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Amargo Contrato de Casamento romance Capítulo 178

Residência dos Walker

Naquela noite, já tarde, John estava em seu escritório na mansão, a luz do abajur refletindo nos papéis espalhados pela mesa, até que o celular vibrou.

Era uma mensagem curta de seu chefe segurança particular, Carlson:

"Dossiê entregue. Verifique o e-mail”

John imediatamente abriu seu e-mail e na caixa de entrada clicou no arquivo enviado. Com calma, mas os olhos atentos examinavam cada detalhe..

As primeiras páginas traziam a certidão de nascimento, comprovante de residência e histórico escolar. Tudo em ordem. Em seguida, vinham referências de antigos empregos. Segundo os documentos, Lily havia trabalhado por quase cinco anos como babá e cuidadora de idosos em casas de famílias de classe alta, segundo os registros profissionais. Havia certificados de capacitação na área de cuidado de crianças e idosos.

John franziu o cenho.

— Cuidadora de idosos… — murmurou, passando o relatório de referências. — Essa é uma função que exige confiança. Se for verdade, não há nada que a desabone.

Havia também cópias de mensagens e recomendações assinadas por médicos e famílias que a teriam contratado. Tudo muito convincente. Convincente demais.

Elizabeth apareceu na porta, envolta em um robe de seda clara.

— Ainda trabalhando? — perguntou suavemente, cruzando os braços.

— Não é trabalho — respondeu John, sem desviar o olhar das folhas. — É segurança.

Ela se aproximou devagar, parando ao lado da mesa.

— É sobre Lily, não é?

Ele assentiu, mostrando no computador algumas páginas.

Elizabeth leu em silêncio e um sorriso leve surgiu em seus lábios.

— Viu só? Eu disse que ela parecia de confiança. Essas recomendações são maravilhosas.

John apoiou os cotovelos na mesa, entrelaçando os dedos diante do rosto.

— São perfeitas. Perfeitas até demais.

Elizabeth o encarou com paciência.

— Amor, você está forçando suspeitas onde não há. Nem todo mundo esconde segredos.

John recostou-se na poltrona, os olhos fixos no documento aberto

— E justamente porque aprendi que todo mundo esconde alguma coisa, não vou me contentar com um papel bem escrito. Quero que confirmem cada uma dessas informações. Família, médicos, antigos empregadores… se for real, vão confirmar. Se for fachada… vou descobrir.

Elizabeth suspirou, tocando de leve a mão do marido.

— Enquanto isso, pelo menos deixe as crianças se sentirem felizes com ela. Eles já estão encantados.

John não respondeu de imediato. Apenas fechou o notebook. Seus olhos, frios e atentos, refletiam a desconfiança que não cedia.

Elizabeth conhecia aquele olhar e sabia que quando John tinha um pressentimento, dificilmente ele se enganava

— Vamos ver quanto tempo esse anjo aguenta brilhar — murmurou, mais para si mesmo.

*****

Lily

Era o dia de folga de Lily. O tempo estava chuvoso e as crianças estavam aos cuidados das outras babás na sala de brincar da mansão. Lily usando uma sombrinha pegou um táxi que a deixou num shopping, depois de trocar de roupa e usar uma blusa com capuz saiu sem ser percebida, depois pegou um ônibus.

Lily foi encontrar com Logan em uma pequena lanchonete num bairro afastado e de pouca vigilância, Logan a havia alertado que John poderia colocar alguém para vigiá-la e deveria evitar as câmeras, ele soube que os falsos documentos produzidos por ele sobre Lily foram acessados.

— Eles já confiam em mim — disse ela, entregando-lhe as anotações que já havia feito. — Elizabeth me trata como se fosse da família.

Logan o folheou rapidamente e assentiu, satisfeito.

— Continue assim. Cada segredo, cada detalhe importa.

Antony - responsável, curioso, sério, estudioso, inteligência acima da média, mas destemido demais.

Mary - dócil, meiga, inocente e ingênua, facilmente distraída e manipulável, mais próximo de Lily

Luke e Luize - energia constante, muito ativos e espertos, sempre juntos, mas previsíveis nos jogos.

No íntimo de Pamela algo se movia lentamente de tal forma que sua serenidade era porque tudo estava correndo como planejava.

*****

Família Walker

O convívio de John com a família parecia ser breve demais. Após o café da manhã, deu um beijo em cada filho e depois abraçou Elizabeth e lhe deu um beijo apaixonado, as crianças riam sempre que seus pais se beijavam.

Ao verem que o pai já estava indo, quase ao mesmo tempo os crianças começaram a dizer;

— Benção pai.

— Deus os abençoe. — Disse antes de sair.

Assim que John entrou no carro a caminho do Grupo Walker, John trocou o calor da família pelo rigor de sua mente estratégica. O escritório o aguardava com pilhas de relatórios e um novo desafio: uma fusão arriscada, com riscos ocultos que poderiam desestabilizar parte do grupo se não fosse conduzida com precisão cirúrgica.

Ao chegar, Bruce o recebeu imediatamente, pasta em mãos.

— Senhor, a proposta da empresa rival veio com cláusulas complexas. Alguns diretores já demonstram hesitação.

John franziu a testa, percorrendo a sala com passos firmes.

— Então vamos descomplicar o que eles tentam complicar. Bruce, quero cada detalhe, cada número, cada possível brecha. Nada pode escapar.

Bruce assentiu, os olhos atentos, como sempre.

— Sim, senhor. Nada passará despercebido.

As horas seguintes foram uma dança de cálculos, projeções e estratégias. John criava cenários possíveis, desmontava objeções e impunha sua visão, enquanto Bruce antecipava movimentos e reunia informações cruciais para cada decisão.

— Senhor — disse Bruce em um intervalo, olhando para a tela de gráficos —, se seguirmos essa abordagem, teremos vantagem total na reunião de amanhã.

John assentiu, voltando o olhar para a cidade através das janelas de vidro.

— Então que comece o jogo. No escritório ou fora dele, a regra é a mesma: não existe fraqueza que eu possa permitir.

E assim, entre o calor do lar e o rigor dos negócios, John Walker navegava por dois mundos, sempre firme, sempre vigilante, sempre protegido pela presença silenciosa de Bruce ao seu lado.

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