CAPÍTULO 109
Laura Strondda
Alex estava sério, mas eu o conheço o suficiente para saber que a sua cabeça estava em mim e não nos problemas, ele tinha razão quando dizia estar diferente de ontem. A adrenalina do momento quase me deixou louca, senti uma gota de suor escorrendo pelo meu pescoço.
Tentei beijá-lo, estava muito sexy passando a língua na minha boca, mas ele não permitiu.
— Shiii! Não se mexa, não vire o rosto, não me contrarie, ragazza! Hoje sou eu quem mando, você obedece! — voltou a passar a língua no canto da minha boca, e quase gemi de desejo.
— Porquê? — perguntei mole.
— Porquê simplesmente não está em condições de reclamar! — puxou a minha pequena calcinha para o lado, passou o dedo esfregando o meu clitóris, mas então parou. — Ainda não! — olhou para um armário fechado que eu não fazia ideia do que tinha lá, ou o que ele usaria.
Alexander se afastou; até consegui encher os pulmões e respirar. Então abriu o armário e eu observei cada movimento dele.
Trouxe uma faca bem afiada, era bem pontuda, já vi uma dessas antes, aqueles eram objetos de tortura.
— Adora brincar com facas, não é? — Alex passou as costas da faca na pele do meu braço, fazendo o meu corpo todo estremecer. — Não sei se gosto dessa lingerie... — passou a faca no bojo que cobria o seio. — Me levou a loucura na nossa primeira noite e depois me lançou para longe, enlouquecido de desejo...
— A culpa foi sua... se tivesse sido menos cafajeste, teria conseguido o que queria...
— Tem razão, mas isso só me deu a certeza que não te quero mais com ela! — passou a faca cortando as alças, e então fui sentindo ele cortando em pedaços, me deixando nua e presa em sua frente. — Está silenciosa demais, esposa... devo me preocupar? — eu estava pronta para responder à altura, mas ele chupou um dos meus seios e colocou a mão na minha intimidade. — Gostosa como sempre.
Ele simplesmente colocou a cara lá em baixo, começou a me chupar, enquanto apertava as minhas coxas.
— Maledetto, Siciliano maledetto!
— Se está tentando me irritar, saiba que adoro quando me xinga, principalmente de Siciliano maledetto! — sorriu e levou a língua dura, golpeando o meu clitóris e gemi.
— Figlio de puttana... Fanculo! (Filho da puta, vá se foder)
— Vou te foder todinha, não se preocupe! — comecei a forçar o corpo para me soltar, e parecia que os meus gemidos desesperados, o deixavam mais satisfeito em me torturar com aquela língua.
Foi avassalador, senti cada músculo do meu corpo contrair, comecei a gemer feito louca, implorando para que não tivesse ficado ninguém na casa, pois com certeza me ouviriam.
Quando quase alcancei o meu orgasmo o safado parou.
— Quer saber! Não tem graça te ver tão indefesa, vou te fazer gozar aqui nessa mesa! — ele começou a me soltar e queria matá-lo por ter parado.
— Maledetto! — Alex praticamente me jogou em cima de uma mesa.
— Deitada na mesa, vai! Abra bem as pernas! — eu o encarei, e ele mesmo abriu as minhas pernas, colocou o dedo no meu ânus e sorriu.
— Agora me pede que te chame de docinho...
— ALEX! ALEX! — ele não pegou leve, não diminuiu o ritmo, permaneceu forte a cada segundo.
Comecei a gritar, seus movimentos eram muito intensos, tiveram momentos que pensei que não iria aguentar a pressão e o prazer absurdo.
Ele então ergueu o meu corpo, me jogou nas costas e me levou até uma janela, me colocou no chão, abriu a cortina e deu uma olhada para o lado de fora.
— Suba nas grades! — me deixou de frente para as grades, eu subi e me agarrei nelas, ele ergueu a minha cintura um pouco mais, e segurei mais alto.
Alex começou a erguer e abaixar o meu corpo, me encaixando nele, e do nada aquilo ficou muito forte. Meu corpo estava dependente dele, as minhas mãos apertavam firmes aquelas grades, e o suor era muito maior agora.
Eu senti que ele estava acelerado, parecia querer me partir ao meio. Colocou muita força nos movimentos, e acabei chegando ao clímax várias vezes, como de costume.
As suas mãos forçavam as minhas coxas, provavelmente ficariam marcas. E quando gozou, ele urrou alto, segurou a minha cintura.
Eu soltei das grades, ele me desceu, e automaticamente escorreguei indo até o chão.
— Laura, você está bem? Peguei muito pesado? — sorri.
— Estou ótima, só estou cansada! — ele me ergueu do chão, me colocando no seu colo e me beijou.
— Vamos para o quarto. — segurei em seu pescoço, sentindo que ele já estava melhor, então também fiquei bem.

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