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A vida dupla da babá: Santa de dia, Scarlat à noite romance Capítulo 307

"Simão"

Já fazia meses que eu não pisava nesse país. Mas as informações que aquela mercenária da Victória me mandou cinco dias atrás eram tão boas que eu precisava vir fazer o negócio pessoalmente. Além do mais, assim que eu me tornasse sócio do Grupo Albelini de novo, o que seria ainda esta noite, e com as informações que eu tinha em mãos, eu enterraria qualquer investigação sobre os meus negócios questionáveis e ainda arrancaria a presidência do Albelini sob a ameaça de denúnciá-lo por manipulação de mercado e uso de informação privilegiada. Eu tinha o Grupo Albelini nas mãos!

- Não sei por que você me trouxe de volta para esse lugar, Simão. - A Verônica reclamou mais uma vez.

- Porque você não vai ficar na Europa torrando o meu dinheiro, Verônica! - Eu respondi.

- Mas eu preciso mesmo ir com você nesse lugar? - Ela reclamou.

- Sim, Verônica, precisa. O homem com quem vamos nos encontrar é um idiota e talvez, se você for encantadora o suficiente, ele negocie comigo sem que eu precise ameaçá-lo. Então sorria e seja simpática. Agora vamos!

- Esse lugar não é para uma dama como eu, Simão! - Ela reclamou novamente olhando para a fachada da Boate Infernal e eu apenas ri, de dama a Verônica não tinha absolutamente nada.

Eu ajeitei as mangas do meu paletó, o queixo rígido e erguido, enquanto a Verônica caminhava ao meu lado segurando a bolsa de grife olhando para tudo com desdém.

Eu olhei em volta e não vi o Barão no salão, então marchei a passos rápidos e determinados direto para as escadas da área VIP, ignorando as garçonetes que a Verônica fazia questão de fuzilar com a sua arrogância habitual. Um segurança me abordou no alto da escada, mas o Barão, que saía do escritório nos fundos se aproximou rapidamente, estreitando os olhos ao me reconhecer.

- Simão? Eu soube que você estava exilado. Não me diga que deixou o exílio só para se divertir no meu estabelecimento? - O Barão me encarou com um ar zombeteiro. - Você foi escorraçado da holding pelo Albelini, não é mesmo?!

- Cale a boca e nos leve para o seu escritório privado, Barão. Estou aqui para tratar de negócios. - Eu ordenei num tom firme.

- Bem, eu sou um homem de negócios! - Ele exalou com uma cordialidade que eu não esperavaz. - Vamos, final do corredor.

O Barão nos conduziu para a sala dele. Assim que me sentei, peguei o celular e exibi os arquivos que a Victória havia me enviado.

- Como você pode ver, Barão, eu já sei que você é o sócio oculto que comprou as ações do Grupo Albelini e usa o Balthazar De La Vega como seu procurador!

- Puxa! Eu sou?! - O Simão olhava para a tela com aquele jeito simplório.

- Barão, eu vou ser direto com você. Eu quero essas ações. Eu sei que você não gosta de perder dinheiro...

- Não gosto mesmo. - Ele sorriu.

- E por isso eu estou te dando uma chance de não sair disso preso. Eu quero as ações e você vai vendê-las para mim pelo valor que eu quiser pagar.

- E se eu disser não? - Ele se recostou e me encarou com toda a tranquilidade.

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