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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 139

Eron

Merda. Merda. Merda.

O mundo explode em caos ao meu redor. A explosão ainda ecoa nos meus ouvidos, terra e pedras voando como chuva mortal. Um dos lobos uiva de dor, estilhaços cravados no flanco dele, sangue jorrando. O cheiro de pólvora queima o ar, misturado com o ferro metálico de sangue lupino. Meu lobo rosna alto, o corpo inteiro tremendo de fúria. Eu tô transformado, patas fincadas no chão, protegendo o SUV com o corpo maciço. Libby tá lá dentro, olhos arregalados pelo vidro blindado, mão na boca.

Outro tiro. Bala de prata risca o ar, cravando no pneu traseiro. O carro balança, mas não explode. Ainda.

"Libby! Fica abaixada!" eu uivo, voz gutural, mais rosnado que palavra.

Ela obedece, se jogando no banco, mas eu vejo o pânico nos olhos dela. Meu peito aperta como se as garras fossem no meu coração. Não. Ninguém toca nela. Ninguém.

Gabriel, ainda humano, se abaixa atrás de um carro, olhos âmbar brilhando.

"Alfa! São uns quinze! Atiradores nas árvores, lobos no chão!"

"Protejam minha Luna! Matem os atiradores primeiro!" eu rosno, voz ecoando sobre o barulho.

Os lobos se espalham, alguns transformando no ar, pulando nas sombras. Um deles, o mais jovem, corre pro tronco caído, pra desobstruir, mas uma bala de prata pega no ombro dele. Ele cai uivando, carne fumegando onde a prata queima. O cheiro de pele tostada me atinge como um soco.

"Não! Cubram ele!" Gabriel grita, correndo pro caído, arrastando ele pra trás de uma rocha.

Mais tiros. Um lobo leva um no peito, cai gorgolejando, sangue borbulhando na boca. Meu lobo enlouquece. Eu salto pra frente, corpo enorme como escudo, presas à mostra. Um rebelde sai das árvores, garras estendidas. Eu o derrubo no ar, presas no pescoço, rasgando carne. Sangue quente espirra no meu pelo, gosto metálico na boca.

"Gabriel! Leva o comboio pra trás! Desvia da estrada!"

Ele assente, rosnando ordens pros outros. Dois lobos lutam pra levantar o tronco, garras cravando na madeira, mas outra explosão, menor, mas perto, j**a um deles pro ar. Ele cai com o corpo torcido, uivando de dor, osso exposto na perna.

Meu coração martela. Desespero puro. Libby. Ela tá no carro, sozinha, no meio dessa porra toda. Eu sinto o medo dela pelo vínculo, um aperto no peito, como se fosse meu. Eu uivo alto, chamando reforços internos, mas estamos isolados. Os rebeldes sabiam. Planejaram isso. Filhos da puta.

Uma bala de prata raspa no meu ombro, queimando como fogo. Dor branca explode, mas eu ignoro. Salto numa árvore, arranco um atirador do galho. Ele grita, rifle caindo. Eu cravo presas no braço dele, jogo pro chão. Um lobo meu termina o serviço, garganta rasgada.

"Alfa! Mais vindo pelo sul!" Gabriel berra, lutando com dois rebeldes ao mesmo tempo. Ele derruba um com um soco na traqueia, mas leva garra no braço, carne rasgando.

Eu rosno, correndo de volta pro carro. Libby tenta abrir a porta, a louca quer ajudar.

"Não! Fica aí!"

Ela grita algo, mas o barulho engole. Outra bala de prata crava no para-brisa, rachando o vidro blindado. Meu mundo para. Desespero absoluto. Se perfurar… se atingir ela…

Não.

Eu uivo de raiva, pulando no capô, corpo como escudo vivo. Garras cravadas no metal. Meu lobo quer rasgar tudo. Matar. Proteger.

Mais rebeldes saem das árvores, uns dez agora, transformados, presas brilhando. Um pula em mim, garras no meu flanco. Dor queima, mas eu giro, mordo o braço dele, arranco um pedaço. Sangue meu e dele misturado.

"Gabriel! Peguem os atiradores! Eu cuido desses!"

Ele assente, levando três lobos pras árvores. Na luta um lobo derruba um atirador, presas na jugular. Mas outro leva tiro de prata no peito, cai morto, olhos vidrados.

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