CAPÍTULO 126
Katy Caruso
Eu pensei que morreria, pois quando Laura me ensinou algumas coisas parecia mais fácil. Aquele homem era muito forte para que eu o imobilizasse, e fiquei muito aliviada do Peter aparecer.
— Não sabia que você era tão bravo...
— Sou do mesmo jeito por todos esses anos, é você que não me conhece!
— Calma Peter! Porque está falando assim, comigo? Você nunca quer conversar, e quando conversa é rude! — ele se calou, fazendo meus nervos entortarem de raiva.
Minutos depois, voltei a falar:
— O que eu fiz que ficou assim comigo?
— Você tirou a porra da calcinha e ameaçou a tirar a droga do sutiã, Katy!
— Isso não foi nada, posso fazer muito pior! Você ficou assim por causa daquele cara, não foi? Que segredo você esconde Peter? — ele bateu forte no volante, acabou buzinando, preferi me calar.
O percurso para casa foi horrível. Não era o momento para conversar, aquilo tudo o deixou irritado demais, eu ficaria na minha.
Chegamos em casa, então coloquei outro pijama sensual, um lilás fosco, de minissaia com uma parte de cima bem curta, mostrando toda a barriga. Deitei de bruços na cama, com a bunda bem empinada, e o ignorei.
Ele não saiu do quarto, vi a camisa que estava ser jogada no cesto de roupas, depois a calça. “Traidor, vai dormir de cueca, só porquê hoje decidi torturá-lo por ser rude comigo!“
Peter deitou na cama e depois de alguns minutos aconteceu o que previ... senti a sua mão em mim, mas ao invés de ser na bunda, foi no pé.
— Estou chateada com você, é melhor ficar na sua hoje! Não vou facilitar! — senti sua mão esticar para a minha panturrilha e depois voltar.
— Me desculpa, fiquei cego de ciúmes! Ainda estou te imaginando sem sutiã naquele vestido e todos te vendo. A minha cabeça é fodida demais pra isso, Katy!
— O que piora a sua cabeça é saber que não consumamos o casamento e carregar a dúvida se eu serei fiel, ou se eu serei tirada de você por não ter consumado. — Falo isso, pois um casamento sem consumação pode ser anulado. Mancha a reputação de ambos, mas pode.
— Agora não vão me tirar você, não mais! — virou o meu rosto para olhar pra ele, estava muito sério. — Nem que pra isso eu precise te possuir e correr os riscos. — Seu olhar me dava um pouco de receio, porque hoje entendi que Peter realmente fica cego depois que a sua mente se fecha, e aposto que se ficar excitado ative o mesmo gatilho.
Me virei de frente pra ele, já havia soltado o meu pé.
— Vou te dizer uma coisa, Peter... só vão me tirar de você se me tratar mal, se me ignorar, se me fazer se sentir um nada, que ninguém escuta! Com isso, sim! Podem tirar sua esposa de você, porque ela vai querer ir. Mas, se me tratar com respeito e ser sincero, serei a sua maior aliada, e mesmo que nunca consiga me ter como mulher, ninguém jamais saberá, porque terá a minha confiança, consegue me entender?
— Não consigo. Ninguém me ensinou isso, não sei fazer! A minha mãe tentou, mas foi proibida pelo meu pai, que a agredia se tentasse se aproximar de mim! — ao ouvir aquilo a minha mente se compadeceu, fiquei mais perto dele. Peter estava tentando falar, eu precisava ouví-lo.
— Posso te ensinar. Aos poucos, sabe? Você confia em mim?
— Não sei. Só consigo confiar no Alex, e também confiava no pai dele, mas depois que morreu...
— Gostava do Robert? — sentei na cama.
— Foi o único que me ajudou quando... — parou de falar — Quando a minha mãe morreu.
— E, seu pai? — ele travou.
— Podemos não falar sobre ele? Eu o odeio! — sua feição era horrível.
— Claro. Mas caso queira me contar sobre ele, estou aqui. — me deitei de novo, vi que correu os olhos pelo meu corpo.
— Você é maravilhosa! Não posso ficar te olhando, hoje é um péssimo dia. — passou a mão na minha barriga e ficou olhando. — Tenho medo de ter um filho, não quero que uma criança receba a minha indiferença, porque não sei amar.
— Não se preocupe. Pelo coração que você tem, tenho certeza que vai amá-lo assim que estiver aqui. Confio em você, Peter. — ele deitou e nos abraçamos novamente, eu não tive coragem de afastá-lo, Peter tem muitos demônios que carrega com ele.
— Sou eu, Peter! Sou eu... é a sua esposa que está aqui, está me sentindo? — ele se debatia, ficou em pânico.
— Me solta, Katy! Eu tenho fobia de ficar preso, eu... — em desespero comecei a beijá-lo. Peter me negou um beijo, eu tentei de novo, ele virou o rosto, virei de novo.
— Só quero você, Peter! Não vê? Quero você. — ele respirava com dificuldades, comecei a beijar seu rosto todo e a acariciar o seu cabelo, ele começou a parar. Olhei nos seus olhos, segurei sua face com as mãos. — Quero fazer amor com você, Peter! Me deixa fazer isso? Eu juro que farei tudo que me disser, eu apenas quero que não sinta medo, e que não me machuque, porquê sei que não é isso que quer. — mostrei as algemas — Veja, você não vai me machucar.
— Katy, Katy... você é louca! Merece receber carinho, o toque de um homem, e...
— E, você vai me dar se eu te soltar? Me diga! — intimei.
— Não, eu...
— Pois então, relaxa! Me beija sem medo, sinta a minha pele... — passei a mão sobre o seu peitoral devagar, ele abriu a boca, parecia estar sensível.
Eu sabia que de certa forma ele tinha razão. Eu sonhei em ser tocada e amada por ele, mas se eu não o ajudasse, quando seria isso?
Fiquei com a boca bem perto da dele, Peter levantou um pouco a cabeça e me beijou. De repente o beijo ficou mais intenso e percebi que ele relaxou o corpo e começou a intensificar.
Me afastei um pouco, deixei que sentisse o meu afastamento, então passei mais vezes as mãos sobre ele, reparei no seu semblante desapontado.
— Quer um beijo, Peter? — escorreguei a mão do pescoço a sua barriga e aquele homem ergueu o corpo mesmo algemado, parecia louco de desejo, por tocar sua barriga.
— Vai me beijar aonde? — perguntou meio sem ar e eu sorri.
— Oras... na boca! Quer que eu beije mais em algum lugar? — passei o dedo dentro do seu umbigo, e ele gemeu.
— Puta que pariu! Você tem razão, Katy... assim não posso te machucar, e consigo acalmar os meus demônios. — sorri e subi por cima dele, mas arregalei os olhos ao senti-lo duro por baixo de mim. — Agora terá que ir até o fim, eu não vou aguentar se me deixar duro desse jeito! Se me soltar me deixando assim, eu acabo com você...

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