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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 200

As palavras dele fazem meu estômago embrulhar, mas me esforço para não entrar em pânico.

Não posso agir com emoção. Eu preciso sair daqui.

Prendo o ar, observando cada detalhe da cozinha em busca de uma saída, sem me mexer. Porque, se eu errar… pode ser a única chance que vou ter.

— Sente-se — diz, se aproximando ainda mais. — Você precisa…

— Não chega perto de mim! — exclamo, dando outro passo para trás.

— Eu não vou te machucar, Sophia.

— Você me sequestrou!

Simon me encara por um longo segundo.

Então, sua expressão muda, e isso me dá mais medo do que qualquer grito daria.

— Eu te trouxe para um lugar seguro.

— Seguro? — rebato, incrédula.

— Sim. Te trouxe para a nossa casa.

Ele responde sem hesitar, sem nenhum traço de ironia. Como se tudo fosse completamente normal.

Meu coração dispara tanto que sinto na garganta.

— Você enlouqueceu.

Simon solta um suspiro baixo, quase cansado, e tira os óculos por um instante, limpando-os na barra da própria camisa.

— Eu sabia que ia ser difícil no começo… mas você vai se acostumar, meu amor.

Ele se afasta um pouco, voltando a mexer o que quer que esteja na panela.

Aproveito o momento para olhar ao redor outra vez, procurando uma faca, um telefone, uma janela destrancada, qualquer saída concreta.

Há facas, sim, encaixadas em um suporte de madeira perto da pia. Mas estão ao lado dele… e a uma vida inteira de mim.

— Lucas vai te encontrar — digo, mais firme do que me sinto.

O efeito em Simon é imediato, embora sutil. Os dedos ficam brancos ao redor da colher de pau. O maxilar trava.

Ele apaga o fogo e, quando volta a me encarar, o olhar está mais frio.

— Seu irmão teve anos para perceber — diz, dando de ombros.

— Anos? — repito, tentando arrancar o máximo possível.

— Você nem imagina quanto tempo esperei, querida.

Ele diz isso e se aproxima um passo, só um. Mas é o suficiente para me fazer recuar novamente.

— Para.

— Eu não devia ter esperado tanto — continua, como se eu não tivesse falado. — Achei que você fosse encontrar uma maneira. Você me olhava no elevador, nas reuniões, no corredor. Sempre havia alguma coisa.

— Eu nunca olhei para você desse jeit…

— Você olhou — ele corta, rápido demais, como se já esperasse essa resposta. — Só não percebeu.

Por um instante, não consigo responder. Não porque haja qualquer verdade no que ele está dizendo, mas porque a convicção é tão absoluta que me deixa sem ar.

Meu Deus.

Ele realmente acredita nisso.

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