Entrar Via

A vida dupla da babá: Santa de dia, Scarlat à noite romance Capítulo 189

"Lorena"

No fim da tarde, eu ainda não tinha trerminado de revisar o relatórios e o Julian ainda não tinha voltado. Eu encontrei a Marcelina na cozinha sentada junto ao balcão e a Adelaide emburrada com a mesa repleta de cristais sendo limpos.

- Adê, capricha mais nisso aí, você sabe, nosso chefe gosta de tudo impecável. - A Marcelina deu um gole na xícara de café. - Se eu não fosse tão atrapalhada eu até te ajudaria, mas é melhor não arriscar que eu espatife alguma coisa.

A Marcelina me deu uma olhadinha de canto de olho e digitou uma mensagem no celular. O meu celular vibrou no bolso da minha saia, eu dei uma olhada e era uma mensagem sa Marcelina: "A bruxa irritante está bufando, mas está sob controle. Eu não tive nenhuma notícia do Baby."

Rapidamente eu digitei a resposta: "Ele não me deu notícia também."

A Marcelina soltou um suspiro pesado ao ler a minha mensagem e me encarou por um momento.

- Lô, será que você me dá a noite de folga? Eu tenho um assunto para resolver em casa. E se você não se importar eu vou agora. - A Marcelina falou enquanto digitava no celular. Eu sabia que ela ia tentar descobrir o que o Julian talvez estivesse encontrando dificuldade para saber.

- Claro, Lina, pode ir. - Eu concordei e no segundo seguinte o Alberto entrou pela porta da cozinha.

- Adê, eu vou sair, mas trata de terminar de polir os cristais, não quero nenhuma mancha. - A Marcelina se levantou e foi me puxando para fora da cozinha.

- Nós temos que ficar de olho nela. - Eu sussurrei, mas a Marcelina me empurrou de volta para o escritório.

- Não se preocupa, o Beto vai ficar de olho nela. Ele sabe o que tem que fazer. - A Marcelina respondeu.

- Tá doida? O Alberto é fiel ao Érick. Totalmente. - Eu me apavorei. - Se o Érick desconfia que estamos procurando algo, ele vai querer saber o que é.

- Ele não vai desconfiar. - A Marcelina falou com uma certeza que me chamou a atenção. - Lô, eu vou até a vila, vou ver se descubro alguma coisa, se alguém está rondando por lá, qualquer coisa. Amanhã bem cedo eu estou de volta. Você, segura a onda. E fica longe da bruxa irritante.

Ela me deu um abraço e saiu. Eu estava mais preocupada do que nunca. Olhei para os relatórios sobre a mesa e decidi voltar a focar neles para ocupar a minha mente.

Não demorou muito para o Érick entrar no escritório com a gravata frouxa, os cabelos desalinhados e os olhos cansados que se fixaram em mim. Ele caminhou com passos determinados, me ergueu da cadeira sem a menor cerimônia e prendeu o meu corpo contra o dele, afundando o rosto no meu pescoço e subindo beijos até a minha boca.

- Que saudades, Fada! - Ele rosnou, a voz áspera, os braços apertados ao redor da minha cintura. - Aqueles auditores são uns incompetentes. A empresa está um caos. Mas você... você é o meu único refúgio nisso tudo.

Eu o abracei de volta, sentindo o peito dele contra o meu. O calor do corpo dele afastou todos os sentimentos ruins e as preocupações da minha mente. Ele estava ali, ele era o meu próprio refúgio. Ele me beijou, um beijo lento, sensual, que fazia o mundo parar de girar.

- Onde estão aqueles dois? - O Érick perguntou, afastando-se o suficiente para olhar em volta e voltar a me encarar com seus olhos afiados. - O carro do Julian não estava lá embaixo. E essa casa fica muito silenciosa sem aquele tsunmi chamado Marcelina.

Um meio sorriso cínico e perigoso desenhou os lábios do Julian por um milésimo de segundo. Ele percebeu a jogada e só agora, olhando para ele, eu entendia o que a Marcelina fez. Ela tinha fugido dele na primeira noite do contrato, usando a minha preocupação como escudo.

- Entendo. - O Julian murmurou, os olhos brilhando com a promessa de dar o troca para aquele desaforo. - Uma emergência.

- E você, resolveu a sua emergência? - Eu precisava saber se o Julian tinha conseguido descobrir o que a Adelaide estava aprontando.

- Está no caminho pra isso. - Ele respondeu me encarando com os olhos sombrios, que me diziam que não tinha nada resolvido.

- Não vá irritar a Marcelina na caqsa dela, Julian. - O Érick avisou com um sorrisinho, alheio aos olhares do Julian para em minha direção, focado apenas em terminar o jantar para me trancar no quarto como havia prometido antes da refeição.

E o meu Bicho-papão cumpria o que prometia. Assim que entramos no quarto, o Érick não me deu tempo de respirar. Ele me prensou contra a madeira escura da porta, os lábios famintos reivindicando os meus. Suas mãos subiram a barra do meu vestido como se ele não me visse há uma semana. Ele fez amor comigo como se recarregasse as baterias, como se nada no mundo fosse mais importante.

Eu adormeci exausta, presa sob o corpo pesado do homem que me tratava como o centro do seu universo, me sentindo protegida e amada.

Uma falsa sensação de segurança. Mal sabia eu que tinha dormidono paraíso, mas acordaria direto no inferno.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A vida dupla da babá: Santa de dia, Scarlat à noite