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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 51

“Ivy Collins”

Já se passaram dez dias desde aquela conversa no escritório.

Dez dias desde que Lucas decidiu que se afastar era “o certo a fazer”.

Dez dias desde que ele inventou uma desculpa esfarrapada sobre “resolver pendências da empresa em Boston” e simplesmente sumiu.

Acreditei… por pouco tempo.

Só até Sophia deixar escapar, numa de suas visitas, que as atividades da empresa só voltariam no segundo dia útil do ano e que só então Lucas iria para Boston.

Mas, sinceramente? Tanto faz.

Se Lucas quer fugir, problema dele.

Porque ele está certo em uma coisa: tenho coisas mais importantes para me preocupar.

Isso, claro, não torna tudo mais fácil.

Com a ausência dele, a casa ficou estranhamente silenciosa. E, como se não bastasse, Blair também não ficou por aqui. Logo depois de voltar do tal spa, foi passar o Ano Novo em um resort chique, sabe-se lá onde.

Sobrou eu, Oliver, quando não estava com os avós, e a Sra. Mallory.

E, por falar nela, para minha surpresa, a governanta finalmente parou de me encarar como se eu fosse sair correndo com a prataria debaixo do braço.

Não… não viramos melhores amigas. Mas existe uma trégua silenciosa agora. Ontem, inclusive, ela me ofereceu chá sem que eu pedisse.

Progresso.

— IVY! IVY, OLHA! O T-REX ESTÁ ATACANDO A NAVE ESPACIAL!

A voz aguda de Oliver me arranca dos pensamentos.

Olho ao redor da sala de brinquedos, tomada por dinossauros de borracha e naves espaciais.

Oliver desenvolveu uma nova obsessão depois de passar o Ano Novo com os pais de Blair: dinossauros no espaço.

Agora, toda brincadeira envolve um Tiranossauro Rex pilotando uma nave ou um Tricerátops descobrindo um planeta novo.

É… criativo.

Pelo menos essa bagunça me mantém distraída o suficiente para não pensar em absolutamente nada que não seja o pequeno furacão à minha frente.

— Nossa, que perigo! — respondo, pegando o astronauta de ferro. — Mas o astronauta tem um plano secreto!

— Qual plano?! — Oliver pergunta, com os olhos brilhando de empolgação.

— Ele vai… — faço uma pausa dramática, e ele praticamente vibra de ansiedade. — …dar comida para o T-Rex! Porque todo mundo fica bonzinho depois de comer, né?

Ele explode numa risada, batendo palmas.

— É verdade! Eu também fico mais bonzinho depois de comer biscoito!

Sorrio e bagunço o cabelo dele.

Nos últimos dias, Oliver tem sido minha única constante.

Ele não sabe por que o pai viajou às pressas, não sabe que foi uma fuga disfarçada, não sabe de nada além de dinossauros, planetas e quando vai ser a próxima vez que vai comer sorvete.

E, honestamente? Invejo isso.

— IVY! IVY, DE NOVO! — ele grita, pulando no lugar.

Passo a mão no rosto, já cansada, mesmo sendo início da tarde. Oliver está em modo turbo, com a energia de quem comeu um quilo de jujuba em formato de minhoca.

— Que tal a gente ir ao parquinho? — sugiro, me levantando. — Você pode correr bastante lá.

— SIIIIIM! — ele grita, já disparando em direção à porta. — VOU PEGAR MEU CASACO!

Balanço a cabeça, sorrindo, e começo a recolher os brinquedos espalhados.

Pelo menos com ele, as coisas são simples.

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