Diante do silêncio prolongado de Luana, Ricardo inclinou o corpo levemente na direção dela, apoiando a cabeça em uma das mãos com um ar descontraído, mas atento.
— Sabe, você poderia simplesmente deixar que eu te ajudasse. — Sugeriu ele, com a voz suave.
Luana estremeceu levemente, pega de surpresa, e seus olhos desviaram por um instante antes de voltarem a encarar o homem à sua frente.
— Ajudar com o quê? — Indagou ela, desconfiada.
— Com qualquer coisa. — Respondeu Ricardo, sem hesitar.
Luana franziu a testa, analisando a oferta com ceticismo.
— E imagino que existam condições para isso, certo?
Ricardo sorriu, um brilho divertido dançando em seu olhar enquanto ele sustentava o contato visual.
— Existem, sim. Mas tudo depende de você.
...
Dias depois, o verdadeiro culpado pela falsificação do acidente de Yasmin se entregou à polícia e confessou o crime, apontando Érica como a mandante. Embora Érica soubesse que aquilo era uma manobra de César para se livrar da culpa, ela se viu encurralada e sem argumentos para se defender, consumida pelo arrependimento amargo de não ter guardado provas que pudessem protegê-la contra o próprio marido.
Afonso enviou seus advogados para entregar o acordo de divórcio a Érica. Ainda em consideração ao fato de ela ter dado à luz Carlos, seu filho, ele garantiu uma quantia financeira generosa para o sustento dela, mas deixou claro que, daquele momento em diante, a família Souza não teria mais qualquer vínculo ou obrigação para com ela.
Após alguns dias de repouso absoluto, a saúde do Afonso apresentou uma melhora significativa. O casal Lopes aproveitou a oportunidade para visitá-lo, levando Tomás a pretexto de prestar solidariedade e consolo, mas não tardaram a tocar no assunto que realmente lhes interessava, que era o casamento entre as famílias Souza e Lopes.
A Sra. Lopes estava desesperada. Além de Rita, que outra família de prestígio em Riviera aceitaria entregar a filha para se casar com seu filho, dada a reputação dele? Se ela continuasse sendo exigente, a linhagem dos Lopes correria o risco de chegar ao fim.
Foi então que Afonso se lembrou de Rita. Após ponderar profundamente por um momento, decidiu que seria prudente aguardar o término dos ritos fúnebres da mãe da garota antes de bater o martelo sobre a união.
...
Ao saber da inclinação do avô, a última chama de esperança que Rita nutria em relação à piedade da família Souza se apagou completamente. Ela se trancou no quarto, deixando as lágrimas encharcarem o travesseiro em silêncio, resignada a aceitar o destino cruel que lhe era traçado, sentindo-se uma peça descartável no tabuleiro daquela família.
Kevin empurrou a porta suavemente e sentiu o coração apertar ao ver o estado depressivo da filha. Ele caminhou até a cama, sentou-se ao lado dela e falou, com seu sotaque estrangeiro carregado de preocupação e carinho:
— Rita, minha filha, você não quer voltar para o meu país comigo?
— O vovô não vai deixar. — Murmurou ela, mantendo os olhos baixos e a voz embargada. — Quando a mamãe estava viva, ela ainda me protegia, mas agora que ela se foi, não tenho mais ninguém ao meu lado. Afinal, eu não carrego o sobrenome Souza.
— Então vou falar pessoalmente com seu avô. O casamento é uma decisão de duas pessoas, e eu não vou permitir que você se case com um homem que não ama. — Declarou o pai, com firmeza.
Rita estava prestes a responder, quando ouviram batidas na porta. A empregada entrou logo em seguida, com uma expressão respeitosa.
— Senhor, a Sra. Luana está lá embaixo e disse que gostaria de conversar com a Srta. Rita.
Rita enxugou o rosto rapidamente e suspirou.
— Peça para ela subir.
Assim que a empregada desceu para dar o recado, Luana subiu as escadas sem pressa. Quando ela entrou no quarto, Kavin se levantou imediatamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Quero ler o livro completo como faço?...
Ler o livro a partir do capitulo 561...
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