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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 95

“Ivy Collins”

Meu coração para por um segundo.

Engulo em seco, sentindo as lágrimas queimarem nos meus olhos.

Porque… como eu respondo isso?

Como explico para uma criança de quatro anos que eu quero ser tudo para ele, mas que não posso simplesmente… substituir a mãe dele?

Lucas percebe minha hesitação e se inclina, colocando a mão no ombro de Oliver.

— Campeão… — começa, escolhendo as palavras com cuidado. — A Blair ainda é sua mãe. E sempre vai ser.

— Mas… eu não gosto dela — murmura, baixinho. — Ela é má.

Meu coração se parte.

Lucas respira fundo, claramente lutando para manter a calma.

— Eu sei que você está chateado com ela — diz, gentilmente. — E você tem todo o direito de estar. Mas ela ainda é sua mãe, Oliver.

— Mas… — Oliver olha para mim, com os olhos marejados. — A Ivy é legal. Ela brinca comigo e me faz rir. A Blair nunca faz isso.

Não consigo mais segurar. Me abaixo, ficando na altura dele, e seguro suas mãozinhas.

— Astronauta — sussurro, com a voz embargada. — Eu não posso ser sua mãe. Não do jeito que você está pensando.

Os olhos dele se enchem de lágrimas.

— Por quê? — pergunta, com a voz trêmula. — Você não gosta de mim?

— O quê? — exclamo, puxando-o para um abraço apertado. — Claro que eu gosto de você! Eu te amo, Oliver. Muito.

— Então, por que você não pode ser minha mãe?

Fecho os olhos, sentindo as lágrimas escorrerem.

— Porque… você já tem uma mãe — explico, afastando-o um pouco para olhar seu rosto. — Mesmo que a Blair não seja a melhor mãe do mundo, ela ainda é sua mãe. E eu não posso tomar o lugar dela.

— Mas eu quero que você seja — ele insiste, chorando. — Eu quero que você fique comigo pra sempre.

— E eu vou ficar — prometo, limpando as lágrimas do rosto dele. — Vou estar aqui sempre que você precisar. Vou brincar com você, te escutar, cuidar de você. Tudo o que você quiser.

— Então… você vai ser tipo… minha segunda mãe? — pergunta, fungando.

— Não. Vou ser sua Ivy — digo, sorrindo entre as lágrimas. — E isso já é muito especial, não é?

Oliver hesita, como se aceitasse ou não meu título improvisado.

— Você promete que não vai embora de novo? — pergunta, baixinho.

— Prometo — respondo, sem hesitar. — Não vou a lugar nenhum, astronauta.

Ele me abraça de novo, apertando com força, e eu o seguro contra mim, sentindo meu coração se encher de tanto amor que quase dói.

Lucas se aproxima e coloca a mão nas nossas costas, nos envolvendo em um abraço.

— A gente vai ficar junto, filho — ele murmura. — Os três. Sempre.

Oliver assente contra meu ombro, ainda fungando.

Ficamos assim por alguns minutos, apenas abraçados, até que Oliver finalmente se acalma.

Quando ele se afasta, limpa o nariz com as costas da mão e me olha.

— Tá bom — diz, com um sorrisinho. — Você pode ser minha Ivy.

Rio, limpando minhas próprias lágrimas.

— Obrigada, astronauta.

— Que tal a gente fazer panquecas no café da manhã? — Lucas sugere, beijando a cabeça do filho antes de se levantar.

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