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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 276

Nos olhos da assistente, passou um lampejo de repulsa, quase imperceptível. Ainda assim, ela sustentou no rosto um sorriso profissional, claramente forçado.

— Já entreguei tudo para a doutora Carolina.

André entrou no escritório de cara fechada, visivelmente irritado.

Pouco depois, reapareceu com uma xícara de café na mão. Ao passar pela sala de Carolina, parou de repente à porta e lançou um olhar discreto para dentro.

Agachada no chão, Carolina digitava a senha do cofre. Abriu a porta, guardou todas as provas lá dentro e, em seguida, tornou a fechá-la.

Quando se levantou e se virou, deu de cara com André parado na entrada, numa postura no mínimo suspeita.

— Dr. André, aconteceu alguma coisa?

André curvou os lábios num sorriso frio e ergueu de leve a xícara que tinha na mão.

— Carolina, quer café?

— Não, obrigada.

A resposta saiu fria, enquanto ela se sentava à mesa.

Um sorriso sombrio se espalhou pelo rosto de André. Ele tomou um gole do café, passou em frente à sala dela e voltou para o próprio escritório.

As flores de Cláudio só chegaram mais tarde.

A recepcionista entrou carregando o buquê.

— Dra. Carolina, suas flores.

Carolina ergueu os olhos.

— Faz um favor? Pode se livrar disso para mim?

A recepcionista abriu um sorriso, claramente animada.

— Claro. Então eu fico com elas.

— Fica, sim.

Carolina assentiu.

Ela só parou de trabalhar quando já estava quase na hora do almoço. Foi então que Larissa ligou.

Carolina deixou tudo de lado e atendeu de imediato.

No meio da ligação, Larissa começou a chorar.

Ela repetia, uma vez atrás da outra, que se arrependia de ter se casado, de ter tido um filho. Falava da falta de liberdade, do cansaço que esmagava seu corpo e sua mente, e das brigas constantes com Leandro por causa das pequenas coisas da vida a dois.

Carolina tinha a impressão de que Larissa também estava à beira da depressão.

O bebê ainda era pequeno demais: chorava muito, fazia escândalo, tinha a imunidade baixa e adoecia com facilidade.

E, em casa, ainda havia a sogra controladora, daquelas que se metem em tudo e arrumam implicância até com o vento.

Ao olhar para Larissa, Carolina via com nitidez a impotência de tantas mulheres depois do casamento.

Definitivamente, ninguém devia se casar por impulso. Era preciso conhecer de verdade a outra pessoa e também a família dela, entender se os valores batiam, se os modos de viver eram compatíveis.

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