Tomás sentiu o pulso latejar dolorosamente, uma lembrança física do aperto anterior, mas a aura perigosa que emanava do homem à sua frente o fez hesitar. Ainda assim, o rancor falou mais alto e ele cerrou os dentes, recusando-se a admitir a derrota completa.
— Sra. Luana, é melhor pensar muito bem. — Disse ele, num tom carregado de aviso, tentando recuperar algum controle da situação. — Você não quer mesmo saber a verdade? Tenho certeza de que isso te interessa.
Luana manteve a expressão impassível, sem se deixar abalar pela provocação.
— Os assuntos da família Souza não te dizem respeito, Sr. Tomás. Não se preocupe conosco. — Respondeu ela, com uma frieza calculada.
— Você...
Antes que Tomás pudesse concluir o insulto, Ricardo o encarou com um olhar que parecia cortar como gelo, interrompendo-o bruscamente.
— Não ouviu o que ela disse? — Indagou Ricardo, com uma voz grave e carregada de uma ameaça velada, que fez um calafrio percorrer a espinha do outro homem. — Ou precisa que eu o ajude a encontrar o caminho de volta para o inferno?
Engolindo em seco, Tomás recuou em direção ao carro, apontando um dedo trêmulo para Ricardo enquanto tentava manter a pose.
— Você... guarde minhas palavras, moleque, eu não vou esquecer isso! — Gritou, antes de entrar no veículo e arrancar bruscamente, levantando poeira na saída.
Ricardo permaneceu imóvel atrás de Luana, observando o carro se afastar até sumir de vista. Com um gesto suave e íntimo, ele ergueu uma mecha dos longos cabelos dela e a levou aos lábios, num toque quase imperceptível.
— O Tomás não desiste nunca. É impressionante a persistência no erro. — Comentou ele, com um tom de desprezo pelo rival.
— Falando assim, até parece que você é diferente. — Retrucou Luana, sem se virar.
Ele fez uma pausa, soltando um riso baixo e rouco que vibrou próximo ao ouvido dela.
— Mas eu sempre fui persistente, você sabe disso. E no meu caso, é uma virtude.
Luana se virou para encará-lo, tentando ignorar o efeito que a proximidade dele causava.
— Por que você veio até aqui? — Perguntou, buscando mudar o foco.
— Eu queria ver você, simples assim. Então vim. — Respondeu Ricardo, com uma sinceridade desarmante.
Ela sentiu o rosto esquentar e desviou o olhar, tentando disfarçar o desconforto e a timidez repentina.
— Que tédio... — Murmurou, fingindo desinteresse.
Ricardo apenas sorriu, sem dizer nada, apreciando a reação dela com um brilho divertido no olhar.
Nesse momento, Danilo e Emanuel saíam do casarão. O pai de Luana estancou ao ver a filha parada ao lado do "Sr. Luciano", e sua expressão se fechou instantaneamente. Antes que pudesse manifestar seu desagrado, Emanuel observou a cena com um sorriso malicioso e cutucou o irmão.
— Você não acha que a Luana e o Sr. Luciano formam um belo casal? — Provocou o tio, achando graça da situação.
O canto da boca de Danilo se repuxou em desprezo.
— Não existe homem neste mundo que seja digno da minha filha! — Bufou ele.
Ao ouvir a voz do pai, Luana instintivamente deu um passo para trás, criando uma distância "segura" entre ela e Ricardo.
— Pai?
Danilo se aproximou, com os olhos fixos em Ricardo como um falcão vigiando a presa. Franziu a testa, e embora seu tom não fosse caloroso, manteve a cortesia exigida pela etiqueta social.
— Sr. Luciano, que honra inesperada. Por que não entrou?
Ela mordeu o lábio inferior, quebrando o silêncio e voltando sua atenção para o interior do veículo.
— O César admitiu o caso com a Érica hoje, sem que ninguém precisasse expô-lo. É absurdo pensar que a tia Yasmin perdeu a vida por causa disso, e no fim, a verdade saiu da boca dele mesmo. — Comentou ela, com a voz carregada de uma ironia amarga. — Parece tudo tão... ridículo.
Ricardo moveu os dedos levemente sobre o joelho, adotando uma postura mais séria ao ouvir o nome do adversário.
— Ele fez isso apenas para se proteger. — Explicou ele, com pragmatismo. — Mesmo que ele jogue a culpa na Érica, ela ainda é a mãe do filho dele, o que lhe garante certa segurança. É um movimento calculado.
Luana piscou, surpresa, como se aquelas palavras tivessem acendido uma luz em sua mente.
— Mas se ele e o Carlos estão no mesmo barco, e a Érica é mãe do Carlos... ele não tem medo de ofender o Carlos com essa atitude?
Ricardo virou o rosto para encará-la, seus olhos escuros analisando a ingenuidade da pergunta.
— Você acha que o César teria capacidade intelectual para bolar uma estratégia de sacrifício calculado como essa sozinho?
Ela mergulhou em pensamentos, calada por alguns instantes, digerindo a informação.
— Se o César tivesse uma carta na manga desde o início, ele nunca teria temido as provas que o Vinícius e a Yasmin possuíam. — Continuou Ricardo, guiando o raciocínio dela.
Os olhos de Luana se arregalaram ao compreender a insinuação.
— Então... é o Carlos quem está ajudando ele? Mesmo que isso signifique sacrificar a reputação da própria mãe, a Érica?
Ricardo suspirou, recostando-se no banco.
— As relações familiares, quando envolvem poder e sobrevivência, são difíceis de decifrar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...