CAPÍTULO 64
Laura Strondda
Eu fiquei ouvindo aquilo tudo e tentando entender o que acontecia ali, mas pra mim, o pai do Alex não é o homem bom que pensei que fosse. Ele simplesmente determinou tudo, e o pobre do Peter ficou mais de um ano casado, sem saber com quem era, é muito egoísmo.
Olhei o jeito do Alex, estava preocupado com a irmã:
— Katy, me desculpe! Como eu disse, eu vou te deixar pensar e decidir, ok? Vai descansar, se quiser andar pelo jardim, ou até conversar com o Peter... — ele segurou nas mãos dela.
— Se ele não sabia quem era, agora quem não vai querer é ele! — reclamou, mas Alex negou.
— Ele é um homem leal, de palavra. Fique tranquila quanto a isso.
— Eu quero um homem que me ame, não que só tenha palavra, estou tão confusa.
— Então, querida... vai descansar, temos alguns dias para resolver. — ela confirmou e soltou das mãos do Alex, depois saiu.
Ele passou a mão no rosto, encostou na mesa, parecia apreensivo.
— Está tudo bem? — perguntei quando me levantei da cadeira.
— Não. Eu estraguei a vida da minha única irmã, sou um idiota! Acho que também preciso de um banho... — abriu a porta do escritório, parou me olhando — Você vem? — assenti, então fui logo atrás dele.
Ele estava calado, tirou a camisa com cuidado, colocou a mão no peito.
— Está sentindo dores? — ele negou.
— Olha, você deu a oportunidade dela cancelar tudo isso, então deixe que ela decida. Seu pai confiava no Peter, não acho que ele vá deixá-la, agora.
— Sim, ele é muito leal. — sua voz estava um pouco carregada.
— Não por isso, eu vi como ele olhava pra ela, o tempo todo. Peter gosta da sua irmã! — parei na frente dele e soltei o cinto, mas foi estranho, pela primeira vez não mudou a expressão, realmente está preocupado.
— Me sinto mal com isso. O valor da herança é considerável, mas não adianta nada, se ela for infeliz. Ainda terá que ter um filho para recebermos, é evasivo demais. — passei as mãos nos braços dele, acariciando, Alex não estava bem.
— Vem mais perto... — tocou na minha cintura, me puxando. Se eu fosse, as minhas partes íntimas encostariam nele, machucaria sua perna, e também me dava um pouco de medo, senti muita dor na nossa primeira vez.
— Precisa cuidar dessa perna... — tentei evitar.
— Não. Preciso que você, cuide de mim. Você vai? — seus dedos seguraram meus cabelos de forma mais firme, senti a minha intimidade pulsar. Eu sabia que não teria volta.
— Alex... — ele aproximou a sua cabeça da minha, roçando o nariz no meu — Tenho medo. — admiti. Nunca mostrei uma fraqueza antes — Tentei pedir para que tomasse cuidado da outra vez, e você não cuidou, não me sinto segura.
— É tão bom saber que aquilo tudo era uma casca. Existe uma mulher sensível dentro de você, e isso me faz se sentir melhor, mais confortável, sabe? — pegou a esponja enxarcou de água e jogou nos meus seios, olhando pra eles. Depois colocou a sua mão no peito e olhando dentro dos meus olhos, falou: — Te dou a minha palavra que não te machucarei mais! Pode me dar um voto de confiança? — a dúvida me deixou insegura, mas eu o queria, sempre o quis, mesmo antes do casamento, e se eu não tentasse não saberia se valeria a pena.
— Sim, posso! Não me decepcione...
— Não vou. — ele me ergueu e me puxou com facilidade. Sentada no colo dele senti quando nossos corpos se abraçaram e suas mãos escorregaram das minhas costas, apertaram minhas nádegas devagar.
Sua boca beijou o meu pescoço, me fazendo arrepiar de novo, então também o acariciei. Era muito estranho tanta intimidade com um homem, naquele momento tudo começou a parecer diferente, mas após cada nova carícia, eu fui percebendo o quanto aquilo me fazia bem, eu estava louca por ele.
— Você é linda demais! — foi erguendo os meus cabelos já molhados, colocando nas minhas costas, limpando o meu rosto. Quando seu olhar pousou nos meus lábios me desconcertou. Então ele passou o dedo indicador bem devagar, parecia devorar com os olhos. — Nem acredito que você é minha! — Alex me beijou devagar, parcialmente controlando meu rosto conforme segurava nos meus cabelos. Ali eu me dei por vencida, me soltei, relaxei o meu corpo sobre ele, deixei que o beijo fosse voraz, que me dominasse, eu queria ser dominada, queria me entregar com o corpo e a alma, mesmo que ele viesse a me machucar depois, ainda assim... eu jamais conseguiria ser de outro, eu já era dele, então precisava confiar!

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