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A prometida do Capo italiano romance Capítulo 107

CAPÍTULO 122

Peter Marino

Como posso sentir tantas coisas diferentes por uma mesma, mulher? No mesmo instante em que quero beijá-la e trazê-la para perto, parece que a minha mente a rejeita.

A ajeitei no meu colo por um momento, Katy é minha agora, acredito que eu possa deixá-la aqui e tentar tocá-la.

— Eu não quero falar disso... — estiquei a minha mão sobre o rosto dela; eu queria tocar, sentir a sua pele, mas a minha mente não permitia.

— O problema não é comigo? Ou é?

— Não. — ela me olhou e colocou a minha mão sobre o seu rosto, mas tirei como se tivesse recebido um choque, lembranças do meu passado atingiram a minha mente.

— Então, você se afastou porque poderia me bater como bate nas puttanas?

— Não exatamente.

— Então o quê? — tirou o chinelo e reparei no seu pé... ela tem um pé lindo, acho que é o único lugar que sinto que posso tocar tranquilamente. — Peter? — voltou a perguntar, mas eu não tinha essa resposta.

— Quer dar uma volta? O jardim é bonito.

— Não, quero entender o que está acontecendo... — levantei do sofá, ela acabou sentando. Ainda estava deslumbrante com aquela tentação de camisola transparente e vermelha e tudo piorou quando ela levantou, seus bicos dos seios estavam muito à mostras naquele tecido com transparência.

Fui caminhando até a porta, quando ouvi a sua voz:

— Se me deixar aqui sozinha e ainda sem respostas, a gente vai ter problemas! — meu coração bateu acelerado e esse sentimento é o que me transmite medo, porquê não posso me excitar.

— Katy, deve se afastar de mim! — coloquei a mão na frente do corpo, mas ela me empurrou, não a contive. — Katy...

Ela me empurrou de novo, mas a minha mente fodida me deixa cego, e Katy estava ultrapassando uma linha perigosa. — Katy... você não vai gostar que eu fique realmente excitado... eu sempre paguei por mulheres preparadas pra isso, eu só consigo me relacionar assim, isso não vai dar certo.

— Você não precisa me pagar, droga! Se tem uma esposa ela também precisa atingir seus objetivos como homem, não acha? — me empurrou me derrubando no sofá.

— Eu não mereço uma esposa, não mereço você! — Katy simplesmente me deu um tapa na cara e automaticamente o meu sangue ferveu, me fazendo levantar.

— É assim que gosta, Peter? — segurei seus braços com força. — É ASSIM, PETER? GOSTA DISSO? POIS VOU FAZER MAIS VEZES, NA VERDADE, A CADA VEZ QUE DISSER ESSA MERDA, ESTÁ ME OUVINDO? SOU SUA ESPOSA, VOCÊ NÃO PODE TROCAR, ENTÃO ME DIZ O QUE QUER DROGA! — perdi o controle.

Segurei a Katy pelo pescoço e a coloquei debruçada no braço do sofá, ela não tentou me impedir e isso foi pior, porquê o meu desejo sombrio em querer machucá-la aumentou.

Olhei para o seu belo traseiro virado pra mim, ergui aquela camisola e rasguei a sua calcinha, deixando que caísse pelas suas pernas, e dei o primeiro tapa na sua bunda. A minha mão não é leve, não consigo controlar o peso, então em seguida já dei outra.

— É ASSIM QUE EU GOSTO, KATY! É ASSIM! VOCÊ QUER ISSO? QUER? É ISSO QUE VOCÊ QUER? ME DIGA QUE QUER! — comecei a bater nela, ergui o seu corpo sobre o sofá apertava a sua bunda e batia na polpa. Passava a mão entre a sua boceta e a sua bunda então dava outro tapa.

— BATE, PETER! BATE MAIS! SE ISSO TE FAZ BEM, PODE BATER! — quando ouvi isso travei. Ainda estava segurando ela pelos cabelos, e Katy não se negou em me deixar continuar, mas a verdade era que isso não me fazia bem, nem um pouco bem...

A minha respiração estava muito agitada, senti o suor escorrendo pela minha testa, comecei a tremer. Se fosse uma das puttanas eu simplesmente a foderia e acabou, mas Katy não...

Olhei para a sua pele e me senti um monstro por fazer isso com ela, fui soltando seu corpo devagar, beijei a sua bunda, encostando meu rosto ali. Ela não iria me perdoar agora, consegui destruir tudo de novo. Eu sempre faço isso, destruo a minha vida.

— Peter...

— Me perdoa... — levantei melhor o meu corpo, mas não consegui olhar nos olhos dela. Eu sabia muito bem que aquilo poderia ter ido muito mais longe, pois já fui muito mais que isso, mas não poderia me perdoar.

Saí andando até o quarto, encostei a porta, iria entrar no banheiro, mas Katy entrou como um furacão, me virando pra ela.

— Porque está chorando? — estranhei a sua pergunta, então passei a mão no meu rosto e vi que era verdade, eu estava chorando.

— Pode bater em mim, Katy! Pode descontar, te deixo escolher onde quer...

— Posso? — assenti.

— Então deitei na cama... — sua expressão não era tão brava quanto imaginei, mas eu aceitaria qualquer coisa, então deitei.

Ouvi o barulho do closet, Katy estava procurando algo, mas não me atrevi a olhar. De repente ela se deitou comigo, estava com uma roupa minha, bem larga e coberta e então, me abraçou bem forte, me surpreeendendo.

— Seu castigo é ficar aqui comigo! Não ouse levantar, só quero ficar com você... — ela enroscou completamente no meu corpo, e me senti estranho, era como se eu precisasse daquele abraço.

— Não vai revidar? — ela encostou sua testa na minha e sorriu.

— Já estou. Não pense que estou te abraçando, estou te punindo, não vê? Sei que você não gosta, agora será obrigado a ficar aqui. — Katy encostou seus lábios nos meus, e percebi que essa era a primeira vez que eu chorava depois de tantos anos... a última foi com 12 anos, depois que matei meu pai e enterrei minha mãe por culpa dele.

CAPÍTULO 123

Katylleen Caruso

— Onde quer tocar, Peter? — beijei a sua orelha, então ele me jogou de volta na cama e entendi... ele queria se controlar, mas já estava com a mente conturbada novamente — Não pode tocar meus seios nem lá em baixo, Peter.

Seu olhar havia mudado, dava ver que algo o atormentava, ele parecia numa briga interna, começou a tocar meus braços, mas não eram como carícias, ele apertava forte.

— Estou louco para ter você, Katy! Mas não quero te machucar... — então voltou a me beijar, e voltou a colocar as mãos ao redor do meu corpo, sem me escostar, penso que se sentia mais seguro assim.

De repente o meu celular tocou, e nunca vi alguém tão assustado por um toque desses. Peter simplesmente pulou de cima de mim, ficou em pé e começou a procurar.

— É o seu?

— Acho que sim. — ele começou a vasculhar e quando avistou meu celular e segurou na mão, parecia desesperado.

— Quem é? — perguntou.

— Acho que é mensagem, o barulho parece de chamada, mas acho que não... — ele me entregou o celular, mas ficou nervoso me olhando abrir. — Acho que vamos deixar pra depois... — sorri ao lembrar que estava bom demais receber os beijos dele.

— Você pode por favor, verificar?

— Porque? É ciumento, Peter? — brinquei.

— Sim, sou muito ciumento. Agora abra a mensagem e me diz de quem é. — estranhei, mas abri.

— É do Alex. Ele disse que está com o seu celular. — ele respirou aliviado, sentou na cama.

— Ainda bem...

— Porque? — fui de joelhos na cama e o abracei por trás.

— Recebi uma ameaça ontem, caso receba qualquer mensagem estranha, por favor me mostre.

— Pensei que fosse mesmo ciumento, eu até fiquei feliz em saber que estava com ciúmes, mas pelo visto, agora foi apenas preocupação... — ele virou pra mim bem sério.

— Escuta uma coisa, Katy: você é minha, agora! Você é só minha, nunca, jamais, será para os olhos de outro, mesmo que eu nunca venha a te possuir, você é minha!

— Eu sou sua... eu sei! E adorei como me beijou hoje, não precisamos ter pressa, está bem? Cresci nesse meio, sei como uma mulher deve se comportar na máfia, não precisa se preocupar... — Peter simplesmente me deu outro beijo, foi intenso.

— Obrigado, Katy. — levantou e se trancou no banheiro, mas fiquei feliz... ele agora estava pelo menos, tentando melhorar.

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