POV: ROCCO
Abri as pernas dela devagar, me acomodando no vão daquelas coxas fartas, e me pus entre elas, encarando o rosto avermelhado da ruiva.
Estiquei o braço até o criado-mudo, peguei o pacote preto da camisinha e rasguei o plástico com os dentes. Quando voltei os olhos para ela, a Bittencourt soltou uma risadinha ruidosa, quebrando o peso do momento.
— Do que você tá rindo, Bittencourt? — perguntei, segurando o preservativo entre os dedos.
— É que eu lembrei daquela manhã... quando eu segurei o BIG BLACK e falei que tinha que desinfetar a minha mão até com álcool em gel porque não sabia por onde ele andou. E agora esse mesmo pau vai entrar em mi.
Dei um sorriso de canto, o meu dialeto de deboche funcionando no automático enquanto eu deslizava a borracha pelo comprimento rígido do meu membro.
— Tá vendo? Por isso que a gente não pode menosprezar as pessoas e nem rir antes da hora. O mundo dá voltas, noivinha.
Apertei o meu membro já encapado, sentindo o sangue martelar com força na ponta. Me inclinei sobre ela, deixando o meu peito colado ao dela. Eu estava preocupado de verdade com a integridade física dela, tentando ler cada reação para não machucar.
A Sky percebeu esse meu cuidado, o jeito como eu tentava protegê-la do estrago, e vi os olhos castanhos dela brilharem de um jeito diferente. Aquilo fez ela acreditar que eu realmente me importava, que eu não queria apenas comer ela e ir embora.
— Se você for falar que vai doer, eu já sei. Só me fode logo, Blackwood — ela disparou, tentando resgatar o escudo do deboche, mas a voz saiu trêmula.
— Você tá muito errada se acha que eu só quero comer você uma vez, Sky. Eu não quero você só uma vez. Eu quero te comer muitas vezes.
— Sério? E se for ruim?
— Se for ruim a gente repete de novo até ficar bom. Esqueceu que eu sou o Rei do Sexo?
Ela riu, com os olhos brilhando. E eu completei:
— De preferência todos os dias.
Me ajeitei definitivamente entre as pernas dela. Desci a boca pelo pescoço, mordi de leve a pele do peito dela, arrancando um arquejo agudo, e posicionei a cabeça do meu membro direto na entrada apertada da fenda dela, esfregando de baixo para cima, molhando o pau na sua própria umidade.
Empurrei o quadril para a frente. Devagar.
A Sky soltou um gemido dolorido, as unhas cravando com força nos meus braços enquanto o choro de ardência ameaçava surgir.
CENTÍMETRO POR CENTÍMETRO.
Senti o meu membro afundar naquela carne intocada, um calor absurdo que parecia me queimar vivo. A sensação física era uma loucura: internamente, a musculatura dela me sugava para o fundo e, ao mesmo tempo, tentava expulsar o meu corpo, criando uma resistência mecânica que apertava a minha rigidez até o limite.
Aquela fenda pulsava ao redor de mim com tanta força que o meu cérebro deu um curto-circuito.
Senti o orgasmo subir pela espinha, ameaçando me fazer gozar ali mesmo, no primeiro segundo. Travei o quadril na hora, engolindo o seco e segurando a onda para não parecer um moleque precoce.
Mas esse era o EFEITO BITTENCOURT. Ela desgraçava o meu autocontrole de engenheiro sem fazer o menor esforço.
Me inclinei e beijei a boca dela com os lábios colados, depois distribuí beijos leves pela testa suada dela, esperando o corpo dela se acostumar com o encaixe. Quando senti os músculos dela relaxarem um pouco, voltei a me movimentar devagar até ficar completamente dentro dela.
Sky gemeu contra meus lábios, e olhando para ela, vi lágrimas escorrendo pelos seus olhos.
Abri a boca para falar algo, pedir desculpas, mas ela colocou as mãos na minha cabeça e mordeu meus lábios.
— Não quero ouvir nada. Tá tudo bem — ela me disse, voltando a me beijar.
Retirei meu membro de dentro dela por um segundo e olhei, vendo a camisinha suja de sangue.
Voltei a enterrar meu pau dentro dela novamente, esperei alguns momentos e mordi o lóbulo de sua orelha, a fazendo rir e arrepiar.
Comecei a me movimentar, deslizando para dentro e para fora com uma lentidão torturante, respeitando o ritmo dela. A Sky jogou a cabeça para trás no travesseiro, os gemidos ficando mais manhosos, perdendo o rastro da dor.
— É... as pessoas têm razão — ela balbuciou entre os arquejos, as mãos puxando a minha nuca. — Fazer sexo com ficante é muito melhor.
Dei uma estocada mais firme, sentindo o calor me sugar por inteiro, e encarei as pupilas dela bem de perto.
— E dizem que fazer sexo com quem está APAIXONADO é muito melhor ainda.
A Sky abriu um sorriso lindo na penumbra do abajur e me puxou pelo pescoço, colando a boca na minha em um riso misturado com o beijo.
Segurei o quadril da Sky com firmeza, controlando o impulso que rugia no meu peito. Eu queria foder ela com força, rasgar o resto de qualquer barreira e cravar o meu corpo no dela com selvageria, mas a visão daquelas lágrimas recentes me forçava a segurar as rédeas.

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