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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 110

Riuk

Acordo com o sol entrando pela fresta da cortina e o peso perfeito do corpo dela colado no meu. Rubi dorme agarrada a mim, perna entrelaçada na minha, mão aberta na minha barriga, cabeça no meu peito. O cheiro dela tá em tudo. Lavanda, pele quente, casa.

Eu respiro fundo, lento, e percebo que é a primeira vez em semanas que acordo sem dor, sem sangue na boca, sem o Vazio me engolindo. O laço tá vivo, forte, quente. Não é sonho. Não é ilusão do Drevan. É real.

Aliso seu cabelo de leve, só para ter certeza, e o toque faz meu lobo ronronar de felicidade. Ela está aqui, conosco. No lugar onde sempre pertenceu.

Eu me viro de lado, com cuidado pra não acordar ela, e fico só olhando. O cabelo espalhado no travesseiro, a boca entreaberta, a mão ainda na minha barriga como se tivesse medo de eu sumir de novo. E então eu sinto. De novo. O segundo coraçãozinho batendo junto com o dela. Pequeno, rápido, perfeito.

Fecho os olhos e quase choro. Não é mais só ela. É eles. Meu filhote. O pedacinho dos dois crescendo ali, dentro da mulher que eu amo mais que a própria vida.

Meu lobo está exultante, andando de um lado pro outro dentro de mim, querendo uivar pro mundo inteiro. A magia flui tranquila, roxo-dourado nas veias, em perfeita harmonia com o lobo. Os dois casados, complementando, prontos pra qualquer coisa. Prontos pra proteger o que é nosso.

E em pensar que um dia foi difícil aceitar que existia mais do que um lobo em mim. Agora que sei lidar, parece natural, e me sinto um idiota de ter passado por tudo isso a força, por não ter tido coragem de encarar a minha linhagem mágica.

Eu beijo a testa dela, devagar, e saio da cama sem fazer barulho. Visto uma calça de moletom e uma camiseta velha. Preciso deixar ela dormir. Ela merece.

Desço as escadas e o cheiro de café fresco me recebe. Minha mãe e Ravenna estão na cozinha, rindo baixo, fazendo panqueca. Quando me veem, os olhos das duas se tornam ternos.

Cam larga a espátula e corre pra me abraçar.

“Meu filho… meu menino… Ainda parece um sonho que você está aqui.”

Eu abraço ela forte, beijo a testa.

“Digo o mesmo, parece que a qualquer momento, vou descobrir que isso é uma ilusão e cair naquele maldito lugar de novo.”

Ravenna se aproxima, abraça nós dois.

“Não é ilusão, querido. Você não tem ideia do quanto a gente rezou pra esse dia chegar.”

Eu sorrio, ainda com a mãe agarrada em mim.

“Lá o tempo é diferente. Parece que eu fiquei anos. Eu nem sabia se vocês ainda iam estar aqui quando voltasse.”

Cam me solta, enxuga as lágrimas.

“Estaremos sempre aqui, Riuk. Sempre. Não importa o que aconteça, vocês sempre têm para onde voltar.”

Ragnar entra na cozinha nesse momento, olha pra mim e dá um tapa no meu ombro.

“Bom dia, filho. Pronto pra colocar ordem nessa bagunça que o conselho tá fazendo?”

Eu rio.

“Pronto. Não aceitaram suas reparações do dia da caçada?" ele nega e bufo.

"O que querem então?" ele me corta com os olhos deixando claro que não quer falar sobre isso na frente das mulheres.

"Mas antes… a gente tem que resolver uma coisa.” ele diz e ergo a sobrancelha.

“Temos que fazer a união de vocês na frente de toda a alcateia. Para que eles também sintam o laço de vocês.” sorrio.

"Por mim tudo bem. Se quiser marcar para hoje, para mim está ótimo."

As duas arregalam os olhos.

“Estão querendo nos unir na frente da alcateia. Eu disse que topo hoje. Pode ser?”

Ela arregala os olhos, depois ri, lágrimas escorrendo.

“Você tá louco?”

“Louco por você. Sempre fui.”

Ela j**a os braços no meu pescoço, me beija na frente de todo mundo.

“Vamos nos unir, mas não hoje.”

"Ah, que estraga prazeres." todos dão risada.

"Eu preciso de uns dias para essas coisas. Nem vestido eu tenho, lobo."

"Não precisa de um," pisco em segundas intenções e ela b**e em meu peito.

Eu rio, abraço ela forte.

“Tá bom." me viro para a família. "Mas vocês viram, ela que não quer se unir hoje." minha mão escorrega até seu ventre. "Mas não faz diferença alguma."

Minha mãe, Ravenna, meu pai, todos sorriem para a nossa pequena cena.

E ali, no meio da cozinha, com cheiro de panqueca, café e família, eu sei que o inferno ainda tá lá fora.

Mas aqui, agora, com ela nos meus braços e nosso bebê crescendo dentro dela… o mundo inteiro pode esperar.

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