CAPÍTULO 95
Alexander Caruso
— Merda! Você precisa voltar, Peter! — Pedi ao meu primo numa ligação.
— Ainda bem recobrou o juízo! Pensei que fosse me castigar até domingo.
— Até parece, vem para o hospital e tenta arrancar tudo dos soldados, assim que acordarem! Eu vou voltar para a fazenda e verificar as câmeras de lá.
Assim que saí do hospital, liguei novamente para a Laura, provavelmente ela viria me encontrar em breve, como é assunto nosso, o Don não pode proibir que me acompanhe.
Nas imagens vi que realmente havia um homem. Dessa vez não se preocuparam com as câmeras.
O estranho é que um homem jovem e forte, terno escuro e sapatos caros salvou Anita, mas dentro do carro havia outros dois, um motorista e um velho com um chapéu chique combinando com a gola da camisa e do terno que eu só via a parte de cima, enquanto fumava um charuto. O maledetto fez questão de jogar o charuto no chão para fora do carro, e isso significava que gostaria que eu visse, isso não me cheirava bem.
Com a placa do carro, enviei para a equipe da máfia Strondda, os homens do Don me diriam quando rastreassem, e descobririssem onde estava.
— Você está bem? Precisa de uma equipe? — Enzo perguntou numa ligação, mas provavelmente mandariam El Chapo, talvez até Salvatore para testar a minha paciência, e não estava afim.
— Não precisa, qualquer coisa eu aviso.
Saí de lá apressado, só consegui enviar a localização para a Laura em tempo real, então joguei o celular no banco do carro e acelerei até onde ela estava.
Levei dois soldados, analisei a situação, o local... já fazia um tempo que eles haviam levado ela, e o local era enorme, parecia uma empresa abandonada.
Marcos, meu soldado, apontou para o carro que estava estacionado.
— Eles estão me esperando! Não se preocuparam em esconder o carro, pelo contrário. Havia outro charuto sem uso no chão.
— Vou chamar reforços, senhor! — Marcos avisou e assenti, pegando meu celular para avisar a Laura que não viesse, pois agora os homens do Don viriam.
Enquanto entrávamos, fomos recebidos com tiros, precisamos correr para dentro e enfrentar.
Nos dividimos, me escondi atrás de uma parede, olhei para cima e vi uma câmera. “Droga!“
Corri para dentro, com duas pistolas em punho procurei por soldados, mas o local parecia vazio.
Do nada, encontrei Anita sentada no chão, mais machucada que antes, estava morrendo. O chão estava coberto de sangue, eles a haviam torturado... por um momento tive problemas em cortar seus membros que foram ordens do Don. Afinal, ela só tinha treze anos quando aquele que se diz meu pai, a induziu.
— Alex... — sussurrou cuspindo sangue. — Por favor, me mate!
— NÃO SE APROXIME DA LAURA, OU VOU TE ESFOLAR VIVO, MORRERÁ IMPLORANDO POR PERDÃO! — senti um soco na minha cara.
Vi o meu celular na mão do infeliz que me bateu e me desesperei. Havia enviado a localização para ela, que merda!
— Está vendo? Aquela gostosa peituda, está chegando! Primeiro vai conversar com o chefe, mas depois a gente consegue uma parte daquele corpinho sexy! — comecei a fazer força extrema, eu precisava me soltar daquelas cordas.
— Pois escolheram a mulher errada! Laura vai matar seu chefe com facilidade e depois fazê-los engolir a própria língua, seus idiotas! — levei outra pancada, essa foi mais forte, e só percebi que desmaiei quando jogaram água no meu rosto outra vez.
— Falaram que a vadia da boate é ligeira, mas nunca acabaria com o chefe, com tantos homens para ajudá-lo! — voltei a me esforçar para afrouxar as cordas
, se pegassem a Laura, eu não me perdoaria.
— QUEM É O CHEFE? É TÃO CUZÃO QUE NÃO TEVE CORAGEM DE DAR AS CARAS? VAI ME DIZER QUE É SALVATORE? NÃO CONSEGUIU A REBECA, AGORA QUER A LAURA? — gritei, mas quase morri com um choque daqueles aparelhos nas minhas mãos, e fiquei completamente fora de si.
Com o rosto um pouco baixo, vi quando a porta abriu num estrondo, e para meu inferno era a Laura, deu um chute que quase derrubou a porta, mas estranhamente estava presa por trás, por um dos soldados, aquilo não fazia sentido algum pra mim.
Laura não é do tipo que apenas um homem a imobiliza, provavelmente se deixou ser levada para me encontrar. O problema é que ela não imaginava que eu estaria preso e tantos homens a esperassem. Eu precisava sair dali.
— Quem vai ser o primeiro a morrer, aqui? — foi a pergunta dela, mas todos os maledettos se aproximaram ao mesmo tempo, e fiz forças que seriam impossíveis de me soltarem, mas não desisti.

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