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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 136

Eron

Chegamos em casa no fim da tarde, o carro parando na entrada da mansão com um suspiro do motor. Meu pai desce devagar, apoiado no meu ombro e no de Enoch. Ele tá fraco ainda, passos lentos, mas o cheiro dele é o mesmo. Dona Cam está a frente dele acompanhando todos os passos. O medo ainda marca seu rosto, mas o alívio também está lá.

"Devagar Ragnar, não precisa correr."

"Eu estou bem, Luna. Não precisa se preocupar." minha mãe bufa ignorando seu comentário.

"Você vai fazer exatamente o que o médico mandou. Sem excessos nesse início."

"Eu não to fazendo nada, só andando Cam." olho pra Enoch e damos risada. Isso é tão nossos pais. Esse cuidado, essa atenção.

A família toda tá na porta. Libby corre pra mim, mas espera até que eu coloque meu pai sentando no sofá da sala.

"Pronto Supremo, agora é só descansar." falo e puxo minha loba para mim, e ela me aperta forte.

"Você trouxe ele de volta," ela sussurra, voz embargada.

Ragnar sorri pra todos da família, voz rouca.

"Cheguei. Sentiram minha falta?"

Risadas nervosas. Abraços. Choros baixos. Ele tá em casa.

"Claro né, Ragnar." Libby abraça minha mãe, e parece que era tudo que ela precisava.

"Cam, você tem que descansar. Esses dias no hospital também foram puxados para você." ela diz e concordo.

"Vá tomar um banho e deitar um pouco, mãe. Agora a gente cuida do velhote pra você." todos dão risada depois que Enoch diz isso.

"Vou mostrar quem é o velhote, moleque." ele fala sério, e todos riem ainda mais. "Aqueles lobos foram preparados para dar um golpe na nossa aliança, uma pena que meus filhos estavam preparados." ele fala com orgulho. "Mas eu farei novas medidas para evitar que confrontos assim aconteçam de novo."

"E esqueça as Caçadas. Não vale a pena na nossa geração." todos dão risada concordando.

"É, foi uma ideia tola." Concordo puxando Libby para mim de novo.

"Vamos comer algo, para depois todos irem descansar. Ragnar ainda precisa de descanso." minha mãe fala e nos encaminhamos para a mesa de jantar. Eu e Enoch ajudando nosso pai novamente.

Assim que ele se sente, questiono o que está travado em meu peito a alguns dias.

"Pai… agora posso contar pro Riuk? Ele precisa saber que o senhor acordou."

Ele assente, devagar.

"Sim. Agora que estou em casa, você pode contar."

Eu pego o telefone, mas antes de discar, a porta da sala se abre. Gabriel entra, rosto pálido, relatório na mão.

"Mais problemas, digo. Acabamos de chegar." falo e ele concorda.

"Diga de uma vez, Gabriel. O que aconteceu." Ragnar fala.

"Os rebeldes atacaram Riuk ontem a noite. A mansão onde ele e Rubi estão hospedados."

O mundo para.

Ragnar se levanta devagar, olhos faiscando.

"O quê? Como eles estão? Eu vou pra lá. Agora."

Mamãe segura o braço dele.

"Não, Ragnar. Você mal saiu do hospital. Você não vai a lugar nenhum."

"Como eles estão Gabriel? Por que não fomos informados quando aconteceu." Assumo a situação.

"Estão bem. Riuk não queria que ficassem preocupados."

"Não queria? A moleque teimoso. Ele acha que a gente não se importa?" Meu pai rosnou. "Eu vou lá sim."

Enoch se coloca na frente.

"Pai, para. O Riuk deve saber o que está fazendo. Só se acalma, vamos ligar para eles e ver como estão."

Eu rosno, pegando o relatório.

"Ele tá certo. Você não vai se expor assim."

Ragnar rosna de volta, mas senta, ofegante.

"Então liga agora pra ele, Eron. Quero ouvir da boca dele que está tudo bem."

136. Nossa família 1

136. Nossa família 2

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