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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 115

Riuk

Eu tô fedendo a ovo podre, tinta e lama, mas tô rindo tanto que nem ligo. Os primos ainda reclamam da derrota enquanto limpam a bagunça, e Eron tá do meu lado, amarelo como um pintinho, tentando tirar tinta do cabelo.

Olho pra varanda. Rubi tá lá, mão na barriga, rindo de mim.

Eu caminho até ela, braços abertos.

“Vem cá, Pecado. Me dá um abraço de parabéns.”

Ela torce o nariz, ri e corre pra trás.

“Nem morta! Você tá fedendo!”

Eu avanço, fingindo pegar ela.

“É cheiro de vitória!”

Ela grita, rindo, desviando.

Cam aparece na porta, olhos arregalados.

“RIUK PEYTON! Olha o estado dessa casa! Sujeira pra todo lado! E você aí, todo lambuzado!”

"Mãe, a culpa é dos pirralhos. Pergunta pro Eron." Meu irmão para do meu lado, mas parece que a tempestade da Luna não vai passar.

"Não quero saber de quem é a culpa, quero tudo arrumado, agora!"

"Eles já estão fazendo isso, e eu to indo..." olho rápido para o Eron.

"Eu também, mãe, já estamos indo nos limpar."

Ela bufa, mas sorri.

“Melhor mesmo. E leva esses moleques com você pra limpar isso!”

Eu rio, beijo a testa da Rubi rápido, ela ainda torce o nariz, mas deixa.

“Já volto.”

Subo pro quarto, tiro a roupa suja, estalo os dedos. As peças somem num brilho azul, direto pro Vazio. Drevan que se vire com a bagunça.

Entro no chuveiro, água quente caindo, lavando tinta, lama, ovo podre. Respiro fundo.

A magia tá fluindo fácil agora. Natural. Como respirar.

Sinto o cheiro dela antes de ouvir.

Lavanda. Pele quente. Casa.

Olho pelo vidro embaçado.

Rubi tá na porta do banheiro, braços cruzados, sorriso malicioso.

“Isso é muito interessante,” diz, olhando pras roupas que sumiram. “Você vai conseguir sumir com todas as fraldas sujas do bebê?”

Eu rio, alto.

“Com certeza. Mando tudo pro Vazio. Pro Drevan ver como eu ainda tô puto com o que passei.”

Ela gargalha, entra no banheiro.

“Você é terrível.”

Eu abro o box, água caindo no peito.

“Quer entrar? Agora eu tô limpinho.”

Ela morde o lábio, olhos descendo pelo meu corpo.

“Quero. Mas não posso.”

Eu rosno, baixo.

“Por quê?”

“Porque a gente tem que repassar coisas da união. E se eu entrar aí… a gente só sai amanhã.”

Eu sorrio, perigoso.

“Isso é promessa?”

Ela ri, corando.

“É fato. O que a gente fez ontem foi só aperitivo. Se começar agora… não teremos força para parar.”

Meus olhos brilham roxo-dourado.

“Viu? Você me tenta. Vem acalmar seu lobo, Pecado.”

Ela dá um passo pra trás.

Rubi tá na porta, mão na barriga, olhos brilhando.

Eu vou até ela, pego a mão dela.

“Pronto, agora posso te agarrar." mas nem preciso falar mais nada, ela mesma se agarra em mim, suas mãos passando por meus ombros. "Pronta pra planejar nosso casamento?”

Ela sorri.

“Pronta pra planejar nossa vida.”

"Gosto disso. Além do casamento, temos que pensar em uns nomes." ela sorri pra mim.

"Eu já pensei em alguns." ergo a sobrancelha.

"Ah é? E qual seriam eles?" ela olha em volta e toda a família nos encara em expectativa e rosno. "Vão cuidar da vida de vocês." e todos saem do transe e fingem que não estavam prestando atenção na nossa conversa.

"Vamos para outro canto. Assim resolvemos tudo e depois vemos o que Eron e Libby escolheram e tentamos juntar." concordo, a pegando no colo e indo com ela para outra parte do jardim, uma mais escondida, que eu amava ficar quando era criança.

"Quero saber os nomes que primeiro, depois falamos da união."

"É mais importante?" ela questiona.

Me sento na grama e ela entra minhas pernas, e a abraço, sentindo a paz invadir meu corpo.

"Nós já somos unidos. Minha marca brilha aqui, então só falta o nome do nosso bebê para tudo ficar completo." sussurro nos seus cabelos.

"Eu ainda não te marquei, então não está completo." ela fala, e viro seu rosto para mim.

"Deveria ter me falado isso no dia da caçada, Pecado, eu nem me toquei... eu..."

"Isso não é um problema, é só que minha loba faz parecer que é..."a abraço mais forte.

"Vamos resolver isso hoje então. A noite, quando eu arrancar suas roupas, vou deixar sua loba me marcar onde quiser." um arrepio corre por ela, e corro meu nariz por sua nuca. "Tão sensível." ela ronrona.

"Você sempre me tira do foco, Riuk Peyton." fala.

"Então foque nos nomes, eu quero saber o que pensou." ela se vira de lado para me olhar.

"Se for menina, pensei em Alira, e se for menino, pensei em Arlen." escuto os nomes e penso um pouco e ela tenta justificar as escolhas. "Alira significa nobre, e eu gosto da sonoridade, de como se pronuncia e ... Arlen é Promessa, e penso que é a nossa promessa de um futuro diferente. Sei lá, eu gostei... mas se quiser me dar..."

"Ei, não precisa se justificar pra mim." beijo sua testa. "Eu achei bem diferente, mas não feios, e gostei dos significados. Ainda não tinha pensado em nenhum, mas se você gosta, eu gosto também."

"Não, eu quero que você dê as suas opções também, para escolhermos juntos." ela rebate e eu sorriu.

"Prometo pensar em algo, mas saiba que eu gostei desses." ela ri, e ficamos ali abraçados, conversando sobre a nossa união, mas o foco sempre voltava ao nosso bebê.

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