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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 214

“Sophia Sinclair”

Observo os rostos à minha volta com uma sensação estranha no peito. Um aperto que se junta ao nó na garganta e faz até respirar se tornar difícil.

É estranho.

Eu nunca fui de chorar. Nunca gostei. Não é dureza, não é falta de sentimento… é só que, para mim, chorar não é algo prático.

Mas isso não significa que não sinto. Eu sinto… do meu jeito.

O som de passos se aproximando chama minha atenção. Viro o rosto e encontro meu irmão entrando na sala. No segundo seguinte, Blake passa pelo corredor, do lado de fora, e nem sequer olha para dentro.

Isso não é coincidência.

— Não acredito que você fez isso — sussurro, estreitando os olhos para ele. — De novo.

Lucas dá de ombros, como se ameaçar alguém fosse a coisa mais natural do mundo.

E, vindo dele… é.

Porque meu irmão entra em modo proteção com qualquer coisa que tenha barba, testosterona e o mínimo de presença masculina. Qualquer homem que se aproxima de mim vira ameaça para ele.

O namoradinho da escola, o caso da faculdade, Daniel… Até o pobre do Owen virou alvo da perseguição do Lucas até ele finalmente perceber que não havia interesse entre nós.

Então, não me surpreenderia se ele tivesse ameaçado metade dos homens que vão comigo amanhã.

Provavelmente todos.

Como se eu tivesse interesse em um daqueles clones com treinamento militar e expressão de parede.

O robô de terno, então… nem se fala. Nem se fosse o último homem da Terra. Eu viraria freira antes disso.

O tempo passa sem que ninguém perceba exatamente quando deixa de ser tarde e se torna noite.

A luz que entra pelas janelas vai ficando mais baixa, mais alaranjada, até desaparecer de vez e ser substituída pelo lustre de cristal.

Os meninos são os primeiros a sentir.

Oliver começa a esfregar os olhos enquanto brinca com o Homem-Aranha. Liam se deita no tapete, abraçado com o Hulk, sem nem perceber quando fez isso.

Fico olhando por um momento, sentindo aquele aperto na garganta que vem me acompanhando desde que acordei.

Porque essa é uma das coisas que vai fazer falta amanhã.

— Vem aqui com a titia, Oliver — chamo, estendendo a mão.

Oliver levanta a cabeça, hesita por um segundo, como se estivesse decidindo entre ficar onde está ou vir até mim. Então se levanta e vem, se jogando contra mim.

— Você vai demorar? — pergunta, baixinho, perto do meu ouvido.

— Um pouquinho.

— Tipo… muitos dias?

— Alguns — admito, quase num sussurro. — Mas vou ligar todos os dias, e você pode me contar tudo. Até se o Hulk ganhar do Homem-Aranha.

Ele pensa por um segundo, como se estivesse avaliando a importância disso.

— Tá bom — diz, por fim. — Mas você tem que voltar.

— Eu volto, meu amorzinho — murmuro, apertando-o um pouco mais.

Ele assente contra meu ombro, satisfeito o suficiente com a resposta.

Ficamos assim por alguns minutos, como se eu pudesse adiar isso.

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