Rubi
Eu tô abraçada nele, rosto no peito dele, respirando aquele cheiro que é casa, segurança, vida. Não consigo acreditar que ele tá aqui, inteiro, vivo, respirando contra meu cabelo.
Ele me solta devagar, me olha nos olhos, confuso.
"O quê...?"
Eu respiro fundo, meu coração disparado e decço lentamente a mão até a minha quase inexistente barriga.
"Eu tô grávida, Riuk. Estamos esperando um lobinho. Um filhotinho só nosso."
O silêncio cai no quarto, ele processa o que eu disse, como se fosse uma miragem. Uma mentira contada para ele aguentar algo que não quer. Mas então os olhos se arregalam, e a boca se abre, mas nenhuma palavra sai.
Lentamente o sorriso mais lindo se abre em seu rosto.
"Grávida...?"
Eu assinto, chorando e rindo ao mesmo tempo.
"Gravida, meu amor. Eu queria tanto que você soubesse."
Ele se senta nos próprios pés e olha para minha barriga por um tempo, como se querendo ouvir. E então se levanta esticando a mão para mim e a pego no mesmo instante, e ele me abraça.
Um encaixe perfeito.
"Gravida. Você está gravida. Nós vamos ter um bebê!" ele gargalha, e me gira no ar, parando e me olhando de forma nova, me beijando de novo.
Depois cai de joelhos na minha frente.
Beija a barriga. Uma. Duas. Três vezes.
Coloca a mão aberta, fecha os olhos.
E sorri, olhos marejados.
"Eu sinto ele..." sussurra. "Sinto o coraçãozinho dele."
Meus olhos estão encharcados.
"Sinto nosso famor dentro de você, pequena." ele olha para cima e é a cena mais linda que eu já vi.
"Quando você descobriu?" Ele se levanta, ainda acariciando minha pele com as pontas dos dedos.
"No dia que você sumiu," e a expressão dele vacila por um segundo. "Eu passei mal no dia, e chamaram um médico, que suspeitou e depois fez o exame."
"E por que não pediu para me avisar, eu teria voltado." ele me abraça.
"Nós tentamos, De todas as formas." Ele suspira. "Eron tentou e Drevan mandou apenas uma mensagem dizendo que você ainda não estava pronto."
"Aquele filho da puta sabia e não me contou nada. Vou ter uma conversinha séria com ele quando o encontrar de novo."
Eu rio entre as lágrimas.
"Se ele tivesse contado, você teria voltado correndo."
Ele assente, sério.
"E Atlas teria ganhado essa noite."
Eu acaricio o rosto dele.
"Não quero falar dele agora."
"Nem eu." voltamos para a cama e me deito ao lado dele, sentindo seu coração ainda disparado.
Me inclino mais, pousando minha mão em seu peito e buscando seus lábios.
"Mas não é por que estou grávida, que não podemos ter nossos momentos juntos. Estou com tanta saudade, Riuk."
"Mas temos que aprender a fazer sem machucar nosso filhote. Não sei ser calmo do jeito que estou." gargalho. avançando sobre a boca dele e o beijando com mais intenção.
Ele sorri, aquele sorriso torto que me desmonta desde sempre, e enfia os dedos no meu cabelo, puxando de leve pra trás, expondo meu pescoço.
"Então me ensina a ser calma," sussurro contra os lábios dele. "Porque eu tô morrendo de vontade de você."
Ele rosna baixo, mas é um rosnado carinhoso, cheio de promessa. Vira meu corpo com cuidado, me deitando de costas na cama, ele por cima, mas sem peso, apoiado nos antebraços.
“Você é a coisa mais linda que eu já vi,” diz, voz rouca, descendo beijos lentos pelo meu pescoço, pela clavícula.
Eu arqueio as costas quando a boca dele fecha no mamilo por cima da camiseta fina. A língua molha o tecido, o calor atravessa, e eu gemo sem querer.
“Riuk…”
Ele levanta o rosto, olhos roxo-dourado brilhando.
“Riuk… por favor…”
“Calma, amor. Deixa eu te amar direito.”
Ele entra em mim com uma lentidão torturante, centímetro por centímetro, olhando nos meus olhos o tempo todo.
Eu sinto cada pedaço dele. Sinto o laço acender como fogo bom. Sinto ele inteiro dentro de mim, mas sem peso, sem pressa, só amor.
Ele se move devagar, ondulando o quadril, cada estocada longa, profunda, deliciosa. Boca na minha orelha, sussurrando:
“Você é minha casa.” “Minha Luna.” “Minha vida.”
Eu agarro as costas dele, unhas cravando de leve, gemendo a cada movimento.
“Riuk… eu te amo… te amo tanto…”
Ele acelera só um pouquinho, o suficiente pra me levar pro limite. Eu gozo primeiro, apertando ele, mordendo o ombro pra não gritar alto.
Ele goza logo depois, rosto enterrado no meu pescoço, mordendo a marca de leve, renovando ela com carinho.
Nós dois tremendo, ofegantes, suados.
Ele não sai de dentro de mim. Fica ali, ainda pulsando, me abraçando como se eu fosse a única coisa que o mantém inteiro. Beija minha testa, demorado, como quem marca território de novo.
“Eu nunca mais saio do lado de vocês,” sussurra, voz tão rouca que parece rasgar. “Nunca mais.”
Eu fecho os olhos, aninhada no peito dele, sentindo o coração dele bater no mesmo ritmo do meu e do bebê.
“Promete?” sussurro de volta, já quase dormindo.
“Prometo com a minha vida, Pecado.”
Ele se inclina devagar, saindo de dentro de mim, e me puxa pro colo dele como se eu não pesasse nada. Me acomoda de lado, corpo colado no dele, braço pesado na minha cintura, mão aberta protegendo a barriga.
Eu me encaixo ali, no lugar que é só meu, cabeça no ombro dele, perna entrelaçada na dele, cheiro dele em tudo.
E, pela primeira vez em seis semanas, eu durmo.
Sem medo. Sem vazio. Sem saudade.
Porque ele tá aqui. E eu tô em casa.

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