Entrar Via

Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 333

— Ainda não. — Carolina se apressou em responder, nervosa. — Se a gente estiver julgando meu primo errado, ele só vai passar a me odiar ainda mais. E, se ele estiver mesmo envolvido com empresas corruptas e fazendo coisa ilegal, aí é que não podemos agir de forma precipitada. Não dá para espantar a presa antes da hora. A gente precisa reunir provas suficientes... E só depois agir de uma vez, pegando-o desprevenido.

— Como você achar melhor.

Henrique segurou a mão dela e a puxou para cima da própria coxa. Baixou os olhos para os dedos finos e claros de Carolina e começou a brincar, devagar, com as unhas bem-feitas, pintadas de rosa-claro.

— Você tem o seu jeito de trabalhar. Mas, se surgir algum problema ou aparecer alguma coisa que você não consiga resolver, me conta na mesma hora.

— Certo, eu conto.

Carolina apoiou o rosto na curva do braço dele e baixou os olhos para a mão de Henrique.

Ficou ali, em silêncio, apenas observando enquanto ele brincava com seus dedos.

As pontas dos dedos dele, quentes e levemente ásperas, deslizavam devagar sobre a pele dela, acariciando um dedo de cada vez, passando pelas unhas e, por fim, apertando de leve suas juntas. O toque era morno, quase hipnótico, e trazia um formigamento gostoso que a fez relaxar sem perceber.

Ela acabou rindo.

— Meus dedos são tão interessantes assim?

Henrique também pareceu se dar conta do que estava fazendo. Fez uma breve pausa e abriu um sorriso um pouco sem graça.

— São finos, delicados e macios. Difícil não reparar.

— Ah, para. — Carolina puxou a mão de volta, soltou o braço dele e se levantou. — Vou subir para tomar banho. Depois desço para jantar com você.

Assim que terminou de falar, virou-se para sair.

De repente, Henrique segurou seu pulso.

Carolina se assustou por um instante e se virou para olhá-lo.

— O que foi?

Henrique ergueu os olhos para ela. Havia algo intenso e profundo em seu olhar, e, no fundo dele, uma expectativa sincera.

— Todo mês tem o almoço da família. Vai ser nos dias 1 e 2 de julho, no fim de semana. Quero que você vá comigo à casa do meu avô.

Carolina ficou imóvel por um segundo.

Hesitou.

Aquele era o encontro regular da família Queiroz. Só quem fazia parte da família tinha lugar ali.

Nem mesmo o primo dele, que já tinha namorada, alguma vez a havia levado.

— Eu posso mesmo ir? — Carolina perguntou, insegura. — Talvez o resto da sua família não goste.

— Você não precisa se preocupar com o que os outros vão pensar. — Henrique disse com calma. — Só precisa se perguntar uma coisa: você quer ir comigo?

No sábado, 1º de julho.

Pela manhã, a luz da aurora se espalhava clara e abundante, enquanto uma brisa fresca corria pelo ar.

O carro entrou pelo pátio da frente da mansão e seguiu até a área de estacionamento.

Já havia sete ou oito carros de luxo parados ali. Pelo visto, a família dele já tinha chegado.

Carolina desceu do banco do motorista, abriu o porta-malas para pegar a bengala e, quando chegou ao lado do passageiro, Henrique já havia aberto a porta e apoiado um pé no chão. Ela segurou imediatamente o braço dele e lhe entregou a bengala.

— Na verdade, teria sido mais prático trazer a cadeira de rodas. Andando assim... Dói?

— Já vai fazer um mês. Estou me recuperando bem. Não precisava trazer a cadeira. — Henrique respondeu enquanto se apoiava na bengala e seguia em frente.

Carolina o amparou pelo outro lado.

No fundo, ela sabia muito bem que Henrique só não quisera trazer a cadeira porque ela era pesada e desajeitada demais. Ele não queria fazê-la carregar aquilo.

Enquanto o acompanhava pelo caminho até a mansão, Carolina sentia o coração apertado de nervosismo, inquietação e apreensão.

Aquele era o dia em que a família Queiroz se reunia em maior número. Até as duas tias de Henrique voltariam, trazendo todos os seus familiares.

Daqui a pouco, ela teria de enfrentar muito mais do que apenas a família da Tainá.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle