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A vida dupla da babá: Santa de dia, Scarlat à noite romance Capítulo 278

"Lorena"

Depois que a D. Heloísa e a Alice saíram, em desabei no sofá com a cabeça dando voltas em tudo o que eu precisava fazer e a primeira coisa era falar com o Mariano, talves ele pudesse me da alguma ideia sobre o que fazer com o Carlos Eduardo. Talvez ele pudesse até encontrar alguma solucção para que o Érick deixasse eu ver a minha menina sempre. Eu precisava organizar os meus pensamentos e colocar ordem na bagunça que a minha vida havia se tornado. Eu não poderia viver para sempre temendo ser engolida por tubarões.

- O que foi, Lô? Eu pensei que você estaria super feliz por ter visto a Lili, mas você está preocupada. O que a D. Heloísa disse? - A Marcelina fechou a porta e se sentou ao meu lado.

- Eu estou feliz, Lina. Mas eu estou preocupada com a minha menina, ela está com medo daquela mulher. Você ouviu o que ela disse, que a mulher e a Adelaide estão dizendo que ela irá para o internato. Ela não quer ir, Lina, e eu também não quero que ela vá.

- Lô, a D. Heloísa não vai deixar isso acontecer. Fica tranquila. Mas você precisa se preparar, não vai demorar para o Albelini derrubar a nossa porta. A D. Heloísa vai contar a ele do bebê.

- Não vai. Mas eu vou. - Eu respondi e a Marcelina me encarou surpresa. - Eu não posso viver com medo, Lina. E o Érick tem o direito de saber. Eu pensei muito, Lina, o Érick é um ótimo pai.

- E o que você vai fazer?

- Vou falar com o Mariano. Ele é advogado, vai saber como proteger os meus direitos de mãe. Mas tem uma coisa mais urgente que eu preciso resolver. Aconteceu uma coisa...

- Ai, Lô... não me assusta. O que foi?

- O meu ex voltou. - Eu declarei e vi os olhos da Marcelina saltarem das órbitas. Eu contei a ela em detalhes tudo o que aconteceu nos últimos dias. - E é isso, Lina, O Carlos Eduardo está ameaçando o meu bebê. Está escondido e exigindo dinheiro.

- Aquele maldito... ele não vai tocar em um único fio de cabelo do meu afilhado! Nem em você. - A Marcelina bradou, levantando-se do sofá com uma determinação feroz. Ela andou de um lado para o outro na sala, trincando os dentes. - Ele acha que você ainda é aquela mulhedr que ele manipulou e que você está dsesamparada, porque ele te afastou de todo mundo e te cercou de gente que não gostava de você. Mas ele está enganado, você não está mais sozinha, nunca mais vai estar. - Ele caminhou até a mesa e pegou o celular. - O Mariano não vai conseguir nos ajudar muito com isso, ele vai fazer uma denúncia para as autroridades, mas até eles fazerem qualquer coisa aquele verme já pode ter agido contra você. Nós precisamos de inteligência e de poder de verdade para esmagar esse demônio. Nós precisamos do Baby.

Antes que eu pudesse protestar ou mesmo compreender o que ela estava dizendo, a Marcelina discou o número do Julian e colocou no viva voz. No segundo toque ele atendeu, mas a Marcelina nem esperouque ele respondesse.

- Baby? Deixe de lado qualquer caralho que você esteja fazendo nessa holding e marcha para a vila agora mesmo. - Ela ordenou num tom autoritário e ríspido, que não dava margem para negações.

- Baby, o que está acontecendo? - O Julian pareceu preocupado. - Eu estou no meio de uma crise aqui, esse empresa parece que vai desabar. Você precisa mesmo que eu vá até aí agora?

- O que está acontecendo, Julian? - A pergunta do Érick ao fundo, fez o meu coração disparar. Eu não ouvia a voz dele há tanto tempo. Ele parecia nervoso.

- É uma emergência, Baby. E é muito importante. Não pergunte nada. Só vem. E deixa o ogro Albelini fora disso. - A Marcelina respondeu.

- Estou indo! - O Julian respondeu e finalizou a chamada.

Quase uma hora depois o Julian Beaumont cruzou a porta da sala, com o seu terno havitual, mas com a gravata frouxa e o colarinho da camisa branca aberto. A exaustão estava explícita no rosto dele. Mesmo assim, ele estava alerta e olhou entre a Marcelina e eu.

- O que houve? - O Julian perguntou com uma seriedade implacável e se sentou no sofá entre a Marcelina e eu.

Sem rodeios, a Marcelina contou sobre a volta do Carlos Eduardo, o prazo de uma semana e a ameaça de morte contra o meu bebê. À medida que as palavras da Marcelina cortavam o ar, as feições do Julian foram se transformando em uma carcaça de puro ódio. Ele travou o maxilar com tanta força que os músculos da sua face pulsaram visivelmente.

- Isso! Eu vou providenciar tudo com os meus contatos na polícia federal e na inteligência de segurança ainda hoje. Na terça, nós vamos fingir que a Lolô cumprirá com a exigência dele e quando ele aparecer, nós vamos colocar esse infeliz atrás das grades, mas vocẽs vêm comigo. - O Julian revelou o plano dele. - Lorena, você vai cumprir a ordem dele apenas na aparência. Na próxima terça, você vai se encontrar com o Carlos Eduardo, vai simular o papel de idiota assustada. O local estará vigiado. Quando ele aparecer, ele será preso e você poderá respirar aliviada.

Eu olhei para o Julian com gratidão. Eu estava preocupada e assustada, mas ele estava cumprindo a palavra que deu, que nos ajudaria sempre que precisássemos.

- É um bom plano. - Eu declarei. - Vamos, Lina, vamos arrumar as nossas coisas. Até terça você fica no Julian. Eu volto ao trabalho na segunda. E não se preocupe, Julian, dentro da casa eu estou segura e eu não vou colocar os pés fora daquele portão.

- Está bem. Eu te levo na segunda e te pego na terça na hora do encontro. Mas o segredo do seu bebê, Lorena, esse nós precisamos acabar com ele. Você precisa de mais segurança do que tem agora, voicế precisa do apoio do Albelini. - O Julian me advertiu com uma seriedade assustadora.

- Eu vou contar, Julian, mas eu não quero nada dele. Ele está casado. Você mesmo estava preocupado que a Adelaide descobrisse o meu bebê.

- É, mas as coisas estão se complicando, Lorena. Aconteceram coisas no escritório e o Érick está... - Ele parou e pensou. - Lô, o Érick vai se divorciar. Aquela mulher já avisou que vai dificultar a vida dele.

- Mais um motivo para eu escolher com cuidado o momento de contar a ele. Não quero uma ex-mulher irritada tentando atingí-lo através do meu filho. - Eu avisei ao Julian. - Olha, vamos resolver o assunto do Carlos Eduardo peimeiro, depois eu resolve como contar para o Érick.

O Julian concordou, nao estava muito feliz, mas concordou. Vinte minutos depois nós saímos da vila direto para o apartamento dele. Do banco de trás do carro eu observei a Marcelina um pouco nervosa e o Julian tentando esconder o sorriso de satisfação por levá-la para a casa dele. Alguma coisa me dizia que até a terça feira o Julian tentaria convencer a Marcelina a não sair nunca mais da casa dele.

Eu me recostei no banco de trás, sentindo a esperança voltar a pulsar debaixo da minha pele. O perigo continuava rondando, mas eu não estava sozinha, e o Carlos Eduardo estava prestes a encontrar o seu destino e pagar pelos crimes que cometeu.

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