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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 552

Diante do silêncio prolongado de Luana, Ricardo inclinou o corpo levemente na direção dela, apoiando a cabeça em uma das mãos com um ar descontraído, mas atento.

— Sabe, você poderia simplesmente deixar que eu te ajudasse. — Sugeriu ele, com a voz suave.

Luana estremeceu levemente, pega de surpresa, e seus olhos desviaram por um instante antes de voltarem a encarar o homem à sua frente.

— Ajudar com o quê? — Indagou ela, desconfiada.

— Com qualquer coisa. — Respondeu Ricardo, sem hesitar.

Luana franziu a testa, analisando a oferta com ceticismo.

— E imagino que existam condições para isso, certo?

Ricardo sorriu, um brilho divertido dançando em seu olhar enquanto ele sustentava o contato visual.

— Existem, sim. Mas tudo depende de você.

...

Dias depois, o verdadeiro culpado pela falsificação do acidente de Yasmin se entregou à polícia e confessou o crime, apontando Érica como a mandante. Embora Érica soubesse que aquilo era uma manobra de César para se livrar da culpa, ela se viu encurralada e sem argumentos para se defender, consumida pelo arrependimento amargo de não ter guardado provas que pudessem protegê-la contra o próprio marido.

Afonso enviou seus advogados para entregar o acordo de divórcio a Érica. Ainda em consideração ao fato de ela ter dado à luz Carlos, seu filho, ele garantiu uma quantia financeira generosa para o sustento dela, mas deixou claro que, daquele momento em diante, a família Souza não teria mais qualquer vínculo ou obrigação para com ela.

Após alguns dias de repouso absoluto, a saúde do Afonso apresentou uma melhora significativa. O casal Lopes aproveitou a oportunidade para visitá-lo, levando Tomás a pretexto de prestar solidariedade e consolo, mas não tardaram a tocar no assunto que realmente lhes interessava, que era o casamento entre as famílias Souza e Lopes.

A Sra. Lopes estava desesperada. Além de Rita, que outra família de prestígio em Riviera aceitaria entregar a filha para se casar com seu filho, dada a reputação dele? Se ela continuasse sendo exigente, a linhagem dos Lopes correria o risco de chegar ao fim.

Foi então que Afonso se lembrou de Rita. Após ponderar profundamente por um momento, decidiu que seria prudente aguardar o término dos ritos fúnebres da mãe da garota antes de bater o martelo sobre a união.

...

Ao saber da inclinação do avô, a última chama de esperança que Rita nutria em relação à piedade da família Souza se apagou completamente. Ela se trancou no quarto, deixando as lágrimas encharcarem o travesseiro em silêncio, resignada a aceitar o destino cruel que lhe era traçado, sentindo-se uma peça descartável no tabuleiro daquela família.

Kevin empurrou a porta suavemente e sentiu o coração apertar ao ver o estado depressivo da filha. Ele caminhou até a cama, sentou-se ao lado dela e falou, com seu sotaque estrangeiro carregado de preocupação e carinho:

— Rita, minha filha, você não quer voltar para o meu país comigo?

— O vovô não vai deixar. — Murmurou ela, mantendo os olhos baixos e a voz embargada. — Quando a mamãe estava viva, ela ainda me protegia, mas agora que ela se foi, não tenho mais ninguém ao meu lado. Afinal, eu não carrego o sobrenome Souza.

— Então vou falar pessoalmente com seu avô. O casamento é uma decisão de duas pessoas, e eu não vou permitir que você se case com um homem que não ama. — Declarou o pai, com firmeza.

Rita estava prestes a responder, quando ouviram batidas na porta. A empregada entrou logo em seguida, com uma expressão respeitosa.

— Senhor, a Sra. Luana está lá embaixo e disse que gostaria de conversar com a Srta. Rita.

Rita enxugou o rosto rapidamente e suspirou.

— Peça para ela subir.

Assim que a empregada desceu para dar o recado, Luana subiu as escadas sem pressa. Quando ela entrou no quarto, Kavin se levantou imediatamente.

O tom de Rita se suavizou, dando lugar à curiosidade.

— Então você veio para...

— Sei exatamente o tipo de lixo que o Tomás é. Se você se casar com ele, sua vida estará acabada. — Interrompeu Luana, direta. — Além disso, eu fiz à sua mãe a promessa de impedir que você fosse entregue à família Lopes.

Rita ficou paralisada por um instante, até que segurou a mão de Luana num impulso desesperado.

— O que você disse? Prometeu à minha mãe? Mas vocês não... — Sua voz sumiu, tornando-se um sussurro trêmulo. — Vocês não eram inimigas?

— A prisão dela foi uma armação, e sabendo disso, eu decidi propor uma trégua. Foi nesse momento que conversamos sobre o seu futuro. — Explicou Luana, com calma.

— Você pode mesmo me ajudar?

Os olhos de Rita, que antes pareciam um poço de águas estagnadas, ganharam um brilho súbito de esperança. Luana pousou a mão sobre o ombro dela, transmitindo segurança.

— Posso. Mas preciso que me dê três dias.

— Faço o que você quiser. — Garantiu Rita, assentindo vigorosamente sem hesitar.

Ao sair da residência de Rita, Luana entrou em seu carro, pegou o celular e discou o número de Ricardo. Assim que ele atendeu, ela foi direta ao ponto:

— Aceito a condição que você propôs aquele dia no carro. No entanto, tenho uma ressalva. Isso se limitará apenas aos fins de semana.

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