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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 553

Atrás da ampla janela de vidro que ia do chão ao teto do quarto, Ricardo estava acomodado no sofá, com as pernas cruzadas e folheando um livro com uma postura despretensiosa. A luz do dia atravessava o vidro obliquamente, desenhando uma pequena sombra na lateral de seu nariz reto e banhando seus cílios longos em uma aura suave e dourada.

Com os dedos de articulações bem definidas segurando a borda da página, ele ouviu a voz dela pelo telefone e curvou os lábios num sorriso discreto.

— Você acha que estou abusando da sorte? — Perguntou ele.

— Você também não perde a chance de abusar quando pode. — Retrucou ela do outro lado da linha.

O sorriso dele se aprofundou.

— Tudo bem, então fica combinado para o fim de semana.

Luana suspirou antes de mudar o tom para algo mais sério:

— Sobre o casamento da Rita com o Tomás... eu preciso que a família Lopes recue por conta própria. Afinal, ficaria chato eu rejeitar o vovô diretamente.

Se ela se opusesse abertamente à união, independentemente da atitude de Afonso, César certamente usaria isso como pretexto para criar novos problemas. O que ela menos queria era colocar seu irmão e seu pai em mais uma situação difícil ou constrangedora.

Ricardo captou a preocupação nas entrelinhas e concordou com um murmúrio grave de entendimento.

— Deixe o assunto da família Lopes comigo. Eu resolvo.

...

No dia seguinte, a atmosfera na sala de jantar era tranquila enquanto Luana tomava o café da manhã com o pai e o irmão. Ela tomou algumas colheradas do mingau quente, mas o olhar distante denunciava sua inquietação. Após hesitar por um longo momento, ela finalmente quebrou o silêncio:

— Pai, tem algo que quero falar com o senhor há um tempo, mas não sabia como começar.

O coração de Danilo disparou instantaneamente.

"Seria sobre aquele tal 'Sr. Luciano'?", pensou ele, apreensivo. "Será que minha filha está namorando ele?"

Sem poder fazer a pergunta que realmente queria, ele tentou manter a casualidade na voz e respondeu:

— Pode falar direto, filha. Você sabe que geralmente eu aguento o tranco.

Luana mordeu o lábio inferior, buscando as palavras certas.

— O nosso instituto está desenvolvendo um novo lote de medicamentos para pacientes com Alzheimer, mas encontramos alguns obstáculos técnicos e eu...

A menção à doença fez um silêncio pesado pairar sobre a mesa. A mãe de Luana sofria de Alzheimer e, embora o quadro estivesse momentaneamente estável, cada sinal de perda de memória ou oscilação de humor era como uma agulha perfurando o coração da filha. O desenvolvimento do remédio havia chegado à fase crucial de testes clínicos, e o perfil ideal de voluntário para validar a pesquisa era justamente alguém com o quadro clínico de sua mãe.

Ela sabia que aquilo representava a esperança de recuperação não só para sua mãe, mas para inúmeros outros pacientes. No entanto, a frase "preciso que a mãe colabore com o experimento" parecia pesar toneladas em sua garganta, recusando-se a sair. Ela conseguia até imaginar a reação do pai, achando aquilo um absurdo completo.

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