Riuk
"Riuk, eu pensei que a gente poderia..." Rubi acabou de entrar no quarto e parou. Ela percebeu que tem algo diferente no ar e caminha lentamente até meu lado, se sentando.
Desligo o telefone com a mão tremendo um pouco. O quarto tá silencioso, só o som da respiração. Ela me olha, olhos curiosos, esperando.
“Amor… meu pai acordou.”
Ela para, boca aberta por um segundo. Depois os olhos se enchem d’água, o sorriso explode no rosto.
“Riuk… sério? Ele tá bem?”
Eu assinto, puxando ela pra mim, abraçando forte. Sentindo seu cheiro que tanto me acalma.
“Sim. Voz rouca, teimoso como sempre. Mamãe tá cuidando dele. Eron tá lá. Ele… ele tá vivo, Rubi. Voltou pra gente. Já está até em casa... eles não quiseram nos dar falsas esperanças. Mas ele está bem, finalmente.”
Ela chora baixinho no meu ombro, riso misturado com lágrimas.
“Deusa… graças à Deusa. O bebê vai conhecer o avô. Vai ouvir histórias do Supremo que venceu até a morte. Ele está bem!”
Eu rio, beijo a testa dela, a barriga. Sinto um chute forte, como se o filhote comemorasse também.
“Tudo vai ficar bem agora. Meu pai vai assumir tudo de novo e logo vamos poder voltar para nossa vida, sem essa loucura de coordenar uma alcateia.” ela sorri de lado.
"Olha que eu estou gostando disso... posso até me acostumar a ser uma luna de verdade."
"Está falando sério?" fico em choque, porque achei que ela preferia nossa vida em Sidney.
"Ah amor... sei lá, eu gosto dessa tensão também. Nós viemos de um legado de conquistas, alfas e lunas. Parece normal ser assim." dou risada.
"Não sei se consigo viver nessa tensão, sabendo que você e o bebê estão no meio do fogo."
"Minha mãe conseguiu, e se não se lembra, eu fui sequestrada e achada, então..." tranco a respiração.
"Nem fala uma merda dessas, eu não sou tão forte quanto seus pais. Se você ou nosso bebê sumir, eu acho que acabo com o mundo." ela sorri, mas a encaro. "Estou falando sério. A minha magia derruba o mundo para te achar."
"Não vai acontecer nada, você estava me treinando lembra. Sei me proteger."
"Estava, falou certo. E vamos voltar a treinar, você não está forte o suficiente, e acho que nunca vai estar."
Ela me beija, mãos no meu rosto.
“É, faremos isso, meu alfa.” meu lobo estufa em meu peito, ele adorava quando ela o chamava assim.
"Se continuarmos assim, vou te jogar nessa cama e só sairemos amanhã." ela gargalha jogando a cabeça para trás.
"Eu iria adorar, mas marquei com as matriarcas. Estamos organizando os alimentos para levar para as famílias que estão sem moradia." meu lobo tinha tanto orgulho dela. Por um momento, acredito nisso. Que podemos cuidar daquelas pessoas, daquela alcateia.
"Amanha podemos ligar pro seu pai por vídeo, assim você fica mais tranquilo também, o que acha?
"Perfeito, vamos finalizar esse dia... ligue para as matriarcas e as mande ir sozinhas, porque agora, você precisa cuidar do seu companheiro." ela gargalha.
"Nada disso. O que vão pensar de mim. Mas prometo ser rápida, porque sua proposta é tentadora." ela se levanta, mas para assim que as batidas na porta são ouvidas.
"Pode entrar." falo já me levantando e fixando ao lado de Rubi.
Jorge entra, rosto sério, ofegante.
“Alfa… mais ataques. Nas fronteiras leste e sul. Pequenos, mas coordenados. Estão testando a gente.”
Eu bufo, puto.
“Já tô indo.”
Rubi segura minha mão.
“Riuk… cuidado.”



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Apaixonada pelo Alfa Errado