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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 182

Laura

Eu ainda sentia o gosto do beijo dele nos meus lábios.

Aquele beijo que parecia ter acendido alguma coisa antiga, profunda e perigosa dentro de mim. O corpo dele ainda colado no meu, quente demais, forte demais, me envolvendo inteira como se fosse impossível existir espaço entre nós.

E então… tudo simplesmente desandou de um jeito delicioso.

Enoch me pegou no colo como se eu não pesasse nada e me guiou para a cama com uma suavidade que não combinava com o tamanho dele. Parecia que cada músculo havia sido esculpido para me carregar e ao mesmo tempo não deixar nenhuma marca na minha pele.

"É assim que você quer?", ele perguntou, a voz grave demais, rouca demais, enquanto meus dedos escorregavam pela barra da camiseta dele.

"Quero que você continue exatamente o que estava fazendo…" murmurei, puxando a camiseta dele para cima.

Ele soltou um riso baixo. Um daqueles que vibram direto no ventre da gente.

"Então vem."

Ele me puxou de volta para o beijo e, quando me dei conta, minha blusa já estava em algum lugar indefinido do quarto. O ar gelado do hospital tocando minha pele contrastava com o calor absurdo das mãos dele passeando pelas minhas costas.

O corpo dele cobriu o meu quando deitei na cama, e a sensação era tão boa, tão certa, que eu praticamente esqueci onde estávamos. Esqueci de tudo, menos dele.

"Laura…" Ele arrastou meu nome no meu ouvido. Quase uma oração. Quase um pedido. "Se eu passar do ponto, você me para."

"Só continua, garoto."

Minha voz saiu fina, tremida, totalmente entregue.

Ele beijou minha clavícula, o pescoço, o contorno dos meus ombros. Meu corpo inteiro reagia como se soubesse exatamente para onde aquilo ia. A respiração dele batia quente na minha pele, e eu sentia, claramente, o lobo abaixo da superfície. Quente. Feroz. Querendo.

Mas Enoch mantinha um controle absurdo.

Eu via isso nos olhos dele.

No jeito que ele me tocava.

No cuidado.

As mãos dele desceram pela minha cintura e eu arfei, puxando ele mais para perto, como se minha vida dependesse disso.

Foi quando ouvi o som.

A porta.

Girando.

Abrindo.

O instinto de Enoch explodiu antes que eu conseguisse piscar.

Ele virou o corpo inteiro, me cobrindo como um escudo humano.

Um escudo quente.

Um escudo musculoso.

Um escudo que, infelizmente, bloqueava minha visão e o avanço delicioso que estava prestes a acontecer.

"Enoch, o que...?"

Ele rosnou.

Alto.

Bravo.

Intimidante.

Mas o tipo de som que faria qualquer pessoa repensar suas escolhas de vida.

E então a porta abriu por completo.

O médico entrou primeiro.

E atrás dele…

os pais de Enoch.

O inferno abriria com mais delicadeza.

A mãe dele parou na porta, congelada.

O pai dele arregalou os olhos num nível que deveria constar em algum prontuário.

O médico deixou cair a prancheta.

Eu quis morrer.

Eu quis evaporar.

Eu quis que a cama me engolisse como um colapso de matéria escandalizada.

Mas eu continuei onde estava.

Sem blusa.

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