CAPÍTULO 74
Alexander Caruso
— VAMOS, ME DIGA DE ONDE TIROU ISSO DE FORTUNA? — perguntei mais sério, o maledetto estava todo machucado, seu rosto todo marcado, com cortes, sangue escorrendo nos ombros, lavado de água com sabão e ainda sorria.
— Hum... — bufou — Vai me dizer que ainda não descobriu isso? Que seu pai era muito rico e te escondeu a herança a vida inteira, porquê era um maledetto egoísta? — o grudei na parede.
— DE ONDE TIROU ISSO? VAMOS MALEDETTO, ME DIGA! — comecei uma sessão de socos na barriga dele, também desferi alguns no rosto.
— Pode me matar se quiser. — falou sério, e a minha paciência estava esgotando.
— Vou te deixar de ponta cabeça para ver se refresca a memória! — derrubei ele no chão, Laura me ajudou a colocar em pé e prender seus braços e tornozelos na parede.
— Eu vou morrer assim, mas você não vai descobrir quem matou o seu pai! — aquilo me trouxe uma revolta muito grande, comecei a esmurrar aquele maledetto com muita força, cheguei a sentir quebrar um osso, ele cuspia sangue, provavelmente quebrou dentes e cortou por dentro da boca.
— MALEDETTO, INFELIZ! INFELIZ! COMO SABE DISSO? COMO SABE QUEM O MATOU? FOI VOCÊ? VOU MATÁ-LO, SEU DESGRAÇADO! — meu sangue corria frio pelas veias, a raiva tomou conta de mim, ele o havia matado, com certeza havia matado. Bati até que perdi o controle, meu corpo tremia de raiva, e senti as mãos da Laura me tirando de lá. — EU VOU MATAR ESSE DESGRAÇADO, LAURA!
— É isso o que ele quer, você não pode permitir! Venha comigo... — ela me tirou, senti o calor do seu corpo no meu... eu poderia empurrá-la e continuar batendo no infeliz, mas ela não merecia que eu fosse contra ela novamente, eu também sabia que estava certa.
Deixei que Laura me puxasse para fora, enquanto via o maledetto tentando se recuperar da surra, ainda vomitando e cuspindo sangue.
Ela fechou a porta e ficamos do lado de fora.
— Calma, não deixe que ele te domine! Eu não posso imaginar o que você sente com tudo isso, e nem muito menos te julgo, só te peço que me deixe ajudar! — fiquei olhando pra ela, queimava uma dor insuportável por dentro de mim, mas eu não iria chorar, o tempo do choro já havia passado, agora era hora da verdade, da vingança!
— Perdi o controle. Ele sabe, Laura... será que foi ele? Foi aquele maledetto? Eu não me perdoaria se tivesse iminigos dentro da minha própria casa, Anita também me enganou? — Laura passou a mão no meu rosto, tirando meu cabelo que caía sobre o olho. Ela parecia calma, mas conheço um pouco dela o suficiente, para saber que estava emocionalmente abalada, mas essa mulher é uma rocha.
— Olha, vamos voltar lá e tirar ele daquela parede, não podemos deixá-lo morrer assim tão fácil, ele tem que sofrer. Se realmente foi ele ou Anita, eles precisam pagar com sangue, mas você vai precisar confiar em mim. Deixaremos que se recupere hoje, e amanhã continuamos. — assenti.
— Você tem razão. — respondi sentindo todos os músculos do meu corpo se contraírem de raiva. — Eu não estou conseguindo pensar direito, deixei a raiva me dominar. Você é muito forte, Laura! — ela deu um leve sorriso, limpou o suor que escorria do meu rosto.
— Não se engane, querido. Se fosse com meu pai eu já teria o matado esfolado. Você realmente é mais forte. Não somos robôs, por Dio!
— Não, a minha família é expert em executar e consumir com provas! Só queremos você vivo, para sofrer mais! A propósito... Alex, avise o médico que o paciente não gosta de anestesia, pode abri-lo sem! — Laura conseguiu me tirar um sorriso, então fiz como pediu e liguei para o médico.
Fiquei olhando para ela, completamente desenvolta, o prendeu como se fosse eu, sem dificuldades... tem muitas habilidades. Depois foi até o armário, arrancou os sapatos do Albert, pegou uma ratoeira, armou, então prendeu o seu dedão na ratoeira, e depois o outro, lhe arrancando gritos, e assim foi fazendo com os dedos da mão, enquanto ele gritava de dores, e confesso que fiquei melhor o vendo sofrer.
Meu celular tocou, era Peter. Saí para atender, enquanto ela se distraía com o maledetto.
— Diga Peter...
— Anita desapareceu da cidade! Procurei no hotel, possíveis parentes distantes, andei pelas ruas, restaurantes, nada...
— Merda! Mudança de planos... você vai adiar um pouquinho a folga, vai atrás dela em Tivoli, eu... — de repente, Laura apareceu abrindo a porta, seu celular também estava tocando, e acabei tirando o meu celular do ouvido para ver com quem ela falava.
Fiquei observando suas feições e fiquei muito preocupado. Quando ela desligou, ouvi tudo o que eu não queria:
— Anita mostrou as fotos. Meu pai está me chamando para uma reunião! — meu coração bateu mais forte, pensando se iríamos até lá, ou levaria ela dessa cidade, jamais permitiria que fosse punida pelo conselho, eu conhecia as regras, os membros exigiriam punição física, o Don poderia negar, mas seria lembrado eternamente se deixasse isso passar, e eu não permitiria, nunca, jamais que encostassem nela.

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