CAPÍTULO 131
Peter Marino
Passei comprar comida, cheguei em casa apressado, preocupado se a Katy não havia esperado demais. A minha mente fervia informações, e por mais que eu estivesse de férias, não iria esperar por todas as respostas, agora com meu celular na mão, poderia tentar algumas coisas.
— Katy? — quando vi o piso da casa brilhando, logo tirei os sapatos. — Katy, você não deveria fazer isso...
Fui falando quando vi a sua sombra pela porta, mas parei quando a vi.
— Oi, Peter! — estava com os cabelos bem presos no alto, sutiã, minissaia e quase morri ao ver aqueles belos pés num salto alto lindo, uma sandália que tive vontade de deitar Katy no chão e tirar com a boca. — Chegou na hora, estou morrendo de fome. — pegou as sacolas da minha mão e mal me movi.
— Porque limpou tanto? — tentei focar no assunto, desviar os olhos dela.
— Ah, eu adoro! Logo vou começar a trabalhar fora e não vou poder cuidar assim da casa. — na mesma hora tirei os olhos do seu corpo e franzi o cenho.
— Você não precisa trabalhar! — virou de costas.
— Ah, não sou do tipo que pedende de homem, o Alex está vendo isso pra mim... — “Alex? Mas, agora ela é casada...“ — a olhei por trás, com a polpa levemente aparente, aquela cintura...
— Você não vai trabalhar naquele lugar! É cheio de homens, Katy! — ela gargalhou.
— Nem começa, eu sempre deixei bem claro que sou assim. — engoli seco sentindo falta de ar.
— Não tem como negociar? — cocei a cabeça, olhei pra ela que sorria, tão linda e descontraída, arrumando as sacolas.
— Bom, se eu ficar grávida, prefiro ficar em casa. — a olhei novamente.
— E, se já estiver?
— Acho difícil, com certeza ainda não estou. Se bem, que você está de férias, posso começar depois a trabalhar. Onde pensa em me levar de lua de mel? — Eu nem havia pensado nisso, mas entendi que deveria ter pensado, Katy merece.
— É segredo. — ela soltou as sacolas e veio até mim, me abraçando.
— Nossa, fiquei animada agora! — ela segurou no meu pescoço, e simplesmente pulou no meu corpo, se prendendo em mim com as pernas. Por impulso a segurei, ficando com as mãos na bunda dela e os seios perto da minha boca.
Controlei os meus impulsos, ela me deu um beijo rápido, e do nada se desprendeu, me ignorando.
— Essa comida parece ótima! — fiquei olhando, ela fingiu que nada aconteceu, e eu feito um tonto, andei atrás dela enquanto arrumava a mesa. Escolheu um dos vinhos e nós serviu.
Katy começou a conversar, e de vez em quando reclamava:
— Você me ouviu, Peter? — como ouvir tudo, quando não conseguia tirar os olhos dela e daquele decote tão sexy.
— Ouvi.
— Então responda o que perguntei.
— Ah, é... bom, eu... — Katy levantou, pegou os pratos e deixou cair um dos talheres, então se abaixou mostrando a bunda na sua calcinha preta fio dental, precisei me segurar na cadeira. Só de lembrar de quando estive dentro dela, fiquei duro.
— Puta que pariu...
— Quê?
— Nada. — não consegui evitar, fui atrás dela. Passei a mão na minha nuca, estava suada.
Fiquei olhando a sua cintura por trás, louco para segurar, ali.
Katy se virou de repente e me deu de dedo.
— Nem vem! Você me ignorou o almoço inteiro, só porquê não quer que eu trabalhe, e agora não venha me rodear! — ela saiu da cozinha e preferi ficar ali, era melhor, Katy havia bebido o vinho dela e o meu.
Me concentrei, peguei o celular e verifiquei um lugar bacana para irmos, mas não achei. Eu só sei cumprir missões, não sei fazer essas coisas. Respirei fundo e fui até o quarto, parei na entrada da porta e Katy me olhou furiosa.
— Cadê as algemas? — paralisei outra vez, Katy abriu outra garrafa de vinho, pensei que pegaria a taça, mas começou a beber ali mesmo. — Onde estão as algemas, Peter?
— Guardei.
— Então é isso? Preciso rezar para que eu tenha engravidado ontem? Ou melhor... vou ter que rezar para que eu não sinta mais desejo? — virou a garrafa outra vez.
— Eu já te expliquei, Katy. Acho que não deveria beber tanto.
— Pois é, só que agora eu já conheci a coisa, então você trate de me ajudar, porque não sei se percebeu, mas estou com bastante calor, hoje. — ela arrancou o sutiã, virou a garrafa outra vez e começou a tirar a saia, e o pior é que não consegui desviar meus olhos.
— Não brinca com fogo... Katy! — ela mexeu os ombros, tirou a calcinha e sentou na cama, tomando mais vinho. Era pura tentação, meu sangue começou a ferver, me deu vontade de quebrar até a cama.
— Se me quiser venha, Peter! Ou então busque as algemas. Aposto que não vai querer me deixar assim... — ela abriu as pernas e colocou a mão na sua boceta, eu quase enlouqueci.
— Eu já disse que não vou mais usar aquilo!
Eu estava furioso por dentro. Nunca recebi ordens, mas meu corpo e minha mente obedeceram a Katy, e um fogo diferente queimou em mim.
Abri suas pernas e abaixei meu corpo, mas quando ouvi os seus gemidos, foi como se eu saísse do transe, e a puxei com força novamente, a sentando na beira da cama. Eu queria mais.
— Eu quero que continue, Peter... — dei um tapa leve no seu rosto.
— Cala a boca e engole o meu pau! — ela arregalou os olhos enquanto eu a encarava e tirava meu pau pra fora, ainda vestido.
Um sorriso discreto no seu rosto me deixou mais excitado, Katy parecia gostar daquilo.
— Bate de novo! — disse, mas ela não entendia que aquele era o meu “eu”, controlado, se perdesse todo o controle, era possível machucar seu rosto.
Dei outro tapa, aquilo foi como acalmar um pouquinho do que sinto por dentro. Toda a vez que faço algo do tipo, isso acalma meus demônios.
— Engole. — ela mal colocou a boca e comecei a socar meu pau na sua garganta, fodendo-a com vontade, sentindo alívio ao obter o controle e vendo ela se engasgar, uma após outra, vez.
Katy me deu uma na cara, e com isso a soltei parcialmente.
— PARA COM ISSO! NÃO SEJA IDIOTA, PETER! — gritou, a joguei na cama.
— Quer gozar, não é demonia? — apertei seu pescoço e ela me encarava. Soltei e me debatendo por dentro, voltei a sua boceta.
Eu não queria mais fazer aquilo, queria machucá-la. Comecei a querer bater de verdade, mas com muito esforço eu me abaixei.
Passei a língua nela e seu gemido me excitou, porém mais excitado, fico mais violento, então evitei lamber ali, seu gosto doce era bom demais, só que trazia de volta o demônio que me atormenta.
Comecei a mexer com os dedos, evitando de olhar pra ela, evitando de encostar em qualquer outro lugar.
Me concentrei como nunca, comigo as putas só gozam no meu pau, e ainda para compensar as surras, mas eu precisava dar a ela o que me pediu, não posso nem imaginar se fica com desejo e pede isso a outro, aconteceria uma tragédia.
Eu acelerei, deixei que chegasse mais rápido ao seu orgasmo, mas seus gemidos tão altos, estavam me matando. Era como se eu sentisse uma mão apertar o meu pescoço, e a raiva também aflorasse dentro de mim.
Quando seu corpo amoleceu, eu vi que tudo voltou a ficar escuro na minha cabeça, abri e puxei o meu cinto, a encarando firme, parecia que ela sabia o que eu queria fazer, mas seus olhos me lembraram que era a Katy, a minha esposa que estava ali. Eu precisava sair dali.
Ainda cego virei as costas e estava indo até o banheiro, mas eu queria muito poder terminar.
— O que está fazendo? Eu disse que aguentaria! — ela ficou de joelhos na cama.
— Vou buscar as algemas. Porque você não aguenta se eu fizer o que tenho vontade! — então fui buscar o objeto que tenho aversão, mas também o que faz uma ponte entre eu e Katy, pois eu queria passar por ela.

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