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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 197

“Quatro meses depois…”

Acordo com o sol entrando pelas frestas da cortina e, por um momento, considero a possibilidade de me levantar só para fechá-las e voltar a dormir.

Mas há um motivo bem especial para eu não fazer isso: hoje é o aniversário de Lucas, e eu quero que o dia comece do jeito certo.

Ele dorme profundamente ao meu lado, com o braço pesado jogado sobre a minha cintura, como se, mesmo dormindo, não quisesse me soltar.

Me viro devagar e me apoio no cotovelo, observando-o por um momento. Meu coração ainda aperta de um jeito bobo quando faço isso.

Trinta e cinco anos. Meu homem. O pai dos meus meninos.

Me inclino e beijo suavemente o ombro dele, depois o pescoço, subindo até a bochecha.

— Feliz aniversário, amor — sussurro, beijando o canto da boca dele.

Lucas solta um gemido baixo, ainda meio dormindo, e abre os olhos devagar, piscando lentamente. Um sorriso preguiçoso surge em seus lábios, e ele me puxa para mais perto.

— Que horas são? — murmura, com a voz rouca e preguiçosa.

— Cedo o suficiente para eu te dar parabéns antes dos meninos invadirem.

Ele ri baixinho. Sem dizer nada, segura meu rosto com uma mão e me beija devagar, cheio de carinho. Um daqueles beijos matinais que dizem “eu te amo” sem precisar de palavras.

Retribuo sem pensar duas vezes, enroscando os dedos nos cabelos dele, sentindo o corpo quente dele contra o meu.

Quando nos separamos, ele j**a meu cabelo para trás dos ombros e acaricia meu queixo.

— Esse é o melhor presente de aniversário que eu poderia querer — diz baixinho. — Acordar com você assim.

Sorrio, traçando o contorno do maxilar dele com o dedo.

— Ainda tem mais. Café da manhã especial, presentes bobos dos meninos… e um jantar hoje à noite na casa dos seus pais. Seu dia vai ser agitado.

Lucas solta um suspiro baixo e me aperta mais contra o peito, passando a mão pelas minhas costas por baixo da camisola de seda.

Mas, antes que ele tente transformar isso em outra coisa, um barulho de passos rápidos ecoa pelo corredor.

Troco um olhar com Lucas.

— Três… — começo.

— Dois… — ele completa.

A porta se abre antes de chegarmos ao três.

— PAPAI!

Oliver entra correndo, seguido de Liam, os dois já completamente acordados e com energia suficiente para alimentar uma cidade inteira.

Lucas solta um suspiro resignado, escondendo o rosto por um segundo no travesseiro.

— Feliz aniversário, papai! — Oliver grita, pulando na cama sem qualquer cuidado.

— A gente trouxe presente! — Liam completa, mais contido, mas claramente animado.

— Sem pular no… — começo, mas paro quando Oliver já está praticamente em cima do Lucas.

— Tarde demais — Lucas murmura, se sentando um pouco, apoiado nos travesseiros.

Abro espaço na cama, e os dois se acomodam sem cerimônia.

— Feliz aniversário, papai — Liam diz, ainda com um leve traço de timidez, mas cheio de carinho.

Lucas ri, abraçando os dois ao mesmo tempo.

— Obrigado, meus campeões.

— Agora vamos tomar nosso café da manhã? — pergunto, me afastando. — Pedi para prepararem tudo que você gosta.

Os meninos se animam ainda mais e saem correndo do quarto, enquanto Lucas e eu seguimos para o banheiro para nos preparar.

Minutos depois, estamos sentados à mesa.

Oliver já está contando alguma história completamente aleatória sobre dinossauros empresários, enquanto Liam tenta acompanhar com uma lógica duvidosa.

Observo a cena, sentindo uma paz que não pensei ser possível.

Há alguns meses, eu tinha medo de não conseguir equilibrar faculdade, crianças e relacionamento. Hoje, tudo parece encaixado como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Depois do café, passamos o dia tranquilo em casa, revezando entre dar atenção aos meninos e aproveitar alguns momentos a sós no quarto.

Quando a tarde cai, começamos a nos arrumar para o jantar na casa dos pais dele. Diana e John insistiram em fazer uma comemoração maior, mas em família.

Enquanto ajeito o vestido em frente ao espelho, Lucas se aproxima por trás e passa os braços pela minha cintura, beijando meu ombro.

— Obrigado pelo dia de hoje — murmura, me olhando com carinho. — Foi perfeito.

— Ainda não acabou — respondo, me virando nos braços dele, sorrindo. — Agora vem a comemoração com a sua família.

— Com você… todo dia é comemoração, meu amor.

Sorrio, encostando a testa na dele por um segundo.

Por um instante, tudo parece perfeito demais. Calmo demais.

E, com tudo o que já vivemos até aqui… eu aprendi a reconhecer esse tipo de silêncio.

Porque ele nunca dura muito tempo.

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