CAPÍTULO 124
Katy Caruso
Já era noite quando Peter voltou a se aproximar de mim. Ele é bem fechado, mas quando me viu na cozinha, interferiu:
— Vamos jantar... é, em outro lugar? — sua voz séria com palavras picadas, me fizeram virar de frente pra ele.
— Esse é o modo como me convida para sair? — ele ficou meio perdido com o meu olhar. — Calma, eu aceito! — ele assentiu, então saiu da cozinha e fui atrás.
Ambos mexemos no closet, escolhi um vestido sem decote e até o joelho, só que bem justo ao corpo. Então coloquei um casaco combinando, disfarçando um pouco as curvas, já conheço os lugares que ele frequenta, que são os mesmos que o Alex vai, e também o meu pai iria, embora ele nunca tenha permitido que eu fosse, Alex deixava às vezes. Peter é muito ciumento, não quero problemas, hoje.
Fiquei observando ele se vestir e me perdi olhando aquele homem, principalmente vestindo uma camisa preta e fechando os botões, precisei ajudar... Fui até ele e empurrei suas mãos, tomando sua tarefa e me aproveitando encostar no seu peitoral.
Ele abriu o carro, mas o senhor do silêncio estava presente essa noite, até evitei de puxar assunto, ele só me olhava e não dizia nada, eu já estava batendo as unhas no porta-luvas do carro.
Quando entramos no local ele pediu a minha mão, segurou firme, provavelmente queria mostrar que eu tinha dono, mas já sou acostumada com esse jeito possessivo dos homens, até prefiro assim, do que me ignorando.
— Quer escolher o prato principal e os aperitivos? — ele perguntou e vi que olhou para atrás de mim, levantei da cadeira e disfarcei indo atrás dele e arrumei a sua gola, só pra ver o que havia visto.
— Conheço esse lugar, já estive aqui uma vez... parece que o prato principal já se ofereceu pra você! — falei no ouvido dele e encarei a puttana que segurava o cardápio de bunda empinada numa saia curtíssima, eu já havia visto ela dando em cima do meu irmão, peguei ranço.
— Do que está falando? — me olhou, então bati de leve no seu ombro.
— Nada meu amor, pode escolher! — beijei seu rosto e voltei a me sentar.
Peter pediu o cardápio e a vadia veio, rebolando e jogando os seios na cara dele para entregar o cardápio, eu só fiquei olhando.
— Acompanhado hoje, senhor Marino? — a nojenta comentou e só observei. O conhece bem, pelo visto.
— Sim. Eu quero os seguintes pratos... — ele nem falou quem eu era, simplesmente pediu os pratos e o meu sangue começou a ferver.
— Vou te dar preferência, como sempre! Caso queira mudar de ideia é só pedir o 34! — deu uma piscadela, então cheguei a ficar com calor, tirei o casaco e Peter parou tudo para me olhar. — O senhor me ouviu? — vi que ela perguntou e ele não respondeu, sorri por ver que não sou a única a ser ignorada aqui.
— Obrigada moça, mas meu marido já escolheu, não é? — respondi e ela abriu a boca em espanto e Peter devolveu o cardápio.
— Obrigada. — ele colocou os olhos em mim, e a puttana percebeu, então foi se retirando.
— Tirou o casaco...
— Sim, de repente me deu um calor... — ele voltou a olhar por trás de mim e me irritei, agora ele iria ver. — Vou ao banheiro!
Levantei e já conhecia o local dos banheiros. Ergui os cabelos num rabo de cavalo e prendi com a minha pulseira, passando o cabelo por dentro.
Tirei a minha calcinha minúscula e escondi na mão, então fui voltando para a mesa. Parei atrás dele e coloquei no seu bolso da calça, Peter quase perdeu o controle, vi suas mãos apertarem o guardanapo de pano sobre a mesa.
— O que pensa que está fazendo, Katylleen? — arregalei os olhos por ouví-lo me chamar tão sério.
— Te mostrando que se voltar a olhar para aquela puttana, vou voltar no banheiro e tirar o sutiã. E, da próxima vez, lembre-se de avisar suas putas que está casado! — sentei na cadeira e ele me encarou mais sério que antes.
— Se fizer isso, Katy... — não ousou terminar de falar, mas sei que foi uma ameaça.
— Não olhe para outra mulher!
— Que mulher? Desde que chegamos aquele cara ali não tira os olhos de você e agora você ainda tirou o casaco... — passou as mãos no cabelo, então me virei, encontrando o olhar de um homem e então me preocupei. “Peter é bem ciumento”.
— Está bem, vamos parar, sim? Esquece os outros, vamos comer! — ele ainda olhou algumas vezes, sempre sério.
A comida veio e tentei puxar alguns assuntos, mas Peter só respondeu o mínimo. Quando terminamos eu precisei realmente ir no banheiro, a minha bexiga estava cheia.
— Vou no banheiro... — assentiu de cara feia e me levantei.
— Vou te matar, figlio de puttana! — ele me viu e baixou a guarda com ela, que pegou um vaso da pia e deu na cabeça dele, e nesse momento eu o arranquei pelo pescoço com tanta força que comecei a esfolar a cara dele na parede áspera de textura.
— Katy! Fique de costas do lado de fora do banheiro — ela olhou o homem se debatendo, então meti uma joelhada para que parasse. — Katy! Vire-se! — ela me ouviu e foi até a porta, ficando de costas.
Soltei o maledetto só para quebrar os ossos do seu estômago no soco.
— O que queria com a minha mulher? — dei mais socos na sua barriga e também na sua cara, mal levantou, então comecei a lhe dar chutes, um atrás do outro. — Diga! O que queria!
— Ela é bem gostosa, não é? — O maledetto ousou dizer, e então perdi o controle.
— Vou te ensinar a nunca mais olhar para a mulher dos outros! — olhei para a Katy e vi que permaneceu como eu disse.
— O que está fazendo, seu corno?! — mal ouvi isso, então com ele caído, enfiei a mão por dentro do olho dele que começou a se debater e querer gritar, mas arranquei e ataquei num vaso sanitário que vi ali.
— Não vou te matar, maledetto! Vai precisar viver mais, viver como um inútil! Jamais poderá voltar a ver nenhuma mulher, aliás não verá mais nada! Que você viva, infeliz! Desfrute da sua desgraça... e lembre-se: ninguém encosta na mulher de Peter Marino e vive feliz sobre a terra! — comecei a arrancar o outro olho, o deixei no chão e fui até o vaso, puxei a descarga, enquanto via o infeliz se rastejar com olhos sangrando.
— Maledetto! Você é um Maledetto! Como vou viver assim? Espero que o chefe encontre essa puta e a coma na sua frente! — quando ouvi isso, Katy se virou e meu sangue ferveu ainda mais.
— QUE CHEFE, PORRA?
— Ele sabe seu segredo, vai te destruir seu puto! — simplesmente não pude ouvir mais, não permitiria que dissesse essas coisas na frente da Katy. Simplesmente puxei a arma e disparei na sua cabeça.
— Vá com diavolo que te carregue! — lavei as mãos na pia — Vamos sair daqui, Katy!
Ela parecia em choque, puxei uma boa quantia da carteira e deixei no caixa, elas já sabiam que era para pagar pelo estrago, e dariam um jeito no corpo, eu só precisei ir embora. Katy ainda estava assustada.
— Não adianta me olhar com essa cara, eu falei para não virar! — reclamei quando ela entrou no carro.
— Acha que me impressionei com o “sem olho?“ Não, Peter... me preocupo com o que querem com a gente, comigo! — não a olhei mais, “esse não é um assunto que eu diria a ela”.

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