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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 199

“Sophia Sinclair”

Esse teto não é meu. Nem essa cama. Nem esse cheiro.

Levo alguns segundos para entender isso, talvez mais do que eu gostaria de admitir, porque minha mente parece distante do corpo. Pesada. Lenta demais.

Tento manter os olhos abertos, mas até isso exige esforço. A luz acima de mim é suave, mas ainda assim incomoda.

— Onde estou? — murmuro, esfregando os olhos.

Minha língua está amarga, minha garganta seca e minha cabeça lateja atrás dos olhos. Sem contar o enjoo insistente que surge quando tento me mexer.

Como vim parar aqui?

Sento rápido demais e tudo ao redor gira. Fecho os olhos por reflexo, me segurando no colchão enquanto tento não perder o controle.

Respiro fundo, uma vez, outra vez, forçando o ar a entrar nos pulmões. Não adianta entrar em pânico agora.

O pânico não vai me explicar como parei aqui, nem vai me tirar desse lugar.

Aos poucos, fragmentos de memória começam a surgir.

Eu atrasada porque decidi revisar um contrato antes de sair. Meu carro. A ligação para o meu irmão… então, um veículo me fechando de repente, um homem encapuzado abrindo minha porta, o pano pressionado contra o meu rosto e depois… nada.

Abro os olhos à força e observo o quarto, que parece arrumado demais para um cativeiro. Os lençóis da cama onde estou são limpos demais. As cortinas, perfeitamente alinhadas.

Olho para todos os cantos, procurando minha bolsa, meu celular, qualquer coisa que possa me tirar daqui. Nada.

Olho para mim mesma e percebo, com um alívio pequeno e inútil, que ainda estou com a roupa de antes, embora amarrotada.

Me levanto. Ou pelo menos tento, porque minhas pernas falham e quase caio de volta no colchão, mas me obrigo a ficar em pé.

Apoio a mão na parede, puxo o ar outra vez e espero a tontura passar. Porque ficar parada não é uma opção.

Meus olhos vão direto para a porta. Se estiver trancada, vou descobrir. Se não estiver… eu saio. Simples.

Só preciso continuar pensando assim.

Dou o primeiro passo, depois outro. Me aproximo devagar, como se a porta pudesse explodir na minha cara, e seguro a maçaneta.

Ela gira. Meu coração b**e tão forte que chega a doer.

Abro o suficiente para espiar o corredor, esperando encontrar escuridão, homens armados, qualquer imagem previsível que combine com a palavra sequestro.

Em vez disso, há um corredor claro, silencioso e arrumado demais. As paredes são brancas, há quadros discretos pendurados com uma simetria irritante.

Meu primeiro impulso é andar mais rápido do que consigo. Procuro uma saída, uma janela, qualquer coisa que eu possa forçar e sair daqui.

Mas, no fim do corredor, encontro uma porta com fechadura eletrônica. Sem chave. Sem código visível. Nada que minhas mãos trêmulas consigam resolver agora.

Recuo dois passos, respirando pelo nariz.

— Pensa, Sophia. Pensa — murmuro, levando a mão à cabeça. — Você precisa sair daqui.

É então que vejo uma foto minha, pendurada na parede como se fosse a coisa mais natural do mundo.

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