertido. — Ainda não.

Num movimento rápido, ele me puxa para o colo dele. Me acomodo sobre suas pernas, ainda nua, com os joelhos em cada lado das coxas dele.

Sem parar de sorrir, ele prende o colar no meu pescoço com cuidado, roçando os dedos na minha nuca. O pingente cai frio entre meus seios.

— O que achou? — pergunta, tocando a joia.

— Achei lindo. Perfeito, mas… — pauso, mordendo o lábio. — Por um segundo, achei que você… me pediria em casamento.

— E era isso que você queria? — indaga, levantando a sobrancelha. — Porque, se for, posso providenciar.

Respiro fundo, apoiando as mãos no peito dele, sentindo o calor da pele e o batimento firme do coração.

— Mentiria se dissesse que não quero — admito, com um sorriso nervoso. — Mas também sei que minha vida está prestes a virar um caos.

— Meu amor, você acabou de completar vinte anos — murmura, olhando nos meus olhos. — Sei que acabou de entrar na faculdade de Medicina. Sei que os próximos anos vão ser intensos, cheios de estudo, provas, plantões…

Ele passa o polegar pela minha bochecha, devagar.

— Eu não posso te prender a um casamento e tudo o que vem com ele agora. Não vou te obrigar a se dividir entre ser estudante e ser noiva — continua, acariciando meu rosto.

— Eu te amo muito mais — responde, me apertando contra o peito. — E quero você inteira. Feliz. Realizada. Do jeito que sempre sonhou.

— E você vai estar lá? — pergunto, quase num sussurro. — Em tudo isso?

— Em cada passo.

A resposta vem tão firme que não deixa espaço para dúvidas.

Sorrio, inclinando o rosto até encostar a testa na dele.

— Então… eu aceito.

— Aceita o quê, exatamente? — pergunta, levantando a sobrancelha, divertido.

— A promessa — respondo, olhando direto nos olhos dele. — O resto da vida com você. No meu tempo… mas com você ao meu lado.

Lucas sorri, satisfeito. Num movimento rápido, me deita no colchão novamente, se deita sobre mim e me beija, sem pressa, como se estivesse selando algo muito maior do que palavras.

Depois, se deita ao meu lado e me puxa para seus braços, acariciando meus cabelos.

— Então… nada de casamento agora? — pergunto, sorrindo contra o peito dele.

— Nada de casamento agora — confirma, beijando o topo da minha cabeça. — Mas o colar fica para você lembrar que eu já escolhi você. Pra sempre.

Toco o pingente novamente, sentindo o metal aquecer contra minha pele.

— Eu também já escolhi você — sussurro, levantando o rosto para encará-lo. — E os meninos. A nossa família.

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